Prečo nechcem nechať svoje deti na starostlivosť babkám: Moje skúsenosti mamy na plný úväzok s dvomi malými dcérami, kde rady našich starších boli skôr prekážkou než pomocou

Vieš čo, poviem ti prečo nechcem nechávať moje deti so starými mamami.

Mám 31 rokov a starám sa na plný úväzok o dve dcérky, trojročnú Žofiu a ročnú Táňu bola to úplne vedomá voľba z mojej strany, že zostanem doma!
Keď sa nám narodila prvá, tak som si ja hlúpo naivne myslela, že staré mamy na začiatku určite nejak pomôžu. Ako sa ukázalo, skôr mi veci sťažili ako uľahčili a v konečnom dôsledku som si musela vo všetkom poradiť sama.

Vieš čo, poviem ti ako to bolo:
Hneď po pôrode, hlavne keď nás pustili z pôrodnice, som bola úplne stratená nevedela som ako na to, mala som pocit, že neviem ani, z ktorej strany sa k tomu malému človiečikovi postaviť. Teraz mi to už s druhým dieťaťom príde smiešne jednoduché, ale vtedy bola doma úplná panika.
Samozrejme, nikde v hlave nezaznievali žiadne inštrukcie na starostlivosť o bábätko, akoby som mala návod na obsluhu napísaný v šuflíku)))).

Neviem prečo, ale úprimne som čakala, že tie naše staršie, skúsené ženy budú vedieť všetko prebalovanie, kúpanie, kŕmenie, strihanie nechtíkov alebo čo robiť keď je malá chorá. Rýchlo som ale pochopila, že každá mala úplne iné názory aj na takú maličkosť ako je kúpanie detí)))))

Nakoniec som sa všetko naučila plienky vymieňam už naslepo a vo všetkom ostatnom mám systém.
Mamku aj svokru si vážim a som vďačná za všetko, ale niektoré ich rady ma fakt rozosmejú:
Babka 1 (svokra):

Nad vodou na kúpanie musíš povedať modlitbu, len potom ju môže dieťa piť.

O pol roka neskôr som už mala doma vodný filter.

Do vody na kúpanie dokupujem sivé mydlo vraj sa má bábätko umývať len tým. A na zapareniny tiež!
Deti vychovávaš zle preto sú stále choré (netuším prečo).
Aby tvoje dieťa neplakalo, vraj ho treba zaniesť k bylinkárke alebo liečiteľke že jej pomôže.

Babka 2 (moja mamina):

Krík to nič nie je, to prejde. Teplota? Daj tabletu, ona klesne.
Deťom kupujete príliš veľa hračiek, mali by ste byť skromnejší.
Prídem v sobotu o jednej s deťmi pobudnúť, ale o štvrtej už musím ísť do kina takto mám čas na vnúčatá len každý víkend.
Sladké, slané? Od polroka už môže dieťa čokoľvek, ak ochutnať chce, nech len vyskúša.
Moju mamu mám rada, ale dnes mám veľa otázok, na čo sa týka našej výchovy!

Ako nás kŕmili a liečili, alebo neliečili vôbec. Ako deti sme často zostávali u babky a tam sme jedli celý deň iba makaróny na masle, kým doma bola vždy mastná husacina. Keď som bola malá, často moju bronchitídu ignorovali a skončila som raz so zápalom pľúc. A čím som staršia, tým viac rozumiem, odkiaľ mám problémy so žlčníkom a prečo mám pečeň v zlom stave.

Záver? Staré mamy mám fakt rada, ale predstava že by som im deti nechala na pár dní len tak, je pre mňa nepredstaviteľná. Pod dozorom áno. Nie som paranoik, len mám strachMožno to vyznie prísne, ale práve kvôli týmto skúsenostiam som si istá, že najlepšou mamou pre moje dcéry som ja sama so všetkými svojimi chybami a srdcom na správnom mieste. Bábi rady si vypočujem, zasmejeme sa spolu, ale cesta, ktorou chcem ísť, je tá naša vlastná. Dnes už viem, že rodičovstvo nie je o kopírovaní minulosti ani o slepom preberaní múdrostí, ale o tom, že sme tu pre svoje deti, učíme sa spolu s nimi a tvoríme naše spomienky po svojom.

