Quem Vai Querer-te Assim, Cláudia? Desdentada, Infértil, Sem Linhagem… — “Quem é que te quer assim?” — gritou Paulo, cuspiu no chão e saiu. Ela ainda correu à janela, vendo partir o homem com quem viveu quinze anos — pensava que era alma gémea, mas ele esclareceu antes de ir: era só conveniente. Experiências de Sessões Fotográficas de Família Cláudia tem apartamento próprio, cozinha divinal, é dona de casa exemplar, fazia tudo por ele. Pensou em gritar pela janela, pedir-lhe para não a abandonar. Aceitaria humilhação, que ele ficasse, mesmo estando dias fora, noutra companhia… Melhor isso do que ficar, aos 45 anos, sozinha e largada. Já tinha aberto a janela. Mas olhou sem querer para o retrato do pai, fardado, olhar firme para a fotografia. E Cláudia repensou tudo. Deu-lhe vergonha daquela fraqueza. Observou mais uma vez o elegante marido a entrar no carro de luxo, mala em mão. Foi para a cozinha, passando pelo corredor antigo, onde o espelho de corpo inteiro da avó refletiu uma mulher pesada, cansada, cabelo grisalho, olhar apagado. Cláudia sabia que não era bonita. E a saúde já não ajudava, os dentes quebravam, dinheiro não dava para novos — precisava-se da nova máquina do marido, das roupas caras para o trabalho dele. — Era só o que faltava! O teu Paulo parece artista, tu tens só um casaco velho, saias de antigamente, blusas gastas, sapatos desfeitos, botas trocadas por pantufas. E no restaurante que tens de ser chef: hoje quer bife, amanhã almôndegas, depois panquecas recheadas… que ele vá à vida dele! Não se vive sempre atrás do marido, amiga! — dizia-lhe a colega Lúcia. Cláudia ouvia, mas não mudava. Até que o marido avisou que ia embora. Para uma rapariga de 27 anos. Com quatro filhos. — É jovem… — suspirava Cláudia. Mas a amiga soube de mais coisas. Vasculhou redes sociais, perguntou vizinhos, e revelou: — E ainda te chamou de sem linhagem! Vens de boa família e lá é só confusão! Nunca trabalhou, filhos de vários homens, bebeu até no oitavo mês. A mãe igual. Da juventude não vale a pena, mas dizem que os homens gostam… por esses motivos. Família não se faz disso. Segura-te! Cláudia segurou-se. O apartamento grande no centro herdado dos pais, o pai que previu tudo, e Paulo nunca teve direitos à casa. Decidiu alugar um quarto, para aliviar as contas. Estavam a construir prédios no bairro, e apareceu um engenheiro, barba arranjada, discreto e elegante: sr. Vítor Vicente. Observou Cláudia e sugeriu: — Pago-lhe adiantado, vá renovar o sorriso, senhora tão bonita não devia sofrer! Ela corou. Não se achava bonita, mas gostava de resolver os dentes. Ele avançou mais dinheiro. E depois chegou o irmão, estilo irreverente, blazer amarelo, calças roxas, penteado ousado — Carlos, estilista. Decidiu mudar o visual de Cláudia. Mudou mesmo. Cabelo luminoso, maquilhagem realçando os traços, dentes arranjados, começou a caminhar, perdeu peso, passou a correr no parque, até o sorriso mudou: era outra mulher, inesperadamente radiante. Num dia, toca a campainha. O inquilino chama: — Cláudia, é para ti! Na porta, o ex-marido, quase irreconhecível, envelhecido, pálido, saco na mão. — O que queres? — pergunta Cláudia. Lembrava-se das tentativas de contacto, ignoradas até ser bloqueada. Agora ali estava ele. — Como mudaste…! — admirou-se Paulo. Os elogios não a atingiram. Lembrava as noites sem dormir, o sofrimento, o pânico. — Ai, Cláudia… passei mal… só quer dinheiro, os miúdos assustam, malcriados, nunca os orienta, vive ao telemóvel, cozinha só massa instantânea… imagina! Para mim! Até as camisas, tudo junto, ficaram manchadas. Gastei tudo neles, não comprei nada para mim. Senti-me num manicómio. Cláudia… eu vim por ti. Contigo sentia-me bem. Vamos recomeçar? — pedia, humilde. Ela recordava as palavras dele: — Mas quem vai querer-te? Desdentada, infértil, sem linhagem, Cláudia. Voltou a olhar para ele; a porta abriu-se, apareceu o sr. Vítor Vicente, preocupado: — Cláudia! Precisa de ajuda? E o senhor, de que se trata? Paulo exaltou-se: — E você, quem é? — Este é o meu marido, Vítor. Não volte cá! — e fechou-lhe a porta na cara, deixando-o de boca aberta. Pediu desculpa ao inquilino. Chamar-lhe marido… Ele suspirou: — Está na hora: amo-te, Cláudia! Quem deixaria passar uma mulher tão fantástica? Casa comigo de verdade? Vítor era viúvo. Cláudia aceitou. Dois meses depois, já inundada de rosas, compraram uma casa de campo. Ela não repara quando o ex-marido observa de longe, arrependido de ter trocado uma mulher boa por uma ilusão vazia — ficou sem nada. Cláudia e Vítor passeiam de mãos dadas, felizes e apaixonados. E ela está à espera de um filho. Deixa o teu gosto e comentário!

