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05
Мъжът замина да честити на бившата си жена в полунощ, а своите вещи намери на площадката – българската новогодишна нощ, в която лъжите се изнасят на студа
Пак ли тя? Мария застина на място с купата за салата в ръка, като гледаше как мъжът ѝ нервно отхвърля
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019
Chalupa všetko napraví – Príbeh Iriny, svokry a mramorovej hovädziny, alebo ako jeden pozemok zmenil rodinu
Chalupa všetko napravila Ty si sa úplne zbláznila? Ja som predsa povedala Oľge, že prídeš! Schválne som
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034
Zase k nej: Príbeh o láske, vyčerpaní a boji ženy, ktorú partner neustále stavia na druhé miesto za svoju bývalú manželku, dcéru a ich spoločné problémy – slovenský príbeh Márie, Michala, jeho bývalej Anny a sedemročnej Sofie
Znovu za ňou? Lenka sa opýtala, hoci odpoveď už poznala. Andrej prikývol, ani nepozrel hore.
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02
Заподозрях жена си в изневяра, защото ми роди още едно момче – вече имам трети син.
Казвам се Марин. Честно казано, смятам се за истински късметлия ожених се за момичето, което обичах още
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014
EU NÃO PRECISO DE UMA FILHA PARALISADA… – disse a nora antes de partir… Mal ela imaginava o que estava prestes a acontecer… Numa aldeia portuguesa vivia o senhor António, um velhote boa praça que aos fins-de-semana gostava de beber um copinho de branco. O seu maior sonho era ter um cão, mas não qualquer cão — queria um puro Alentejano, daqueles robustos da planície. Para isso, estava até disposto a ir à Serra de Serpa, só para lá comprar o cão e trazê-lo para casa. Chamavam-lhe “Antóniço”, uns pelo nome, outros pelo apelido, mas ninguém sabia ao certo. O Sr. Antóniço, sempre sentado ao fim do dia no banco junto à horta, recordava outros tempos e atraía a juventude para ouvir histórias de antigamente na aldeia. A esposa, Dona Cláudia, já tinha partido há anos. O coração dela era fraco, os médicos proibiram-na de ter filhos, mas o desejo era tanto, que deu à luz o filho do Sr. António e ficou ainda mais doente. Ele fazia tudo por ela, não a deixava carregar nem um litro de leite do minimercado. “Não podes! Os médicos proibiram!” dizia ele. O Sr. António cuidava do filho, cozinhava, fazia tudo em casa. Dona Cláudia lamentava-se: — Até me envergonha! As vizinhas vão gozar… não faço nada, tudo o homem faz! Mas as vizinhas não gozavam, invejavam: — Ó Cláudinha, empresta-nos o teu Antóniço um dia, só para viver como tu! Ela sorria em resposta. E assim, com sorriso no rosto, partiu. António encontrou-a fria de manhã. Chorou como uma criança durante três dias e depois ocupou-se do filho. O rapaz tinha 14 anos e era rebelde. Casou cedo, ficou a viver em Lisboa, onde serviu o exército. E assim, Antóniço ficou só. Mas não desanimava: gostava de conversar com os jovens da aldeia no seu banco. O filho teve uma filha, e o avô esperava sempre a visita, mas a família nunca vinha: trabalho, falta de tempo, sempre uma desculpa. Só via a neta em fotografias. Logo a aldeia notou que o Sr. António andava mais cabisbaixo, não sorria, não fazia piadas nem sentava no banco. Foram perguntar e souberam: chegara um telegrama da nora, dizendo que tiveram um acidente de carro. A neta estava em estado grave no hospital, o filho morreu. Toda a aldeia teve pena do velho, mas que palavras podem ajudar num desgosto tão grande? Aceitava as condolências, mas não aliviava o seu sofrimento. Doía-lhe o filho que não voltaria, mas doía mais ainda a neta: jovem, de 15 anos, em coma no hospital. Não tinha notícias da nora, que não escrevia, não atendia o telefone. Como saber da neta? Apesar de nunca a ter visto, amava-a tanto ou mais. Pelas fotos, era parecida com a Cláudia em juventude. O Sr. António decidiu ir a Lisboa, mas na véspera, uma carrinha parou à porta. Entrou uma senhora sem cerimónias e