A práve v tom je rodina krásna staré mamy tu vždy budú, so svojimi zvyklosťami, s úsmevmi, čo vedia utrieť slzu na líci, a so zvláštnymi radami, ktoré deti raz rovnako prevrátia v očiach ako dnes ja. A keď sa večer dievčatá schúlia do mojej náruče, viem, že robím to najlepšie, čo viem a práve to naše po svojom je to pravé dedičstvo, ktoré im raz odovzdám.

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Prečo nechcem nechať svoje deti na starostlivosť babkám: Moje skúsenosti mamy na plný úväzok s dvomi malými dcérami, kde rady našich starších boli skôr prekážkou než pomocou
Uma vez por mês — para um vizinho só Nina Maria apertou um saco de lixo contra o peito e parou diante do quadro de avisos junto ao elevador. Num papel quadriculado, preso com tachinhas, lia-se em letras grandes: «Uma vez por mês — para um vizinho só». Embaixo, datas e sobrenomes; no canto, a assinatura: «Sérgio, apto. 34». Alguém já tinha escrito à mão: «Precisam-se de duas pessoas sábado, ajudar com caixas». Nina Maria leu mecanicamente duas vezes e sentiu um leve incômodo, como o som de uma voz estranha no corredor. Ela vivia naquele prédio havia dez anos e conhecia a regra: cumprimenta-se na porta, segue-se cada um seu caminho. Às vezes, um rápido «sabe onde está o eletricista?», ou «pode entregar esse recibo, por favor?». Mas uma escala de ajuda, nomes, tachinhas… Lembrava-lhe reuniões do antigo trabalho, onde todos fingiam ser uma equipe, mas no fim cada um cuidava de si. Na lixeira encontrou Dona Valéria do quinto andar, que sempre andava com dois sacos, temendo que um rasgasse. — Viu aquilo? — Valéria indicou o quadro. — O Sérgio inventou. Diz que facilitaria. Em vez de cada um correr, vão juntos. — Juntos — repetiu Nina Maria, esforçando-se por parecer neutra. — E se não quiserem juntos? Valéria deu de ombros. — Ué… ninguém obriga. Só, quando precisa, tem alguém. Nina Maria saiu para a rua imaginando um debate já formado com aquele Sérgio do trinta e quatro: “Quando precisa” — o que é? Quem decide? E por que precisa ser de todos? No sábado de manhã, ouviu ruídos e vozes no prédio. Da porta, escutava: “Cuidado com a esquina!” e “Segura o elevador”. Ficou na cozinha com um pano molhado nas mãos, incapaz de não prestar atenção. Imaginou rostos conhecidos carregando caixas e um sofá, alguém dando ordens, outro resmungando. Não gostou da ideia de verem vidas alheias em caixas, mas sentiu uma certa inveja: foram convidados. Uma hora depois, silêncio. À noite, ao voltar do supermercado, viu na entrada uma pilha de caixas vazias e fita adesiva sobre o banco. Sérgio, alto, de rosto cansado, juntava lixo em outro saco. — Boa noite — disse, como se já se conhecessem. — Não atrapalhamos? — Não — respondeu Nina Maria. — Só estava barulhento. — Entendo. Tentamos terminar antes do almoço. Tânia do segundo está se mudando, está só com o filho. Bem, se precisar, escreva no quadro. Não precisa ser mudança. Qualquer bobagem. O tom de Sérgio foi leve como se oferecesse uma ferramenta, não exigisse nada. Ela não conseguiu pensar numa resposta para se opor. Nas semanas seguintes, o quadro ganhou vida própria. Nina Maria reparava sempre em novos recados: «Petrovich do 19 — remédios, pós-operatório, quem pode ir na farmácia?», «Preciso instalar uma prateleira no 27, tenho furadeira», «Coletamos duzentos para o interfone, quem não tiver troco — depois». Letras diferentes, umas caprichadas, outras nervosas. Não