Mas quem é que precisa de ti? Sem dentes, sem filhos, sem pedigree, Clarinha.
Mas quem é que precisa de ti? gritou Paulo, cuspindo no chão e saindo a bater a porta.
Ela correu para a janela e ficou a ver a figura dele a afastar-se, aquele homem com quem tinha partilhado quinze anos de vida. Clarinha achava que tinham sido felizes, como dois pombinhos. Mas, na despedida, ele explicou bem: é que dava jeito.

**Memórias de sessões fotográficas familiares**

Na casa dela em Lisboa, tudo era acolhedor. Clarinha cozinhava maravilhosamente, era dona de casa exemplar, fazia tudo pelo marido.
Pensou, por um segundo, em abrir a janela e gritar-lhe para não a abandonar.
Teria aceitado até o ultraje de ficar com ele, mesmo que ele passasse dias fora, enrolado com outra melhor isso do que ser uma mulher de 45 anos, abandonada.
Já quase a janela escancarava, mas de repente os olhos de Clarinha tropeçaram no retrato do pai, no uniforme militar, que olhava o fotógrafo com orgulho.
Clarinha mudou de ideias. Deu-lhe cá uma vergonha!
Olhou de novo pela janela, vendo o ex-marido elegante subir para um carro bonito com as malas.

Foi até à cozinha. O caminho passava pelo corredor, onde estava o toucador antigo, herança da avó.
No espelho, refletia-se uma mulher robusta, cansada, de cabelos grisalhos e olhos sem brilho.
Clarinha sabia que nunca tinha sido uma beleza, e agora, a saúde também não ajudava. Os dentes iam-se partindo, e dinheiro para os arranjar, nem vê-lo. Tudo porque Paulo “precisava” de um carro novo e de estar sempre bem vestido para o trabalho.

Mas tu não estás a ver? O teu Paulinho parece um ator, sempre de camisa passada. E tu andas com aquele casaco que nem no tempo da minha bisavó! O menu que ele exige é como se estivesses num restaurante. Bife, costeletas, panquecas recheadas, carne, tudo à escolha. Vai mas não!”, aconselhava-lhe a amiga Lúcia do trabalho.

Clarinha escutava, mas seguia sempre o coração.
E então, o marido anunciou que ia embora. Para uma rapariga de 27 anos. Com quatro filhos.

Ela é jovem , suspirava Clarinha.