trazia a neta numa maca. Deixaram a menina no sofá e foram-se embora. — Ela está paralisada da cabeça aos pés. Não quero uma filha assim. Ainda vou arranjar marido e ter um filho saudável! — disse a nora. — Mas eu não sou médico! — protestou António. — Médico não faz falta. Não podem ajudar. Ela precisa de uma cuidadora. Se não quiser ficar com ela, enterre-a viva, mas eu não vou acabar com a minha vida. Não sou cuidadora dela! — disse a mulher, batendo com a porta. — Nem mãe és, parece! — gritou António a caminho da porta. Ficava claro por que o filho nunca trouxe a família à aldeia. Com uma esposa destas, só para ir discutir no mercado, não visitar família… Como foi cair numa mulher assim? Mas agora já não podia perguntar. Se soubesse que ela ia abandonar a filha, revirava-se na cova. Ficaram então ele e a neta. A menina estava totalmente paralisada, mas António já estava habituado a cuidar de tudo. Agora tinha sentido para viver: a missão era curá-la. Os médicos desistiram, deram-lhe alta. Nem entendiam como ela sobreviveu ao acidente. Restavam os remédios caseiros, as mezinheiras. Não havia nenhuma na aldeia; a mais próxima, longe. Não podia levar a menina paralisada, nem a mezinheira vinha a casa por estar velha. Não se sabia o que fazer… António ia quase todas as semanas à mezinheira, que lhe dava ervas e misturas. Assim tratava a neta. Passou mais de um ano, sem mexer mãos ou pés, imóvel como um pedaço de lenha debaixo do cobertor. Mal conseguia falar, só murmurava sons confusos. O avô notava, às vezes, uma lágrima a cair-lhe pela face. O coração dele dilacerava-se. Imaginava que a neta chorava de saudades da mãe e do pai. Conversava muito com ela, lia histórias, mas não recebia resposta. Era duro para ambos. Até que uma noite aconteceu o improvável. Enquanto o avô estava ao pé da cama, um bando de jovens bêbados entrou pela porta aberta, voltando da festa na adega. Sabiam que vivia uma rapariga paralisada ali. Propuseram entrar para “se divertir”, já que, segundo eles, ela “não ia resistir”… — Ó avô, tira o cobertor da neta e abre-lhe as pernas! Vamos lançar sorte para ver quem começa… — disse o mais bêbado. — Tenham piedade! Ela só tem 15 anos! — protestou o velho. — Espera que vou lavar os dentes! — respondeu António, correndo para a cozinha e abrindo a porta da adega: “Vai!” De lá saiu um enorme Alentejano Mastim, arrancando calças dos vândalos! Ao chefe, quase arrancou as partes baixas. Rasgou-lhes as calças até ficarem de rabo ao léu. Saíram a correr pela aldeia, as pessoas a rir, e o cão atrás até à saída do povoado. António voltou ao quarto e a neta estava sentada, aos gritos pela janela: — Muxtar! Muxtar! Avô, agarra-o, não o deixes fugir! O avô chorou de emoção. Daí para a frente, a menina começou a recuperar. Em pouco tempo voltou a andar. Se foi por causa das ervas ou do susto com o cão, não se sabe — mas não parava de falar, queria compensar o tempo em silêncio. E de onde apareceu o cão? Ora, fácil: Muxtar, o Alentejano, era do filho de António, mas quando se deu a tragédia, a nora despachou tanto a filha como o animal. Trouxe o cão junto com a menina, mas nada disse ao velho. Quando saiu, António foi fechar o portão e encontrou o cão lá sentado: magro, sofrido, olhos tristes como vaca doente, a chorar de verdade. O avô nunca soube que o filho tinha um cão, mas não o ia deixar na rua — levou-o para casa. O cão foi fiel ao velho, e naquele dia só estava na adega porque aquele verão estava quente, e o avô deixava-o lá para não sofrer. Só libertava o cão ao entardecer, mas àquela hora ainda estava preso. Se estivesse solto, ninguém teria entrado. A neta revelou que chorava de saudades do cão, não da mãe. O avô deixava o animal no quintal, não o levava para dentro. Ela sentia a falta, mas não podia contar. Muxtar, depois de expulsar os bêbados, lambeu a cara da pequena dona, feliz por tê-la de volta. Vivem assim agora: António, a neta e Muxtar. Da mãe, nunca mais tiveram notícias.