se inscreveu. Achava mais correto não se intrometer. Mas observava tudo. Certa noite, ao voltar do trabalho, viu uma adolescente do outro prédio chorando no elevador, escondendo o rosto na manga. Valéria segurava-lhe o ombro e falava baixo: — Não chora. Vamos achar. Sérgio tem. — O que houve? — quis saber Nina Maria, mesmo podendo passar reto. Valéria olhou-a como a quem confia. — A avó dela está com pressão alta. Acabou remédio, farmácia fechada. Sérgio vai trazer dele, até comprar amanhã. Nina Maria assentiu e, em casa, demorou para tirar o casaco. Admirou como Valéria dissera “vamos achar”, não “chamem socorro”, nem “não é da nossa conta”. E também pensou que Sérgio partilharia remédios sem perguntar se devolveriam depois. Dias depois, houve pequena confusão. À coleta do interfone, alguém rabiscou: «De novo tiram dinheiro. Quem quiser, paga sozinho». Assinatura deformada, sem nome. Perto do elevador, duas vizinhas discutiam. — É do terceiro, conheço a letra — sibilava uma. — E você conhece o quê? — retrucava a outra. — Uns têm só pensão, vocês aí pedem duzentos. Nina Maria passou sentindo crescer aquela tensão coletiva: quem deve, quem não paga, quem usufrui. Queria que tudo terminasse e o quadro voltasse a avisos sobre encanador. Mas à noite viu Sérgio retirar o papel controverso, guardar dobrado no bolso, pendurar outro limpo: «Interfone. Quem pode — contribui. Quem não pode — não contribui. O importante é funcionar. Sérgio». Pronto. Nina Maria respeitou aquele “pronto”. Sem sermão, sem ameaça. Só limite. Sua própria vida rangia, feito porta sem óleo. Primeiro, um vazamento na pia. Usou uma bacia, apertou a arruela, limpou o chão. Depois, o bônus atrasou no trabalho, e a chefe disse, desviando o olhar: “Por enquanto, paciência”. Ela sabia ser paciente. No começo do mês, a coluna doeu. Não era caso de emergência, mas fazia levantar devagar, segurando na cama. Compreendeu pomada, aqueceu com cachecol, não contou a ninguém. Para ela, reclamar virava conversa, depois piedade. Numa noite voltando com mercado, ouviu ruído estranho: sua porta arrastava, o trinco duro. Forçou o chave, abriu com um estalo. O coração bateu forte. Tirou os sapatos, largou as compras, pegou a chave de fenda para mexer no trinco. Mãos tremendo, coluna puxando. Sozinha, silêncio que pesava. No dia seguinte, ficou presa: chave não girava. Voltou tarde, com bolsa e pasta, e não conseguiu entrar. Ficou repousando a fronte na porta fria, tentando não entrar em pânico. “Chaveiro. Dinheiro. Noite”. Ligou para assistência, prometeram esperar duas horas. Duas horas na escada: constrangimento íntimo, não pelos vizinhos, mas pelo desamparo. Sentou no degrau, bolsa ao lado, olhou as mãos — secas, gretadas de detergente. Mãos que sempre resolvem. Sérgio saiu do elevador e a viu. — Dona Nina Maria? — perguntou, confirmando. Ela ergueu o rosto, sentindo calor na face. — Trinco — resumiu. — Espero o chaveiro. — Demora? — Disseram duas horas. Sérgio olhou a porta, depois a bolsa. — Tenho um kit. Quer tentar enquanto espera? Se não der, pelo menos vemos o problema. Se não se importar. A frase “se não se importar” foi decisiva. Não disse “deixe comigo”, nem “por que está aqui?”