A esposa do meu filho nem sequer sabe limpar a própria bagunça! No fim, acabaram por se mudar da minha casa.

Lembro-me bem daquela época em que tinha apenas 22 anos e me vi sozinha, sem marido, com o pequeno António nos meus braços. O meu filho tinha só dois aninhos. O meu marido partiu porque, dizia ele, já não aguentava as preocupações constantes era preciso ganhar dinheiro e gastá-lo com a família.

Mas ele não queria isso. Ora, para quê gastar com a família, se é melhor gastar consigo próprio e com a amante? Por mais que tenha sido um marido ausente, para mim até ficou mais fácil. E, com a partida dele, tudo passou a depender de mim. Matriculei o António no infantário e fui trabalhar. Recordo-me de noites em que chegava tão cansada, que mal sentia as pernas, mas a minha casa estava sempre arrumada, a comida feita e o menino limpo e alimentado.

Minha mãe sempre me ensinou assim, e a nossa geração era mais resistente. Reconheço que mimava o António. Hoje, com 27 anos, ele nem sabe fritar um ovo. Mas há pouco tempo, casou-se. Pensei logo que finalmente arranjou mulher e alguém cuidaria desse preguiçoso, e eu teria espaço para dedicar-me aos meus hobbies, talvez mudar de trabalho, enfim, viver descansada. Mas não foi bem assim. O meu António avisou-me que ele e a esposa iriam ficar um tempo cá em casa. Não fiquei propriamente feliz, mas concordei, fazer o quê? Ela cozinharia para o marido, lavaria a roupa, e eu teria que aguentar um pouco. Mas nada disso. A Maria era mesmo uma peça rara. Não limpava a mesa, não lavava a loiça, não lavava roupa nem dela, nem do António nem passava uma vassoura. Nada!

Durante três meses cuidei de três adultos. Era preciso passar por isso? O que fazia a minha nora? Como o António decidiu sustentar a família, a Maria não trabalhava. Dava-se ao luxo de passar o dia inteiro na rua com as amigas ou agarrada ao telemóvel, até o António voltar do emprego. E eu a trabalhar. Chegava a casa e era um caos: tudo desarrumado, o frigorífico vazio, sem comida feita. Saía para o supermercado, voltava para cozinhar, lavava tudo no fim. Maria nem sinal de consciência. Chegou até a trazer-me um prato, guardado no quarto dela durante dias, com tudo o que se possa imaginar já tinha até mosquitos.

Da próxima vez que trouxe um prato, disse logo que, se tivesse um bocadinho de vergonha, lavava a loiça de vez em quando. E sabem o que aconteceu? Pediu desculpa e fez alguma coisa? Nada! No dia seguinte, com um grande escândalo, ela e o António saíram e alugaram um apartamento. O meu filho ainda disse que eu queria destruir a família deles. Porquê? Por lhe pedir à mulher que lavasse a loiça de vez em quando? Ainda bem, agora posso viver em paz, com a casa limpa, sem ter de arrumar atrás de ninguém. Esta juventude digo-vos, gente sem préstimo, inútil!

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A esposa do meu filho nem sequer sabe limpar a própria bagunça! No fim, acabaram por se mudar da minha casa.
„Vieš, žena po päťdesiatke je už len výdavok, nie aktív.“ Muž, 57 rokov, mi to vysvetlil pri večeri. Čo som spravila