NÃO QUERO UMA FILHA PARALISADA… disse a nora, e saiu, batendo a porta. Ela nem imaginava o que
Докато моят съпруг работеше в Нефтените платформи край Бургас, аз скрих истината за бащинството на сина ни, без да подозирам какви последици ще има това – една тайна, която беляза целия ни живот
Докато моят съпруг работеше далеч от дома, излъгах за бащинството на сина ни, без да осъзнавам какви
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039
SEM ALMA… Cláudia Vasconcelos voltou para casa. Mesmo aos 68 anos, não abria mão de ir ao salão de cabeleireiro com frequência, cuidando do cabelo e das unhas, para se sentir melhor. — Claudinha, veio cá uma senhora que disse ser tua parente. Avisei que só ias chegar mais tarde, ela prometeu voltar — comunicou-lhe o marido, Jorge. — Parente? Já não tenho família. Deve ser uma “parente de sétimo grau”… provavelmente para pedir alguma coisa. Devias ter dito que fui para os confins do mundo! — respondeu Cláudia, aborrecida. — Ora, para quê mentir? Pareceu-me da tua família, alta e elegante, lembra até a tua mãe, que Deus a tenha. Não me parece que tenha vindo pedir nada. Muito distinta, bem vestida — tentou acalmá-la Jorge. Meia hora depois, a tal parente bateu à porta. Cláudia abriu. De facto, parecia-se com a falecida mãe, vestia-se com requinte: sobretudo caro, botas de couro, luvas, brincos com pequenos diamantes — em matéria de joias, Cláudia entendia bem. Sentaram-se à mesa já posta. — Vamos nos apresentar, já que somos parentes. Eu sou Cláudia, esqueça o formalismo dos sobrenomes, vejo que temos idades próximas. Este é o meu marido, Jorge. Por que lado da família és minha parente? — perguntou Cláudia. A mulher hesitou e corou ligeiramente. — Eu sou Galina… Galina Vilhena. Temos realmente pouca diferença de idade. Fiz 50 anos no dia 12 de junho. Reconhece essa data? — Cláudia empalideceu. — Vejo que se lembra. Sim, sou tua filha. Mas não se preocupe, não quero nada de ti. Só precisava ver minha mãe biológica. Passei a vida sem saber porquê a mãe nunca me amou. Aliás, já lá vão oito anos que partiu. Por que só o pai me amava? Ele também faleceu recentemente, há dois meses. No fim, contou-me sobre si. Pediu que a perdoasse, se possível — Galina falava emocionada. — Não entendo nada! Tens filha? — perguntou o marido, surpreso. — Parece que sim. Depois explico-te tudo — respondeu Cláudia. — Então és mesmo minha filha? Muito bem, já olhaste para mim? Se pensas que vou pedir desculpa ou me arrepender, enganas-te. Não tenho culpa nenhuma nisso! Espero que papá tenha explicado tudo. Se pensas que vais despertar sentimentos de mãe em mim, nem sonhes, nem um grama! Desculpa — — Posso voltar a visitar-vos? Moro aqui perto, numa casa grande de dois andares, porque não vens tu e o Jorge? Quero que se acostume ao facto de que existo. Trouxe fotos do teu neto e bisneta, talvez queiras ver? — pediu Galina, timidamente. — Não. Não quero. Não venhas. Esquece que existo. Adeus! — respondeu Cláudia friamente. Jorge chamou um táxi para Galina e foi acompanhá-la. Ao voltar, Cláudia já tinha tirado tudo da mesa e via televisão, tranquila. — Que sangue-frio! Deviam pôr-te a comandar exércitos, será que não tens mesmo alma? Sempre achei que eras fria, mas nunca pensei que fosse tanto — disse Jorge. — Conhecemo-nos quando eu tinha 28 anos, certo? Pois bem, a alma foi tirada de mim muito antes disso. Fui criada numa aldeia, sempre quis vir para a cidade. Era a melhor aluna e só eu entrei na faculdade. Aos 17 conheci o Vítor. Amava-o loucamente, era 12 anos mais velho. Depois de uma infância