. Ele perguntou. Nina Maria quase recusou por instinto, mas a dor nas costas, o celular sem bateria e a noção de esperar tornaram tudo insuportável. — Tente — disse, surpresa com firmeza na voz. Sérgio voltou com uma maleta. Montou jornal para os apetrechos, gesto automático de quem respeita o chão alheio. — Não sou chaveiro — avisou. — Mas já vi uns. Desmontou a tampa, guardou parafusos numa caixinha. Nina Maria sentou-se e pensou: sua vida, agora, era área comum — e não é ruim. — Acho que a lingueta está gasta — disse Sérgio. — Dá pra lubrificar, mas ideal é trocar. Tem chave reserva? — Não — respondeu. — Não pensei. Sérgio assentiu, sem crítica. Dez minutos depois, abriu. Não fácil, mas abriu. Nina Maria entrou, acendeu luz, sentiu-se aliviada. Virou-se: — Obrigada. Só… prefiro que não vire fofoca. Sérgio olhou-a. — Entendo. Não conto. Mas é bom trocar o trinco. Se quiser, mando contato de chaveiro de confiança. Sem conversa fiada. Ela concordou. Era importante não sugerir envolver o prédio todo, mas resolver sem alarde. Quando Sérgio foi embora, Nina Maria trancou e ficou tempo ouvindo geladeira. Quis rir e chorar do alívio: ajuda não foi pena, foi ferramenta estendida. Como um instrumento para mãos ocupadas. No dia seguinte chamou o chaveiro. Trocou o trinco, ganhou dois chaves. Deixou um na caixa alta do guarda-roupa, escrito “reserva”. Reconhecia: às vezes, não dá conta. Uma semana depois, novo recado no quadro: «Sábado, ajudar Petrovich do 19 a levar compras e remédios, pós-hospital. Precisam-se de dois, das 11 às 12». Leu e percebeu que podia. No sábado saiu mais cedo, na bolsa dois pacotes de bolacha e chá — não como esmola, só para não chegar de mãos vazias. Sérgio já esperava. — Você também? — perguntou, só confirmando. — Sim — disse ela. — Mas faço carga leve. E sem conversa de saúde, tá bom? Ela própria notou o tom — não desculpa, nem pedido, mas condição. — Fechado — respondeu Sérgio. Subiram ao andar. Seu Petrovich, de moletom e rosto pálido, abriu a porta. Tentou sorrir. — A inspeção, hein? — murmurou. — Não é inspeção — disse Nina Maria, entregando o pacote. — Trouxemos suas compras. Chá e bolacha, se quiser. Seu Petrovich pegou com ambas as mãos, temendo deixar cair. — Obrigado. Eu… tentaria, mas as pernas… — Não precisa “tentaria” — cortou Sérgio afetuoso. — Diga só onde pôr. Entraram na cozinha. Nina Maria pôs na mesa, viu a lista de remédios, caixa de comprimidos vazia. Não perguntou nada. Apenas: — Quer que leve o lixo? — Se não for incômodo — disse tímido. Ela amarrou o saco e levou; de volta, percebeu a dor nas costas mais leve. Não por ausência da dor, mas por dentro estar mais leve. Ao sair, Petrovich tentou dar dinheiro. — Não precisa — disse Sérgio. — Então… — Petrovich olhou para ela. — Venha se precisar. Não mordo. Nina Maria assentiu. — Se precisar, viemos. Mas não se force. Escreva o que precisa no quadro. Sentiu confiança: podia falar como Sérgio, nem acima, nem abaixo — ao lado. À noite, parou no quadro de avisos. Alguém deixara tachinhas e um bloco. Nina Maria anotou, cuidadosa: «Apto. 46. Nina Maria. Se precisarem, posso ir à farmácia ou buscar encomenda nos dias úteis depois das 19h. Só não carrego pesado». Prendeu bem o papel, guardou a caneta. Em casa, preparou chá, pegou a chave reserva e pôs num envelope pequeno, anotando o telefone de Sérgio e guardando na gaveta de entrada. Não como dependência, mas como segurança, permitida para si. Quando ouviu porta bater e passos no corredor, Nina Maria não se assustou. Só desligou o fogão, serviu o chá e pensou que «uma vez por mês» não é sobre multidão. É sobre não precisar segurar tudo sozinha — se há quem segure junto.