Mas Lúcia, que era mais curiosa que um gato, decidiu investigar. Vasculhou redes sociais, foi perguntar aos vizinhos, e voltou cheia de novidades:

Essa que te chamou “sem pedigree”? Tu és de família respeitável! Aquela mulher nunca trabalhou um dia na vida; cada filho, um pais diferente. No oitavo mês da gravidez, sempre na farra! Até a mãe dela é um caso perdido. Jovem? Olha, só se for para enganar papalvos. Os homens gostam dessas coisas… mas família não se constrói disso. Aguenta-te, Clarinha!

E Clarinha aguentou.
A casa dela, recebida dos pais, era enorme e no centro de Lisboa.
O pai, prevendo sarilhos, até passou tudo só para ela, Paulo nem dos metros quadrados tinha direito.
Clarinha decidiu alugar um quarto para facilitar as contas.

Haviam obras no bairro e veio morar um engenheiro, com barba bem aparada, ar inteligente, chamado Vítor Severo.
Vítor ficou impressionado e sugeriu Olhe, pago já uma parte adiantada! Vá lá arranjar esses dentinhos. Uma senhora tão simpática não merece sofrer!
Clarinha ficou encarnada como um tomate. Beleza nunca foi o forte dela, mas dentinhos novos ajudavam.
Vítor até lhe deu mais dinheiro, “paga depois, se for preciso”.

Um dia, apareceu o irmão de Vítor. Clarinha quase caiu para o lado!
Um casaco canário, calças violeta, cabelo a desafiar a gravidade, dizia chamar-se Quirino e era estilista.
Veio visitar o irmão e decidiu tomar Clarinha “sob as suas asas”.
Quando ela cozinhava para os hóspedes, Quirino sugeriu uma mudança de visual.

E mudou mesmo. O cabelo ficou radiante, a maquilhagem realçou-lhe os bons traços, os dentes brilhavam.
Passou a ir a pé para o trabalho. Os quilos extra foram desaparecendo. Até começou a correr no jardim da Estrela.
Tornou-se uma senhora simpática, com sorriso doce e covinhas nas bochechas parecia uma borboleta a escapar de um casulo.

Um dia, toca o telefone.
O hóspede vai abrir a porta.
Clarinha, é para ti!, grita ele.

Lá à porta, estava Paulo, o ex-marido. Tão envelhecido, pálido, perdido, nem parecia o mesmo.
Malas ao lado, de olhos baixos.

Que queres? perguntou Clarinha.

Lembrou-se de como tentou ligar-lhe ao início, mas ele nem atendia. Depois, bloqueou-a.

Agora aparecia ali, como se nada fosse.

Mas estás tão diferente! admirou-se Paulo.

Os elogios não tinham qualquer efeito. Clarinha lembrava as noites sem dormir, a vontade de desaparecer, lágrimas e pânicos infindáveis.

Ó Clarinha, aquilo foi um inferno! Aquela lá só queria o meu dinheiro. Os putos, ao início, pareciam aceitáveis, mas são uns selvagens. Ela nunca cozinha, só pede comida já feita. Imagina: um dia fez sopinha instantânea. Para mim! Lavou todas as camisas juntas; ficaram todas desbotadas. Não comprei nenhuma peça de roupa nova, tudo a gastar neles. Parecia um manicómio. Clarinha, contigo era tão bom. Tenho saudades de ti. Vamos recomeçar? pediu ele, desesperado.

Mas ela só ouvia ecoar as palavras dele:
Mas quem é que precisa de ti? Sem dentes, sem filhos, sem pedigree, Clarinha.

Clarinha olhou-o outra vez. Nesse momento, a porta da cozinha abriu-se e Vítor Severo apareceu, preocupado:

Precisa de ajuda, Clarinha? E o senhor, vem tratar de quê?

Paulo gritou:
E você é quem?

Eu sou o marido da Clarinha, Vítor. Não volte cá!

E Clarinha fechou a porta, deixando Paulo com a boca aberta de espanto.
Desculpou-se ao hóspede por chamar-lhe marido mas ele, com um sorriso, disparou:
Acho que está na altura de explicar: Amo-te, Clarinha! Como alguém te deixou escapar, não sei! Casa comigo, diz que sim?

Era viúvo, e Clarinha aceitou. Dois meses depois casaram. Flores, rosas, uma pequena casa de campo.