pobre, o mundo da cidade era um conto de fadas. Mal dava para comer com a bolsa. Vítor nunca me prometeu nada, mas estava certa que, com tanto amor, casaríamos. Quando me levou pela primeira vez à casa de campo, nem hesitei. Achei que, a partir dali, estava presa ao coração dele. Os encontros tornaram-se regulares. Logo notei que ia ser mãe. Disse a Vítor. Ficou feliz. Como a barriga cresceria, perguntei quando iríamos casar. Eu já tinha 18, podia ir ao registo. — Prometi-te casamento? — respondeu com outra pergunta. — Não prometi. Nem vou casar. Já sou casado… — disse, friamente. — E o bebé? E eu? — — E tu? És jovem, saudável, poderias ser escultura de uma rapariga robusta. Pedes licença da faculdade, estudas até não dar mais, depois, eu e a minha mulher levamos-te para casa. Não conseguimos ter filhos, a minha mulher é bem mais velha. Quando nascer, ficamos com ele. Como vai ser, não te interessa. Trabalho na câmara e ela dirige um serviço hospitalar, tudo seguro. Depois de parires, vais à faculdade, e ainda te pagamos. Na época, ninguém falava em maternidade de substituição. Provavelmente fui das primeiras “mães de aluguer” sem querer. E voltar à aldeia, envergonhar família? Morei na casa deles até o parto. Ela nunca entrou no quarto, talvez ciúmes. Tive a filha em casa, trouxeram uma parteira, tudo correto. Não amamentei, levaram-na logo — nunca mais a vi. Passada uma semana, conduziram-me à porta, Vítor deu-me dinheiro. Voltei à faculdade. Depois, trabalho na fábrica, deram-me um quarto no dormitório para famílias. Fui subindo até chefe de secção. Tive muitos amigos, mas ninguém quis casar até encontrares tu comigo. Já tinha 28, nem queria mais casar, mas era preciso. O resto sabes. Vivemos bem, sempre com o que precisávamos. Três carros, casa cheia, quinta cuidada, férias todos os anos. A fábrica sobreviveu aos anos 90 porque só ali fazem peças especiais para tratores. Ainda está cercada de arame farpado e torres de vigia. Reformámo-nos com benefício. Temos tudo. Não temos filhos, nem precisamos. Olha as crianças de hoje… — terminou Cláudia a sua confissão. — Vivemos mal. Amo-te. Passei a vida a tentar aquecer o teu coração, nunca consegui. Não é pelos filhos, mas nunca tiveste pena de ninguém, nem de um gatinho ou cãozinho. A minha irmã pediu ajuda para a sobrinha, não deixaste cá nem uma semana. Hoje veio cá a tua filha e como a recebeste? É tua filha! Sangue teu… É triste, se fôssemos mais novos, pedia o divórcio, mas agora é tarde. És fria como gelo — disse, revoltado, Jorge. Cláudia até se assustou, nunca o viu tão duro. Toda a sua vida calma foi virada pelo regresso da filha. Jorge mudou-se para a quinta, onde vive até hoje com três cães que recolheu da rua e vários gatos. Vai raramente a casa. Cláudia sabe que ele visita a filha Galina e já está íntimo dos netos e bisnetos. — Sempre foi despassarado, e assim ficou. Que viva como quiser — pensa Cláudia. Nunca sentiu vontade de conhecer melhor a filha, o neto, ou a bisneta. Viaja sozinha até à praia. Descansa, recupera-se e sente-se ótima.
SEM ALMA… Leonor dos Santos regressou a casa envolta no nevoeiro da tarde, como se flutuasse entre
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05
Моят тъст мислеше, че ще го подкрепяме завинаги: 11 години живя с нас след загубата на съпругата си, не участваше във финансовите разходи, аз се грижех за всичко, но когато започна да ни налага своите правила, решихме да му купим къща близо до града – сега той измисля оправдания, за да остане, а аз съм уморена и искам време само за нашето семейство; какво да правя?
