Certo dia andava à procura de uns documentos, e ao encontrá-los deparei-me com uns papéis relativos ao nosso apartamento. Algo neles surpreendeu-me e deixou-me bastante inquieto, porque

Os pais da Inês deram-nos, como prenda de casamento, um presente realmente valioso um apartamento! Fizeram questão de, oficialmente, entregar-nos as chaves e anunciar que éramos os proprietários, mas como era um prédio novo, compraram-no ainda em fase de construção. A minha sogra foi logo dizendo que, já que eles nos deram o apartamento, os meus pais deviam ajudar nas obras. Os meus pais já nos tinham dado uma quantia considerável de dinheiro antes, mas aceitaram também dar uma mão no processo de remodelação.
Logo após o casamento, decidimos começar a obra imediatamente. Aproveitando o facto do meu pai ser pedreiro, ele tratou de comprar tudo o que precisávamos e eu servia de ajuda extra; por vezes, até a Inês aparecia para dar uma mão.
O meu sogro também aparecia de vez em quando para ajudar. Resolvemos não arrendar casa enquanto durasse a remodelação, assim poupávamos dinheiro e ficávamos a viver temporariamente com os pais da Inês.
Um dia, enquanto procurava uns papéis importantes, deparei-me com os documentos do nosso apartamento. Algo ali chamou-me à atenção e deixou-me bastante perturbado: a minha sogra é que aparecia como dona do imóvel!
Nessa noite, eu e o meu pai íamos comprar materiais para a casa de banho, mas pedi-lhe para adiarmos para o dia seguinte. Contei-lhe o que tinha descoberto e disse-lhe que precisava mesmo de perceber o que aquilo queria dizer.
Porque é que a mãe da Inês é a proprietária do nosso apartamento? Porque não está em nome da Inês? Perguntei assim que estávamos todos juntos em casa.
Oh rapaz, pareces uma criança! É claro, foi para não magoar a nossa Inês respondeu a sogra, em tom seco.
Como assim?
Imagina que te separavas dela e querias ficar com metade do nosso apartamento!
Vosso? Então acham justo eu e o meu pai estarmos lá a pôr tanto do nosso tempo e dinheiro nas obras, que vão ficar por metade do valor do apartamento? E porque é que partem do princípio que nos vamos separar? Acabámos de casar!
Mãe, já te pedi para passares o apartamento para o meu nome murmurou a Inês.
Sabias disto, Inês? E não disseste nada?
Não é isso… Eu soube, mas insisti com a mãe para o pôr em meu nome!
Que grande arranque para a vida de casados, Inês! Tudo começa com mentiras…
Já passaram alguns dias desde que voltei a casa dos meus pais. Sinceramente, não faço ideia do que devo fazer agora. A Inês tenta falar comigo, mas preciso de tempo para pensar. Nunca pensei que a família dela fosse capaz de uma coisa destas, mas se calhar isto é hábito de muitos pais…
E agora, como devo agir nesta situação?

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Certo dia andava à procura de uns documentos, e ao encontrá-los deparei-me com uns papéis relativos ao nosso apartamento. Algo neles surpreendeu-me e deixou-me bastante inquieto, porque
Преди година съпругът ѝ не се прибра сам у дома — с него беше Мария, седемгодишно момиченце.