Só não via que, lá ao fundo da rua, o ex-marido lhes seguia os passos, roído por remorsos, a insultar-se baixinho por ter trocado uma boa mulher por um fiasco, e ter ficado sem nada.

Clarinha e Vítor, de mãos dadas, felizes, apaixonados. E agora, à espera de um bebé.

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Quem Vai Querer-te Assim, Cláudia? Desdentada, Infértil, Sem Linhagem… — “Quem é que te quer assim?” — gritou Paulo, cuspiu no chão e saiu. Ela ainda correu à janela, vendo partir o homem com quem viveu quinze anos — pensava que era alma gémea, mas ele esclareceu antes de ir: era só conveniente. Experiências de Sessões Fotográficas de Família Cláudia tem apartamento próprio, cozinha divinal, é dona de casa exemplar, fazia tudo por ele. Pensou em gritar pela janela, pedir-lhe para não a abandonar. Aceitaria humilhação, que ele ficasse, mesmo estando dias fora, noutra companhia… Melhor isso do que ficar, aos 45 anos, sozinha e largada. Já tinha aberto a janela. Mas olhou sem querer para o retrato do pai, fardado, olhar firme para a fotografia. E Cláudia repensou tudo. Deu-lhe vergonha daquela fraqueza. Observou mais uma vez o elegante marido a entrar no carro de luxo, mala em mão. Foi para a cozinha, passando pelo corredor antigo, onde o espelho de corpo inteiro da avó refletiu uma mulher pesada, cansada, cabelo grisalho, olhar apagado. Cláudia sabia que não era bonita. E a saúde já não ajudava, os dentes quebravam, dinheiro não dava para novos — precisava-se da nova máquina do marido, das roupas caras para o trabalho dele. — Era só o que faltava! O teu Paulo parece artista, tu tens só um casaco velho, saias de antigamente, blusas gastas, sapatos desfeitos, botas trocadas por pantufas. E no restaurante que tens de ser chef: hoje quer bife, amanhã almôndegas, depois panquecas recheadas… que ele vá à vida dele! Não se vive sempre atrás do marido, amiga! — dizia-lhe a colega Lúcia. Cláudia ouvia, mas não mudava. Até que o marido avisou que ia embora. Para uma rapariga de 27 anos. Com quatro filhos. — É jovem… — suspirava Cláudia. Mas a amiga soube de mais coisas. Vasculhou redes sociais, perguntou vizinhos, e revelou: — E ainda te chamou de sem linhagem! Vens de boa família e lá é só confusão! Nunca trabalhou, filhos de vários homens, bebeu até no oitavo mês. A mãe igual. Da juventude não vale a pena, mas dizem que os homens gostam… por esses motivos. Família não se faz disso. Segura-te! Cláudia segurou-se. O apartamento grande no centro herdado dos pais, o pai que previu tudo, e Paulo nunca teve direitos à casa. Decidiu alugar um quarto, para aliviar as contas. Estavam a construir prédios no bairro, e apareceu um engenheiro, barba arranjada, discreto e elegante: sr. Vítor Vicente. Observou Cláudia e sugeriu: — Pago-lhe adiantado, vá renovar o sorriso, senhora tão bonita não devia sofrer! Ela corou. Não se achava bonita, mas gostava de resolver os dentes. Ele avançou mais dinheiro. E depois chegou o irmão, estilo irreverente, blazer amarelo, calças roxas, penteado ousado — Carlos, estilista. Decidiu mudar o visual de Cláudia. Mudou mesmo. Cabelo luminoso, maquilhagem realçando os traços, dentes arranjados, começou a