Дневник, 4 юни Животът ми в последните години се промени коренно. Съпругата ми, Гергана, израсна в топло
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038
Mne netreba ochrnutú… — povedala nevesta a odišla… No vôbec netušila, čo sa môže stať ďalej… V jednej slovenskej dedinke žil obyčajný dedo, ktorý si po práci rád dal za pohárik domácej. Mal svoj veľký sen: chce si zaobstarať psa, ale nie hocijakého – práve čistokrvného stredoázijského ovčiaka. Kvôli nemu by bol ochotný ísť až do Ázie, len aby si ho tam kúpil a priviezol domov. Volali ho Dedo Deniska. Či to bolo meno, alebo prezývka, nikto poriadne nevedel. Všetci v dedine hovorili „Deniska“ či „Deniška“, ale on nikdy nikoho neopravoval. Sedával po práci na lavičke pred domom, spomínal na staré časy a rozprával mládeži, aké to bývalo kedysi v dedine. Manželku Deniska pochoval už dávno. Klára mala slabé srdce. Lekári jej dokonca zakázali rodiť, ale ona túžila po dieťati. Porodila mu syna, ale zostala už úplne chorá. Deniska Kláru miloval a pre ňu spravil doma všetko, ešte aj mlieko z obchodu nosil sám. „Nemôžeš! – hovoril, – lekári zakázali!“ O syna sa sám staral, varil. Klára sa trápila: – Už si ma mohol ušetriť hanby! Pozri, babky sa mi smejú, veď nič doma nerobím! Všetko je na chlapovi!.. A ženy sa nesmiali, ale závideli: – Klárka, požičaj nám svojho Denisku, aspoň na deň by sme si radi vyskúšali život tvojej! Ona len odpovedala úsmevom. Tak s úsmevom aj odišla zo života. Deniska ju ráno našiel už studenú. Plakal ako malý, tri dni, potom sa začal starať o syna. Chlapec mal práve 14, ťažký vek. Po vojenčine sa skoro oženil a zostal žiť tam, kde slúžil. Tak Deniska zostal úplne sám. No sa nevzdával – rád sa rozprával s mládežou na lavičke pred domom. Synovi sa narodila dcéra, vždy ich s rodinou čakal na návštevu, ale nikdy neprišli. Raz práca, raz nemajú čas, raz jedno, raz druhé. Vnučku poznal len z fotografií. A zrazu si dedinčania všimli, že Deniska chodí zamračený, ani sa neusmeje, neštrikuje vtipy, na lavičke nesedí. Začali sa vypytovať a zistili: Deniska dostal telegram, v ktorom mu nevesta píše, že mali autonehodu aj s rodinou. Vnučka leží v nemocnici vo veľmi zlom stave, syn Denisku zahynul. „To je nešťastie, to je žiaľ!“ – súcitili s ním všetci v dedine, no čo sa dá povedať, aby to pomohlo v takomto žiali?.. Deniska prijímal sústrasť, ale lepšie mu nebolo. Syn mu chýbal, ale to sa nevráti, ešte viac mu bolo ľúto vnučky. Leží v nemocnici, v kóme, mladá, 15 rokov. Žiť by mala… Deniskovi pukalo srdce. A hlavne – od nevesty už žiadne správy. Nepíše, neodpovedá na telegramy, telefón dvihnúť nechce. Ako zistiť stav vnučky?.. Deniska ju síce nikdy nevidel, ale ľúbil ju od srdca. Podľa fotiek bola ako Klára za mlada. Už sa chystal Deniska vyraziť do mesta, kde syn žil, keď zrazu, deň pred cestou, pred domom zastane auto. Z neho vyložia nosidlá. Do domu sa vvalí akási pani. Dedo hneď nepochopil, že je to žena jeho zosnulého syna. Za ňou vynesú nosidlá, na ktorých ležala vnučka. Prosto ju zhodili na gauč a odišli. – Ona je ochrnutá od hlavy po päty. Také dieťa nepotrebujem. Stihnem sa ešte vydať a porodiť si zdravé dieťa! – vyhlásila nevesta. – Ale veď ja nie som lekár! – stihol Deniska protestovať. – Lekár netreba. Nepomôže jej. Potrebuje opatrovateľku. Ak sa jej nechcete venovať – zakopte ju zaživa, ja si neplánujem ničiť život. Ja jej opatrovateľka nebudem! – vyhlásila a hrmotne zabuchla dvere. – Ty jej azda ani nie si matka! – vykríkol za ňou Deniska. Teraz pochopil, prečo syn nechodil na návštevu s rodinou. S takou ženou len na trh na hádky chodiť, nie na návštevu jazdiť. Ako si syn mohol nájsť takú drsnú ženu?