Nunca julgues um livro pela capa… ou uma pessoa pela roupa. O que aconteceu num conhecido stand de carros de luxo em Lisboa vai fazer-te pensar duas vezes.
No meio do reluzente salão de exposição cheio de carros desportivos de última geração, encontrava-se um homem. Vestia uma camisola cinzenta simples e jeans gastos. Estava encostado de leve a um dos mais recentes modelos, olhando com atenção os detalhes. De repente, aproximou-se uma jovem vendedora de passo firme. O seu fato impecável contrastava com um olhar carregado de superioridade.
Ela parou a poucos metros do homem e, com um desprezo mal disfarçado, apontou para a porta de saída:
A paragem do autocarro é ali à frente, querido. Afasta-te do carro, vais estragar a pintura em algo que nem sequer consegues pagar só de olhar.
O homem manteve-se imóvel, sereno, lançando apenas um olhar breve para o relógio de pulso. Foi nesse preciso momento que as portas do escritório se abriram de rompante e surgiu o diretor-geral do stand. Tinha ar inquieto, ajeitando à pressa a gravata e alinhando o casaco do fato.
O diretor mal olhou para a funcionária petrificada, passando por ela como se não existisse. Parou diante do homem de camisola cinzenta e fez uma profunda vénia, humildemente:
Bem-vindo, senhor! Desculpe a espera, não estávamos à espera que o proprietário de toda a rede aparecesse tão cedo!
A jovem empalideceu, os traços de arrogância dissiparam-se de imediato, ficando de boca aberta. O homem virou-se lentamente para ela. No seu olhar não havia raiva, apenas uma frieza dececionada. Aproximou-se dela e, em voz baixa, murmurou:
Sabe, vim até aqui pessoalmente para assinar o seu contrato de promoção. Mas a sua atitude para com as pessoas tornou a minha decisão muito mais simples.
Ela engoliu em seco, tentando balbuciar alguma coisa, mas nenhum som lhe saiu da garganta.
No desfecho, o homem virou-se para o diretor-geral e afirmou, seco:
Não quero na empresa pessoas que avaliem alguém pelo dinheiro que acham que tem no bolso. Por favor, trate da rescisão dela hoje mesmo. E entregue-me já as chaves deste carro vou levá-lo eu próprio.
Do bolso da camisola puxou um cartão preto reluzente, daqueles que não têm limite, e entregou-o ao diretor. A jovem ficou plantada no centro da sala, imóvel, a observar o homem que, em menos de um minuto, deitou por terra a sua carreira só porque ela decidiu que um fato de treino não merecia respeito.
Moral da história: O dinheiro pode comprar carros, mas nunca compra educação. Respeita todos por igual nunca sabes quem tens verdadeiramente à tua frente.