caminhar, perdeu peso, passou a correr no parque, até o sorriso mudou: era outra mulher, inesperadamente radiante. Num dia, toca a campainha. O inquilino chama: — Cláudia, é para ti! Na porta, o ex-marido, quase irreconhecível, envelhecido, pálido, saco na mão. — O que queres? — pergunta Cláudia. Lembrava-se das tentativas de contacto, ignoradas até ser bloqueada. Agora ali estava ele. — Como mudaste…! — admirou-se Paulo. Os elogios não a atingiram. Lembrava as noites sem dormir, o sofrimento, o pânico. — Ai, Cláudia… passei mal… só quer dinheiro, os miúdos assustam, malcriados, nunca os orienta, vive ao telemóvel, cozinha só massa instantânea… imagina! Para mim! Até as camisas, tudo junto, ficaram manchadas. Gastei tudo neles, não comprei nada para mim. Senti-me num manicómio. Cláudia… eu vim por ti. Contigo sentia-me bem. Vamos recomeçar? — pedia, humilde. Ela recordava as palavras dele: — Mas quem vai querer-te? Desdentada, infértil, sem linhagem, Cláudia. Voltou a olhar para ele; a porta abriu-se, apareceu o sr. Vítor Vicente, preocupado: — Cláudia! Precisa de ajuda? E o senhor, de que se trata? Paulo exaltou-se: — E você, quem é? — Este é o meu marido, Vítor. Não volte cá! — e fechou-lhe a porta na cara, deixando-o de boca aberta. Pediu desculpa ao inquilino. Chamar-lhe marido… Ele suspirou: — Está na hora: amo-te, Cláudia! Quem deixaria passar uma mulher tão fantástica? Casa comigo de verdade? Vítor era viúvo. Cláudia aceitou. Dois meses depois, já inundada de rosas, compraram uma casa de campo. Ela não repara quando o ex-marido observa de longe, arrependido de ter trocado uma mulher boa por uma ilusão vazia — ficou sem nada. Cláudia e Vítor passeiam de mãos dadas, felizes e apaixonados. E ela está à espera de um filho. Deixa o teu gosto e comentário!
POŠLIAPALA MI S OSUDOM – Podvodníčka v mojom živote: – Synček, ak sa nezbavíš tej drzej podvodníčky, pre mňa už nie si syn! Tá Nina je od teba aspoň o pätnásť rokov staršia! – dookola ma presviedčala mama. – Mami, nemôžem, nejde to! Aj by som chcel… – obhajoval som sa. …Mal som svoju milovanú dievčinu Lenku, štrnásťročnú, čistú, skromnú, vytúženú. Keď som ju spoznal na školskej diskotéke, mal som osemnásť. Zaujala ma Lenka, až som plakal! Cez jej kamarátku som si vybavil, že by som mohol pozvať Lenku na rande. Myslíte si, že prišla? Nie! Stal som sa lovcom, začal som sledovať svoju korisť. Zohnal som si Lennine číslo, telefonoval jej, prosil o stretnutie. Nakoniec, dievčina povolila. Ale upozornila, vraj mám prísť k nej domov a požiadať jej mamu o dovolenie. Stál som pred Lenninými dverami, potil sa, červenal, bol celý nesvoj. Mama bola dobrosrdečná žena s humorom. Zverila mi svoj poklad na dve hodiny. S Lenkou sme sa prechádzali po parku, rozprávali sa, smiali. Bolo to celkom nevinné. Zrazu Lenka povedala: – Vilo, mám chlapca. Myslím, že ho milujem. Ale je to hrozný surovec. Už ma unavuje pristihnúť ho zakaždým s inou. Predsa len, mám svoju hrdosť. Skúsme radšej spolu chodiť. Čo povieš? Vytiahol som obočie a začal sa na Lenku pozerať ešte s väčším záujmom. Takže mohla byť (alebo sa tváriť) nesmelá, ale aj niekoho milovať. O to viac ma táto dievčina priťahovala. Dve hodiny nášho