… Ale to sa už nespýta. Keby vedel, že žena sa vzdá svojej dcéry, snáď by sa v hrobe obrátil. Tak ostali dvaja – Deniska s vnučkou. Dievča bolo skutočne úplne ochrnuté, no Deniska bol zvyknutý starať sa o domácnosť aj opatrovať. Ale konečne našiel zmysel života! Hlavný cieľ – dievča uzdraviť. Lekári sa vnučky vzdali, púšťali ju z nemocnice. Pri nehode dostala zranenia nezlučiteľné so životom. Ostávali len ľudové liečivá a liečiteľky. Liečiteľka v dedine nebola, najbližšia niekde ďaleko, s ochrnutým dieťaťom tam nedôjdeš, ona na dom nechodí, už je veľmi stará. A čo robiť, nevedel… Deniska jazdil takmer každú nedeľu za liečiteľkou, ona dávala bylinky, rôzne odvary. Tým liečil vnučku. Prešlo viac než rok, stále sa nevedela pohnúť rukou ani nohou, len ležala akoby polienko pod prikrývkou. Ani hovoriť poriadne nevedela, len nezrozumiteľne mručala. Občas dedo zbadal, ako jej po líci steká slza. V tých chvíľach mu pukalo srdce. Myslel si, že vnučke chýba mama a otec. Dlho sa s ňou rozprával, čítal jej knižky, ale ona mu nemohla odpovedať. Obom im bolo ťažko. A raz večer sa stalo nečakané. Keď dedo sedel pri posteli chorej, do domu sa vvalila opitá partia mladých. Zistil, že nechal nepozornosťou otvorené dvere. Boli na diskotéke, uvideli svetlo. Vedeli, že tam býva ochrnuté dievča. Niekoho napadlo ísť sa pobaviť, veď keď má ochrnutie, len bude rada… Dvere strčili, a už boli dnu. – No, dedo! Zhoď tak vnučke deku, roztiahni jej nohy! Hádžeme los, kto pôjde prvý… – zahlásil najopitejší. – Preboha! Veď má len 15! – protestoval dedo. – Počkaj chvíľu, len si umyjem zuby! – povedal Deniska, už bežal do kuchyne, otvoril podzemný sklad a zvolal: „K nohe!..“ A odtiaľ vybehol obrovský ovčiak. Štartoval na opilcov, chytal za gate! Hlavnému takmer odhryzol prsty na nohách. Ostatným roztrhol nohavice na zadkoch. Tak utekali s holými zadkami po dedine, na smiech všetkým, ovčiak za nimi vyskočil cez okno a hnal ich až na kraj dediny. Príde Deniska do izby, tam vnučka už sedí na posteli a kričí von oknom: – Muťko! Muťko! No poď, dedo, drž ho, nech neutečie!… Dedo slzil od dojatia. Odvtedy sa vnučka začala uzdravovať. Za krátky čas začala aj chodiť. Či pomohli zázračné babské bylinky, či stres zo psa, ale dievča začalo dorozumievať sa bez prestávky. Za tie roky sa veľa nenahovorilo. A kde sa zobral pes, spýtate sa?… Je to jednoduché. Ovčiak Muťko býval u syna Denisku, keď sa stala tragédia a majiteľ zomrel, nezodpovedná nevesta sa zbavila aj dcéry, aj psa. Na psa do domu mu nič nepovedala. Po tom, čo nevesta opustila dom Denisku, išiel zatvoriť bránu za ňou, vidí – pri bráne sedí pes. Chudý, utrápený, so smutnými očami ako chorá krava, slzy mu tečú zo skutočnej bolesti. Dedo ani nevedel, že syn mal psa. Nemohol synovho psa vyhnať na ulicu – zobral si ho domov. Pes mu slúžil verne, a keď tí výtržníci prišli, práve sedel v podzemí, lebo bolo horúce leto. Aby sa pes netrápil od horúčavy, dedo Muťka cez deň držal v pivnici, večer, keď zapadlo slnko, ho vypúšťal. Ten večer ešte nestihol vypustiť. Keby bol Muťko hore – tí výrastkovia by sa do domu nedostali. Vnučka potom dedovi povedala, že keď plakala a slzy jej tiekli po lícach, chýbal jej pes. Deduško ho držal vo dvore, do izby nepúšťal. Dievča túžilo, nedokázalo to povedať dedkovi. Muťko po vyhnaní opilcov sa vrátil domov a s radosťou oblizoval tváričku svojej malej gazdiny. Aj on po nej veľmi túžil. Tak začali žiť traja: Deniska, vnučka a Muťko. O matke dievčaťa už nikdy nič nepočuli.
