Trair quem vive contigo sob o mesmo teto é um ato de loucura: partilham a mesma cama, a mesma casa d…

Trair uma pessoa enquanto partilham o mesmo teto é algo inacreditável. Dormes na mesma cama… usam o mesmo lavatório na casa de banho… sentam-se lado a lado à mesa de jantar… e mesmo assim arranjas tempo para entrar em conversas proibidas ou te perderes nos braços de outro alguém, voltando depois para os lençóis que ainda guardam o cheiro de quem mais confia em ti. Não é apenas uma traição… é uma falta de respeito calculada.

Olhas-lhe nos olhos todas as manhãs… dás-lhe um beijo de boas noites… fazes que sim com a cabeça quando ela te conta as angústias dela… ao mesmo tempo que escondes um segredo capaz de destruir por completo o sentimento de segurança que ela construiu ao teu lado. Isto é de uma frieza cruel. Ela acredita que o lar que criaram juntos é um refúgio… e tu transformas esse espaço no palco da maior mentira a que ela alguma vez assistiu.

A traição já dói por si só, como uma facada no peito… mas fazê-lo enquanto comes a comida que ela prepara… vês as séries que ela sugere… deixas os teus sapatos à porta que ela tranca para ambos todas as noites… isso é um nível de insensibilidade diferente.

Não é um deslize num momento de fraqueza… é uma escolha consciente, todos os dias, de desrespeitar quem partilha o mundo contigo. O malabarismo mental para esconder tudo isto… virar o telemóvel ao contrário… banhos repentinos… saídas inexplicáveis… scrolls noturnos na casa de banho As mentiras são infindáveis e desgastantes.

E, mesmo assim, esperas que ela te receba com carinho. É uma ilusão. O estrago é fundo. Cada conversa no sofá… cada piada só vossa… cada domingo preguiçoso e silencioso, tudo é reescrito na cabeça dela quando descobre a verdade. Ela vai começar a duvidar do próprio instinto vai analisar ao pormenor milhões de pequenos momentos perguntar-se-á como é que não percebeu os sinais. Essa dúvida interior é a cicatriz real que a traição deixa atrás de si.

Se não estás feliz, sê honesto.
Se te sentes tentado, afasta-te.
Mas não lhe roubes a paz enquanto dormes ao lado dela.

O amor deve ser um abrigo, nunca uma roleta russa. Se és capaz de trair alguém que te acolhe no seu espaço noite após noite sem sentir remorsos não amas essa pessoa. Só usas a proximidade para alimentar o teu egoísmo.

Recorda isto: a confiança não é um recurso renovável.
Quando a queimas entre as quatro paredes que deveriam proteger ambos os corações, não há volta atrás para o mesmo lar. Ficam apenas ruínas onde antes existiu uma verdadeira parceria.

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