stretnutia prešli ako voda a odovzdal som Lenku jej mame. …Postupne som bez tejto devy už nemohol žiť. Aj mojej mame sa to „Slniečko“ zapáčilo. Lenka k nám často chodila na návštevu. Mama ju učila ženským trikom a múdrostiam. Občas, keď sa zakecali, takmer zabudli na mňa. Keď Lenka oslávila osemnásť, začali sme sa rozprávať o svadbe. Nikto nepochyboval, že sa vezmeme – ani ja, ani Lenka, ani naši rodičia. Svadbu sme naplánovali na jeseň. …Prišlo leto. Lenka odišla k babke na dedinu. Ja som celé leto trávil na chate, pomáhajúc mame. Raz polievam paradajky v záhrade. Počujem, ako ma niekto volá: – Mladý muž, dali by ste mi napiť? Otočím sa a oproti mne stojí žena okolo tridsaťpäť, zanedbaná, strapatá, v očiach jej blčí oheň. Takúto susedu z chaty si nepamätám. Ale odmietnuť predsa nemôžem. Nalejem pohár studenej vody a podám neznámej: – Nech sa páči… Žena s radosťou vypila, ďakuje: – Och, ďakujem, mladý muž! Skoro som umrela od smädu. Mám so sebou aj moju domácu malinovku. Je sladká, vyskúšajte! – a vnúti mi plnú fľašu. No čo už, prijmem. Volám za ňou: – Ďakujem! Večer pri večeri som tú malinovku vypil. V ten deň mama odišla do mesta a ja som bol na chate sám. Keby bola doma, nikdy by mi nedovolila sa tej fľaše dotknúť. Na druhý deň prišla návšteva znova. Rozhovorili sme sa. Volala sa Nina. Bývala na blízkej dedine. Pozval som ju dnu. Mala so sebou zase tu „chutnú“ malinovku. Rýchlo som niečo nachystal, šalátik, chlebíčky. Pri debate sme ani nezbadali, že je po malinovke. Dodnes si vyčítam, čo sa stalo potom… Nina so mnou zatočila ako s malým chlapcom a úplne ma ovládla. Bol som ako teľa priviazané na špagátiku, úplne v jej moci. Nerozumel som, čo sa so mnou deje, ako by mi rozum zatienil hustý dym. Zobudil som sa, Niny už nebolo. Nado mnou stála mama a snažila sa ma prebrať: – Vilko, čo sa tu stalo, kým som bola preč? S kým si pil? Prečo je posteľ celá rozrušená, ako by po nej stádo koní prebehlo? – divila sa mama. Sotva som otvoril oči, v hlave mi hučalo a ruky sa mi triasli. Nedokázal som mame nič vysvetliť. Večer som sa dal dokopy, no hanba pred mojou nevestou Lenkou bola obrovská… Netrvalo týždeň a Nina prišla znova. A ja… som ju bol vlastne rád vidieť, dokonca som sa na ňu trochu tešil. Na prah vyšla mama, ruky vbok: – Čo chcete, pani? Zaviedol som mamu dnu: – Mami, prečo hostí vítaš tak neprívetivo? To nie je na teba podobné. Možno len chce trochu vody. Netreba hneď útočiť, – skúšal som ju upokojiť. – Človek? To je Ninka-večerinka z dediny! Každý pes ju pozná! Pofľakuje sa, láka chlapov! Fuj, hanba! Ešte aj teba chce… Nedovolím! Vyžeň ju, kým nie je neskoro! – vyletela mama. Mame nedošlo, že už je neskoro. Asi ma Ninka očarila svojim kúzelným elixírom, medovinou. Necítil som k nej lásku, nebola moja, ale chodil som za ňou ako tieň. Na Lenku som úplne zabudol. A keď som Ninu konfrontoval so svojou nevestou, povedala len: – Viliam, prvá láska ešte nie je nevesta. Plánovaná svadba sa zrušila. Mama pozvala Lenku k nám domov a všetko jej priznal – Dieťa moje, prepáč Villemu. Sám nevie, že do priepasti padá. Keď sa spamätá, bude neskoro. Zahynie s tou čarodejnicou. Ale ty, Lenka, pohni si životom ďalej. Nečakaj naňho, – ospravedlňovala