Решила твърдо: ще бъда щастлива, каквото и да стане

Решила твърдо ще бъде щастлива!

На четвъртия курс в университета Мария се влюби. И не в някакъв обикновен младеж, а в истински красавец, за когото всички момичета по факултета бяха луди. Защото Борис беше от заможно семейство.

Мария също беше хубаво момиче, не глупаво, просто с Борис бяха от различни среди нейните родители бяха обикновени работни хора. Разбираше, че са от различни социални слоеве, но любовта победи всичко.

“Марийко, напразно си се влюбила в този Борис,” казваха ѝ съквартирантките от студентското общежитие. “Той си знае цената, гледа нагоре надолу по хората. Даже приятелите му са само от неговия кръг.”

“Е, и какво от това? Аз също си знам цената!” отвръщаше Мария. “Не съм грозна, уча се отлично, мога да говоря за всякакви теми.”

“Ех, Марийко, само да не се окаже, че ще плачеш после. Родителите му сигурно са типични ‘високи хора’ на кон не бихме ги настигнали,” уплашваха я приятелките.

“Ох, момичета, не ме плашете!” трепереше Мария. “Ето с майка му наистина ме е страх да се срещна…”

Когато Мария се влюби в Борис, изобщо не очакваше той да отвърне. Но стана без никакви усилия дори не тя пръв показа интерес, а той я покани в киното.

Годеха се почти целия четвърти курс, а преди ваканциите Борис изведнъж заяви:

“Мари, в събота идваме у нас, да те запозная с родителите. Майка ме измъчва с въпроси ‘Коя е тя? Каква е?'”

“Ох, Борис, толкова изведнъж… Не съм готова!” стресна се момичето.

“Какво ти е страхотного? Родителите ми са нормални хора, баща ми е по-тих, ама майка ми… ха, тя е истинско чудо. Обича да разпитва. Но не се тревожи,” засмях се той.

Мария вече нямаше съмнение, че ще се омъжи за Борис. Само трябваше да впечатли родителите му. Официално я поканиха на семейна вечеря. Беше ужасно нервна. За да не направи гаф, прегледа цял трактат за етикет и поведение на маса.

Настана съботата. Борис я посрещна, и заедно отидоха в апартамента им. Направо умираше от страх от бъдещата си свекърва.

“Здравейте,” прошепна Мария, престъпвайки прага и видя майката на Борис приятна жена, която се усмихна. Момичето веднага се успокои.

“Здравей, Марийко! Аз съм Елена Димитрова. Борис, води я вътре…”

На масата вече седеше бащата на Борис Георги Иванов. Погледна ги сериозно, леко стана и кимна мълчаливо.

Мария седеше изправена, без лакти на масата, ловко боравейки с ножа и вилицата. Ядеше малко помнеше от етикета, че може да ѝ зададат въпрос по всяко време, а с пълна уста е невъзпитан

