Vivo com a minha mãe, Amália. Ela tem 86 anos. Tudo parece flutuar num estranho nevoeiro de fado;
Um ano inteiro a dar dinheiro aos filhos para pagarem um empréstimo! Não dou mais nem um cêntimo!
Havia roupa de mulher espalhada pelo chão e, ao entrar no quarto, vi-o nos braços de outra mulher…
Portugal
Eu e o Roberto estávamos juntos há mais de três anos, numa relação feliz e de confiança. Já tínhamos conhecido as famílias um do outro e até preparávamos o casamento em breve. Tudo corria bem e eu acreditava que queria ter filhos com este homem e envelhecer ao lado dele…
No dia em que regressou de uma viagem de negócios, não tínhamos combinado ver-nos, mas decidi surpreendê-lo: tirei o dia de folga, fiz-lhe o seu bolo preferido e fui até ao apartamento dele. Felizmente, tinha as minhas chaves e, enquanto ele dormia, ainda tive tempo de preparar café para acompanhar o bolo.
Abri silenciosamente a porta do quarto e, antes mesmo de entrar, tropecei em alguns objetos no chão. O quarto estava escuro, por isso usei o telemóvel para iluminar o que lá estava. Havia várias peças de roupa de mulher espalhadas e, ao avançar, vi-o com outra mulher…
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Estavam a dormir abraçados, por isso não fiz escândalo: fechei a porta devagar, deixei-lhe o bolo preferido e as chaves e saí. Lá fora, estava frio e não queria voltar para casa dos meus pais, então fui sentar-me num jardim público e chorei. Passado algum tempo, um rapaz sentou-se ao meu lado e perguntou-me o que se passava. Não contei sobre a traição, mas a conversa fluiu naturalmente. Sem dar conta, acabámos em casa dele a beber um chá quente.
Hoje vivemos juntos e planeamos casar. Acredito que foi o destino que nos quis juntar desta maneira, porque nada na vida acontece por acaso! Havia roupas de mulher espalhadas pelo chão e, ao entrar no quarto, vi-o com outra mulher…
O meu sogro ficou sem palavras quando viu como vivíamos. João e eu conhecemo-nos num casamento de amigos mútuos.
Um toque do telemóvel da minha nora mudou completamente a minha vontade de ajudar um jovem casal a encontrar
Um Dia, o Meu Pai Chamou-me ao Quarto: Queria Falar Comigo Sobre um Assunto Sério, Pelo Menos Foi o Que Disse. Para Ser Sincera, Fiquei Um Pouco Preocupada. Na Sala de Estar Estava uma Mulher à Minha Espera.
A Minha Família Gira em Torno do Meu Pai, Que Me Criou, Cuidou de Mim e Sempre Me Deu Um Apoio Inabalável. Após o Meu Nascimento, a Minha Mãe Abandonou-nos, e o Meu Pai Optou Por Não Voltar a Casar, Talvez Com Medo de Sofrer Outra Desilusão. A Vida Nunca Foi Fácil Para o Meu Pai, e Eu Quis Crescer Depressa Para o Poder Ajudar em Tudo o Que Fosse Preciso Como Homem Responsável.
Dada a Nossa Situação Financeira, Comecei a Trabalhar Aos 15 Anos. Escrevi Artigos Para Jornais Locais, e Passados 3 Anos Consegui um Emprego Melhor. Após Mais Alguns Anos, Arranjei um Trabalho de Escritório Que Me Permitiu Ser Independente e Sustentar-me a Mim e ao Meu Pai. Um Dia, o Meu Pai Chamou-me Para Uma Conversa Séria, Pelo Menos Foi Assim Que Ele Disse. Fiquei Um Pouco Ansiosa. Na Sala de Estar, Esperava-me Uma Mulher Que, Segundo o Meu Pai, Era a Minha Mãe.