sa mama za mňa. Lenka sa šťastne vydala. Moja starostlivá mama ma chcela rozviesť s Ninou, tak šla na vojenskú správu a poprosila, aby ma brali na vojnu. Mali sme odklad, ale povolali ma na vojenčinu – rovno do Afganistanu. Nebudem rozpisovať, čím všetkým som tam prešiel… Vrátil som sa len bez troch prstov na pravej ruke. Ľahké zranenie. Psychika, samozrejme, dosť utrpela. Stal som sa nebojácnym i bezcitným. Nina ma čakala. Už nám rástol syn. Odchádzal som do vojny bez istoty, že sa vrátim, tak som chcel zanechať potomka. Narodil sa syn. Tam som sníval o piatich deťoch. Mama Ninu stále nenávidela. Lenku mala za svoju a dokonca jej plietla ponožky a čiapky pre dcérku. Bola presvedčená, že Lenkina dcéra je moja. Bol by som nadšený, no žiaľ… Lenka mala všetko krásne upratané. Občas prišla pozrieť mamu. Zaujímala sa o mňa. Mama len pokrčila plecami: – Och, Lenka, Vilo stále s tou podvodníčkou. Myslím, že sa jej nikdy nezbaví. Čo na nej našiel? Nechápem… Tieto mamyne slová mi neskôr vyrozprávala Lenka, keď som sa s ňou stretol. Medzitým som odišiel na sever. Nina i naše tri deti išli so mnou. Tam sa nám narodili ďalšie dve deti. Splnil sa mi sen o piatich deťoch. Ale po dvoch rokoch nám zomrela päťročná dcérka na zápal pľúc. Sever má krutú klímu. Vrátili sme sa domov. Pod rodnými brezami sa bolesť prežíva ľahšie. Stále častejšie som si spomínal na Lenku, moju dávno odmietnutú nevestu. Začala sa mi cnieť. Zistil som si u mamy jej číslo. Dala mi aj adresu, ale pred tým varovala – aby som nezasahoval do Lenkinej rodiny, nemám narušovať zakázané. Zavolal som jej, hneď sme sa stretli. Lenka bola ešte krajšia. Pozvala ma k sebe domov, zoznámila s manželom. Predstavila ma ako kamarátku z detstva. Asi bol jej muž taký istý v žene, že pokojne odišiel na nočnú, nechal nás o samote. Na stole bolo nedopité šampanské a ovocie. Lenkina dcéra bola u babky. – Tak čo, Vilo, ako žiješ? Všetko o tebe viem od tvojej mamy. Porozprávaj sa, – vzdychla Lenka a uprene sa na mňa pozrela. – Prepáč, Leni, tak sa to stalo. Teraz sa už nič nedá zmeniť. Mám štyri deti, – koktal som. – Len nechaj všetko tak. Určite netreba už nič meniť. Stretli sme sa, spomenuli si na mladosť, stačí. Len tvoju mamu mi je ľúto. Všetky tie roky kvôli tebe trpí. Buď k nej citlivejší, – prosila Lenka. Pozrel som sa na Lenku, nemohol som z nej odtrhnúť oči. Čas sa okolo nej akosi zastavil. Stále krásna, stále žiadaná. Vzal som ju za ruku, jemne pobozkal… – Lenka, milujem ťa, ako vtedy v mladosti. Ale naša láska preplávala okolo… Všetko sa povedať nedá, život sa nedá prepísať. Ľutujem… – rozplakal som sa. – Viliam, mal by si ísť. Je neskoro, – ukončila stretnutie Lenka. Ale mohol som tak odísť? Prebudili sa vo mne nevyjadriteľné pocity, duša sa roztriasla, prebleskla šialená vášeň! …Ráno som ticho odišiel. Lenka sladko spala. Začali sme sa tajne stretávať. Trvalo to tri roky. Potom sa Lenka s rodinou presťahovala do mesta a kontakt navždy skončil. …S Ninou som sa rozviedol, keď deti dospeli. Mama mala pravdu. Podvodníčka je podvodníčka. Pošlapala mi život, zlámala mi srdce. …Koľko vody aj varíš, aj tak z nej len voda zostane. Nakoniec sa ukázalo, že z celého rodu len jeden syn bol naozaj môj…