Ja nepotrebujem ochrnutú… povedala nevestička a odišla… Ani len netušila, čo všetko sa môže
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015
BEZ DUŠE… Klaudia sa vrátila domov po návšteve kaderníctva, kde sa pravidelne rozmaznáva napriek tomu, že nedávno oslávila 68 rokov. Dáva si do poriadku vlasy, nechty, tieto drobné rituály jej dodávajú energiu a dobrú náladu. – Klaudi, bola tu nejaká tvoja príbuzná – oznámil jej manžel Juraj, – povedal som jej, že prídeš až neskôr, sľúbila, že sa ešte zastaví. – Aká príbuzná? Veď mi už skoro žiadna rodina nezostala. Určite nejaká vzdialená teta, príde niečo žobrať… mala si jej povedať, že som odcestovala za deväť hôr a deväť dolov! – rozčuľuje sa Klaudia. – Ale načo klamať? Vyzerala ako niekto z vášho rodu, vysoká, statná, trochu pripomína tvoju mamu, nech jej je zem ľahká. Myslím, že nič žiadať nebude. Vyzerá elegantne, slušne oblečená – snaží sa Juraj upokojiť ženu. O necelých štyridsať minút príbuzná zazvonila. Klaudia ju pustila dnu. Skutočne, žena pripomína jej zosnulú mamu, oblečená je luxusne – kvalitný kabát, čižmy, rukavice, náušnice s malými diamantmi. V tom sa Klaudia vyzná. Pozvala ju k prestretému stolu. – Tak sa zoznámime, keď sme rodina. Ja som Klaudia, bez priezviska stačí, vidím, že vekovo sme blízko. Toto je môj manžel Juraj. A vy ste mi rodina po akej línii? – pýta sa hostiteľka. Žena zaváha, trochu sa začervená: – Volám sa Gabriela… Gabriela Vladimírová. Skutočne, máme rozdiel veku. Mám 50 rokov, narodila som sa 12. júna. Táto dátum vám nič nehovorí? Klaudia zbledne. – Vidím, že ste si spomenuli. Áno, som vaša dcéra. Nič od vás nechcem, len som chcela osobne stretnúť svoju biologickú mamu. Celý život som nevedela, prečo ma mama nemiluje, vlastne už 8 rokov nežije. Prečo ma miloval len otec? Odišiel pred dvoma mesiacmi – pred smrťou mi o vás povedal, prosil, aby ste mu odpustili, ak môžete – rozpráva vzrušene Gabriela. – Ničomu nerozumiem. Ty máš dcéru? – pýta sa prekvapený Juraj. – Tak to vyzerá – potom ti to vysvetlím – odpovedá Klaudia. – Takže si moja dcéra? Výborne, videla si, čo si potrebovala? Ak čakáš, že sa budem kajať a vravieť “prepáč”, tak nie. Nie je to moja vina, dúfam, že ti otec všetko povedal. A ak vo mne chceš prebudiť materské city, ani to. Ani kúsok, prepáč – odvrkla Klaudia. – Môžem ešte prísť? Bývam neďaleko v peknom dvojposchodovom dome, chcem vás aj s Jurajom pozvať k nám. Priniesla som vám fotografie vnuka, pravnučky, nepozriete sa? – nesmelo prosí Gabriela. – Nie. Nechcem. Nechoď sem. Zabudni na mňa. Zbohom – odsekne rázne Klaudia. Juraj objedná Gabriele taxík, odprevadí ju. Keď sa vráti, Klaudia už má uprataný stôl a pokojne sleduje televíziu. – Akú máš len morálnu silu! Ty by si mohla armádu viesť – vážne, nemáš ty vôbec dušu? Tušil som, že si bezcitná, ale až takto? – vyčíta Juraj. – S tebou som sa zoznámila, keď mi bolo 28, pamätáš? Dušu mi ale zobrali oveľa skôr. Bola som dedinské dievča, túžila som dostať sa do mesta, preto som sa učila najlepšie zo všetkých a na VŠ som z triedy išla iba ja. Mala som 17 rokov, keď som spoznala Vladka. Veľmi som ho milovala, bol o 12 rokov starší, mne to nevadilo. Po biednom detstve bolo všetko v meste ako z