Quando Me Viu, Ela Desatou a Chorar, Pediu Desculpa e Tentou Abraçar-me, Mas Eu Não Consegui Corresponder ao Abraço. Afastei-me Delicadamente e Saí Sem Dizer Uma Palavra, Deixando os Dois Sozinhos. Decidi Deixar Que o Meu Pai Tratasse da Situação Como Achasse Mais Apropriado. Não Consigo Perdoar Alguém Que Nos Abandonou Assim, a Mim e ao Meu Pai, e Que Nunca Se Deu ao Trabalho de Me Dar os Parabéns Nem de Se Preocupar Comigo Todos Estes Anos. Hoje escrevo aqui porque sinto que o peso das minhas memórias me pede isso. Há uns dias atrás, o meu
Vinte anos. Durante vinte anos pedi desculpa à minha sogra de forma automática, sem pensar, como se já
A cunhada apareceu sem ser convidada no último Ano Novo e a festa descambou dali para a frente.
Ontem despedi-me do emprego para tentar salvar o meu casamento. E hoje já nem sei se não perdi os dois.
Ele viajava frequentemente em trabalho e eu já estava habituada a isso. Respondia-me tarde, chegava a casa cansado, dizia que tinha tido reuniões longas. Nunca lhe mexia no telemóvel nem fazia perguntas desnecessárias. Confiava nele.
Um dia estava a dobrar roupa no quarto. Ele sentou-se na cama, nem sequer descalçou os sapatos, e disse-me:
— Quero que me ouças, sem me interromper.
Logo ali percebi que algo não estava bem. Ele disse-me que andava com outra mulher.
Perguntei-lhe quem era. Ele hesitou alguns segundos, depois disse-me o nome dela. Trabalhava perto do escritório dele. Era mais nova do que ele. Perguntei-lhe se estava apaixonado. Ele respondeu que não sabia, mas que com ela se sentia diferente, menos cansado. Perguntei-lhe se pensava sair de casa. Respondeu-me:
— Sim. Não quero continuar a fingir.
Nessa noite dormiu no sofá. Saiu cedo na manhã seguinte e esteve dois dias sem aparecer. Quando voltou, já tinha falado com um advogado. Disse-me que queria o divórcio o mais rápido possível, “sem dramas”. Começou a explicar-me o que ia levar e o que não ia levar. Eu ouvia em silêncio. Em menos de uma semana já não vivia ali.
Os meses seguintes foram difíceis. Tive de tratar sozinha de tudo aquilo que antes partilhávamos: documentos, contas, decisões. Comecei a sair mais — não tanto por vontade, mas por necessidade. Aceitava convites só para não ficar em casa. Num desses passeios, conheci um homem na fila do café. Conversámos sobre coisas banais: o tempo, a confusão, os atrasos.
Ficámos a olhar um para o outro. Um dia, sentados numa mesinha pequena, ele disse-me a idade dele — era quinze anos mais novo do que eu. Não fez comentários estranhos, nem levou a conversa a brincar. Perguntou-me a minha idade e continuou como se não fosse nada de mais. Convidou-me para sair novamente. Eu aceitei.
Com ele era tudo diferente. Não havia grandes promessas ou palavras doces. Perguntava-me como estava, ouvia-me, ficava comigo enquanto eu falava do divórcio, sem mudar de assunto. Um dia disse-me diretamente que gostava de mim e que sabia que eu estava a sair de uma situação complicada. Eu disse-lhe que não queria repetir erros, nem depender de ninguém. Ele disse-me que não queria controlar-me, nem “salvar-me”.
O meu ex soube por outras pessoas. Ligou-me meses depois de não falarmos. Perguntou-me se era verdade que andava com um homem mais novo. Eu disse que sim. Perguntou-me se não tinha vergonha. Respondi-lhe que o que era vergonhoso era a traição dele. Ele desligou, sem se despedir.
Divorciei-me porque ele me deixou por outra. Mas depois, sem procurar, encontrei alguém que me ama e me valoriza.
Será isto uma prenda da vida? Ele estava sempre a viajar em trabalho e eu já tinha aceite isso. Respondia-me tarde, chegava a casa