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Решила твърдо: ще бъда щастлива, каквото и да стане
Quando a chave rodou na fechadura, o coração dele quase saltou do peito e a alma correu-lhe ao encontro… 🤔 — Quantas vezes vais errar?! São erros tão básicos! Olha para isto! — Dona Alice Eduarda cravou o manicuredela no relatório mensal, quase estragando a unha de gel. — Vai! Refaz tudo! E, olha, se não dás conta do recado — pede a demissão! — a chefe, apesar de sempre bem cuidada e até atraente, tornava-se um autêntico demónio quando se irritava. A Lisete saiu do gabinete em silêncio. Faltava pouco mais de uma hora para terminar o expediente. Era preciso despachar-se. O prémio de produtividade já nem valia a pena pensar… Parecia uma daquelas fases negras que nunca tem fim — e logo cheia de obstáculos. Uma semana atrás, telefonou à mãe. Como tantas outras vezes, apanhou-na maldisposta, fez um escândalo do nada e ainda culpou a filha de todos os males do mundo, terminando a chamada abruptamente. Lisete nunca se habituou a isto e sofria com o afastamento. Agora já tinha receio até de telefonar de novo. Dois dias depois, perdeu o cartão multibanco e teve de bloqueá-lo e pedir outro. No dia anterior, o único ser vivo lá de casa — a Fofinha, uma gata tricolor com um ano — saiu para a varanda atrás de um pardal e caiu do terceiro andar. Lisete viu-a levantar-se logo do canteiro desfeito, sacudir-se e ir à sua vida… Mas quando desceu à rua, a gata já não estava lá. Quase um dia se passou e Fofinha não aparecia. Lá entregou o malfadado relatório e foi para casa sem vontade de fazer compras. Deitou-se no sofá e chorou, com uma amargura imensa. Depois de meia hora, já não havia lágrimas, mas não se sentia melhor. Pensamentos negros começaram a surgir, rastejando como cobras. Para quem viver? Não é importante para a mãe, família não tem, e até a gata desapareceu. Estranhamente, sentiu um alívio quando decidiu por fim a tudo. “Que se esfolem depois para alguém me substituir”, pensou amargamente. “Vai ser tarde.” Levantou-se-lhe o ânimo só por saber que no dia seguinte já não iria trabalhar. Nem precisava telefonar à mãe a pedir desculpas por nada. Uma alegria quase louca apoderou-se dela. Quando só faltava um pequeno passo, o telemóvel tocou. Número desconhecido. Quis ignorar, mas pensou — e se este fosse o último telefonema que atendesse na vida? — Estou?… — ninguém respondia. — Então ligam e não dizem nada?! — irritou-se. — Boa noite… — a voz masculina, grave, surgiu do outro lado. — Por favor, não desligue. — Quem é? O que deseja? — Lisete tinha pressa, sentia-se interrompida em algo crucial… — Só queria ouvir uma voz humana… Há uma semana que não falo com ninguém. Pensei: se hoje ninguém me atender, é o fim… — parecia esforçar-se por respirar. — Como assim? Não pode sair e conversar? Vá dar uma volta ao jardim, é só ir à rua. — Lisete subiu os pés ao parapeito da janela. — Não posso. Moro no quinto andar. Há uma semana a minha mulher foi-se embora… — a voz foi ficando mais triste. — Eu também fugia, homem! Não quem não tenha problemas… — ela não entendia o drama dele. — Sou cadeirante. Ainda não faz um ano. E cinco andares sem elevador, não consigo vencer. — a voz pareceu-lhe mais firme agora. — Não tens pernas?! — Lisete ficou horrorizada e logo se arrependeu, mas as palavras já tinham saído. — Não, é uma lesão na coluna. Não posso andar — e pareceu-lhe que ele suspirava e sorria ao mesmo tempo. Continuaram à conversa meia hora. Lisete até anotou a morada dele. E uma hora depois já estava à porta, com dois enormes sacos das compras. Abriu-lhe um homem jovem, simpático, numa cadeira de rodas. — Sou a Lisete! — só naquele momento percebeu que nem sabia o nome dele. — Eu sou o Arsénio! — ele sorriu de felicidade, como se a esperasse há muito. Descobriram que moravam até relativamente perto. Desde então, Lisete foi vê-lo todos os dias. Depressa percebeu que os seus problemas, ao pé dos dele, eram pequenas coisas. Pequenas coisas que quase lhe custaram a vida. O carácter dela foi mudando. Começou a cuidar dele e, ao cuidar, tornou-se mais forte, determinada e destemida. Como que por magia, a Fofinha reapareceu. Estava sentada no capacho, à porta de casa, à espera que Lisete chegasse do trabalho. A chefe, Dona Alice Eduarda, tentou mais uma vez descarregar a ira nela logo pela manhã. Lisete não ouviu todo o discurso: — Dona Alice Eduarda, que direito tem para me gritar e humilhar? Não consigo trabalhar num ambiente tão tóxico. Se me der enxaqueca, vou de baixa. Onde vai arranjar substituta? — as colegas riram-se. A chefe virou costas e foi-se embora, calada. A mãe ligou-lhe, sem aguentar o silêncio: — Então, filha, nem te dás ao trabalho de ligar?… Achas bem? És uma ingrata! Ouves-me, Lisete?! — berrou a mãe. — Olá, mãe. Já não falo contigo neste tom. — ela respondeu calma e tranquila. — Como te atreves? Eu vou desligar! — a mãe em pânico. — Faz favor… — a filha respondeu friamente. Dois dias depois, a mãe voltou a ligar. Não pediu desculpa — não era do feitio. Mas portou-se de forma mais civilizada. Um mês mais tarde, Lisete foi viver com o Arsénio e pôs a casa a arrendar. A amizade deu lugar a algo maior: ternura, confiança, gratidão. Era assim que nascia o amor. Lisete usou o dinheiro da renda para contratar um massagista, inscreveu o Arsénio para fisioterapia na piscina aos fins-de-semana. E, para seu espanto e alegria, ele começou pouco a pouco a recuperar sensibilidade e já conseguia mexer os dedos dos pés. A mãe de Lisete ficou doente, e Lisete, pedindo licença do trabalho, foi visitá-la por um par de dias. Arsénio ficou em casa, ansioso, a sentir saudades. Esperou por ela como um cão fiel, os dias todos colado ao sofá. Era Fevereiro. Naquele dia, caiu uma tempestade de neve. Ele sabia a hora do autocarro, calculou quanto tempo ela demorava a chegar, subir os cinco andares… Tudo passou e Lisete não aparecia. Arsénio aproximou-se da janela com a cadeira de rodas. Não se via nada, só branco e vento. O telemóvel dela estava desligado há horas. Assim passou uma, duas, três horas… Quando finalmente a chave rodou na fechadura, o coração dele quase saltou do peito e a alma correu-lhe ao encontro. — Arseninho, o autocarro ficou retido pela neve, tivemos de esperar pelos limpa-neves… O telemóvel ficou-se logo sem bateria! — gritava ela, mal entrou no hall — Arsenio!… — correu para a sala e parou. Ele estava em pé, a dois passos da cadeira, a sorrir.