rozprávky. Štipendium ledva stačilo, stále som bola hladná, tak som s radosťou prijímala pozvania do kaviarne, na zmrzlinu. Nič mi nesľuboval, ale myslela som, že keď si rozumieme, vezme si ma za ženu. Po čase ma pozval na chatu – neváhala som. Myslela som, že je už navždy môj. Stretnutia na chate boli stále – napokon som pochopila, že som “v tom” a budem matkou jeho dieťaťa. Povedala som mu to, bol nadšený. Keď už moje tehotenstvo nešlo utajiť, pýtala som sa, kedy sa vezmeme? Už mám 18 rokov, môžem podať žiadosť na matriku. – Ale ja som ti predsa nikdy nesľúbil, že si ťa vezmem. Ani sa nebudem ženiť, som už ženatý… – povedal Vladko pokojne. – A čo dieťa? Čo ja? – Ty si mladá a zdravá, mohla by si byť modelka. Zober si akademickú dovolenku, kým to nie je vidno, študuj, potom prídeš ku mne, k nám. My s manželkou sa o dieťa postaráme, lebo sa nám nedarí vlastné. Keď porodíš, vezmeme si ho, detaily sú moja vec. Som dosť vplyvný v podniku, manželka je prednostka oddelenia v nemocnici, nemusíš sa báť. Po pôrode oddýchneš, vrátiš sa na školu, ešte ti zaplatíme. Vtedy u nás nikto o surrogátnom materstve nepočul, asi som bola prvá “náhradná matka”. Čo som mala robiť? Vrátiť sa do dediny a hanbiť rodinu? Do pôrodu som bývala u nich, Vladova manželka sa mi vyhýbala. Dcérku som porodila doma, zavolali pôrodnú asistentku, všetko oficiálne. Ani ju som nekojila, hneď ju odniesli. Už som ju nikdy nevidela. Po týždni ma slušne vypravili, Vladko dal peniaze. Vrátila som sa na školu, po škole na fabriku. Dostala som ubytovanie v internáte, najprv som bola majsterka, potom vedúca kontroly kvality. Mala som veľa kamarátov, ale nikto ma nechcel za ženu – až kým si neprišiel ty. Už som mala 28, ani som neplánovala svadbu, ale musela som. Zvyšok poznáš. Dobre sme žili – tri autá sme vymenili, dom máme ako hrad, chata upravená. Na dovolenky každý rok. Náš závod vydržal aj v deväťdesiatych, lebo špeciálne prístroje pre traktory vyrábajú len u nás. Závod je stále obohnaný ostnatým drôtom a strážnymi vežami. Vyšli sme do skránenej penzie, máme všetko. Deti nemáme a netreba – keď vidím dnešné deti… – uzavrela Klaudia svoju spoveď. – Zle sme žili. Miloval som ťa. Celý život som sa ti snažil ohriať srdce, nepodarilo sa. Nuž, deti neboli, ale ty si nemala ľútosť ani pre mačiatko, ani psíka. Sestra ťa prosila o pomoc pre neter, ani týždeň si ju nepustila bývať. Dnes prišla tvoja dcéra a ako si ju prijala? Dcéra, tvoja krv, a ty… Keby sme boli mladší – rozviedol by som sa, ale už je neskoro. Je mi pri tebe zima, zima – hnevá sa Juraj. Klaudia sa aj trochu zľakla, takto s ňou Juraj nikdy nehovoril. Celý jej pokojný život narušila táto dcéra. Juraj sa presťahoval na chatu, kde posledné roky žije. Tam má tri psy, zobral opustené šteniatka, a nevieme koľko mačiek. Domov chodí málokedy. Klaudia vie, že chodí za jej dcérou Gabrielou, všetkých tam už pozná, v pravnučke nevidí chybu. – Vždy bol trochu čudák, čudák ostal. Nech si robí, čo chce – myslí si Klaudia. Nikdy sa jej nezrodila túžba spoznať dcéru, vnuka či pravnučku. Sama jazdí k moru, oddychuje, naberá silu, cíti sa výborne.
BEZ DUŠE… Klaudia Valášková sa vrátila domov. Bola v kaderníctve aj keď už mala presne 68 rokov