Há cerca de um ano, o meu filho vivia com a Catarina, mas eu não conhecia os pais dela. Achei isso estranho, por isso decidi investigar.

Sempre tentei educar o meu filho para, acima de tudo, respeitar as mulheres avó, mãe, esposa, filha… Na minha opinião, este é o traço mais bonito que um homem pode ter: respeito pelas mulheres. Eu e o meu marido esforçámo-nos para lhe dar uma boa educação, criámos-lhe condições e demos-lhe tudo aquilo de que precisava para construir com facilidade o seu futuro radiante. Não queríamos mimá-lo mais, mas, mesmo assim, acabámos por lhe comprar um T2. Ele trabalhava, sustentava-se sozinho, mas não tinha dinheiro suficiente para comprar casa própria.

Não lhe entregámos logo as chaves do apartamento, nem sequer lhe dissemos sobre a compra. Porquê? Porque o nosso filho vivia com uma rapariga. O nosso filho vivia com a Maristela há cerca de um ano, mas eu não conhecia os pais dela, o que me parecia estranho.

Mais tarde soube que a mãe da Maristela tinha sido vizinha de infância de uma amiga minha. Foi ela que me contou uma coisa que me deixou pouco descansada. Afinal, a mãe da Maristela pôs o marido na rua assim que ele começou a ganhar menos dinheiro do que antes mas olha que esta história ainda só agora começa a aquecer. Depois disso, a senhora começou a namoriscar com um tio casado, mas com a carteira bem recheada, que rapidamente se tornou uma espécie de novo exemplo masculino lá em casa. Quanto ao pai… A avó da Maristela não lhe ficava atrás à filha. Também ela andava enrolada com um senhor casado. E, ainda por cima, obrigava a filha e a neta a passar fins de semana no monte para ajudar na lida. Por causa disto, o meu filho já teve várias discussões com a futura sogra. O que realmente me inquieta nesta novela toda é que mãe e avó fazem tudo para virar a Maristela contra o próprio pai.

Nota-se que a rapariga tem carinho pelo pai dela, mas com estas duas em cima, a relação está por um fio. E, para acabar em beleza: a Maristela decidiu largar a universidade. Diz que um homem é que deve sustentar a família. Olhem, eu também acho que o homem tem de ser responsável, e por isso preparei o meu filho, mas, valha-nos Santa Rita, se a vida lhe correr mal? E o seguro de vida, onde está? Como é que a Maristela vai ajudá-lo nesse cenário? Ah, e já agora, tratei de ficar com o apartamento em meu nome, porque sei bem que eduquei um flor de estufa, como se diz por cá. Sim, tudo o que se adquire antes do casamento não se divide em caso de divórcio, mas a Maristela é daquelas com tanto jeito, que deixa facilmente o meu menino em cuecas…

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Há cerca de um ano, o meu filho vivia com a Catarina, mas eu não conhecia os pais dela. Achei isso estranho, por isso decidi investigar.
Ще изчезнеш – и той веднага ще се сети за мен