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012
Vai Encontrar o Teu Destino. Não Precisas Ter Pressa. Tudo Tem o Seu Tempo A Polina tinha uma velha, um pouco estranha tradição: todos os anos, na véspera do Ano Novo, a jovem ia consultar uma vidente. Como vivia numa grande cidade, não era difícil encontrar uma nova vidente. O problema é que Polina sentia-se sozinha. Por mais que tentasse conhecer um rapaz sério e bondoso, era tudo em vão. Parecia que todos os bons rapazes já estavam comprometidos há muito tempo… — Este ano vais encontrar o teu destino! — anunciou solenemente a vidente de olhos escuros, olhando para o seu cristal reluzente. — Mas onde? Onde é que o vou encontrar? — perguntou Polina, impaciente. — Todos os anos ouço a mesma coisa. O tempo passa, e eu continuo sem encontrar o meu destino. Disseram-me que era a vidente mais forte de Lisboa. Exijo que me diga o sítio exato! Senão faço-lhe uma má publicidade… — ameaçou Polina. A vidente revirou os olhos, percebendo que tinha uma cliente complicada e que não se livrava dela facilmente. Sabia que, se não inventasse algo, Polina ficaria ali até à noite, a atrasar a fila para conhecer o futuro. — Vais encontrar no comboio! — disse, de olhos fechados. — Vejo-o claramente… é um loiro alto, muito bonito. Um verdadeiro príncipe encantado… — Uau! — alegrou-se Polina. — E em que comboio? E quando? — Antes do Ano Novo! — divertiu-se ainda mais a vidente. — Vai até à estação. O teu coração vai indicar-te para onde comprar o bilhete… — Obrigada! — sorriu Polina, feliz. Polina saiu do prédio da vidente e chamou um táxi para a estação de Santa Apolónia. Ao pé da bilheteira, o entusiasmo diminuiu um pouco. Olhou para os horários, sem saber para onde deveria ir… — Vá, diga lá! — ralhou a funcionária da CP. — Porto… Para dia trinta de dezembro. Carruagem com compartimento, — balbuciou Polina. Já se via sentada num compartimento acolhedor, a beber chá, e de repente a porta abria-se e entrava ele, o seu futuro noivo… Em casa, começou a preparar rapidamente as coisas básicas para a viagem, porque o comboio partia à noite. Nem pensou nas consequências. Nem no que faria na noite de Ano Novo, numa cidade estranha. Só queria que a previsão da vidente se tornasse realidade o quanto antes. Era doloroso sentir-se dispensável. Principalmente nos dias festivos. Toda a gente fazia compras em família para a ceia, oferecia presentes uns aos outros. Todos, menos ela… Horas depois, Polina já estava sentada no compartimento, com um copo de chá. Tudo como imaginara. Só faltava que o príncipe entrasse pela porta. — Boa noite! — cumprimentou uma senhora idosa, entrando com uma mala enorme no compartimento. — Onde é o segundo lugar? — Aqui… — piscou os olhos, confusa, indicando a prateleira oposta. — Tem a certeza de que é o seu compartimento? — Tenho, querida, não me enganei, — sorriu a senhora e sentou-se na prateleira livre. — Perdão, deixe-me passar, — murmurou Polina. Finalmente percebeu que fizera uma grande asneira. — Quero sair! Já não quero ir! — Espera, deixa-me guardar a bolsa, — disse a senhora, sem compreender o drama. — Pronto… O comboio arrancou, — suspirou Polina. — E agora? — Porque é que de repente queres sair? Esqueceste-te de alguma coisa? — perguntou. Polina ignorou a questão e virou-se para a janela. Percebeu que a senhora não tinha culpa, que ela mesma atraiu aquele azar. Entretanto, Dona Maria abriu uma caixa com pastéis de nata ainda quentes e ofereceu à companheira de viagem. — Fui visitar a filha, — explicou a Polina. — Agora estou a voltar para casa, o meu filho e a noiva vêm passar o Ano Novo connosco. — Que sorte… Eu, pelo que parece, vou passar a noite de Ano Novo na estação, — lamentou-se Polina. Palavra puxa palavra, e Polina acabou por contar toda a verdade das suas aventuras. — És mesmo inocente! Para que corres atrás dessas charlatãs? — repreendeu a senhora. — Vais encontrar o teu destino. Não precisas ter pressa. Tudo tem o seu tempo… No dia seguinte, Polina saiu na estação da cidade, que via pela primeira vez. Ajudou a companheira a sair do comboio e ficou parada, sem saber o que fazer. — Obrigada, Polina! Um Feliz Ano Novo! — agradeceu Dona Maria. — Igualmente… — sorriu tristemente Polina. A senhora olhou para a jovem, sem saber como a animar. Percebeu que passar o Ano Novo na estação não era o melhor começo de ano. — Polina, vem comigo para casa! — propôs de repente. — Decoramos a árvore, pomos a mesa de festa… — Oh… Não quero incomodar, — hesitou Polina. — E ficas mais confortável sentada na estação? — sorriu Dona Maria. — Vem daí. Não se fala mais nisso! Polina aceitou o convite. Dona Maria estava certa. Estava uma tempestade lá fora, e não valia a pena ficar pela estação. — O Alexandre e a Elisa já estão em casa, — sorriu a senhora. Alexandre viu pela janela a mãe chegar de táxi. Já estava à espera no elevador, pronto para ajudar com a mala pesada. — Olá, Alexandre, querido. Não venho sozinha, trago uma convidada. Esta é a filha de uma amiga de longa data, a Paulina, — disse a senhora, piscando o olho a Polina. — Excelente! — respondeu ele. — Entre, por favor, Polina. Polina olhou para o loiro alto e bonito e corou. Era exatamente o rapaz que imaginara no comboio. O destino, afinal, parecia pregar-lhe mais uma partida… — E a Elisa? — perguntou a mãe. — Mãe, a Elisa já cá não está, nem voltará. Prefiro não falar sobre isso, está bem? — respondeu ele, sério. — Está bem…, — disse a senhora, embaraçada. À noite, sentaram-se todos à mesa, despedindo-se do ano velho. — Polina, vai ficar connosco muito tempo? — perguntou Alexandre, servindo-lhe salada. — Não. De manhã vou embora, — respondeu, com tristeza. Não lhe apetecia partir tão cedo daquele lar acolhedor. Sentia que conhecia Dona Maria e Alexandre desde sempre. — Não percebo essa pressa, — indignou-se a senhora. — Fica mais um pouco, Polina. — Sim, Polina, fica connosco. Temos uma pista de gelo incrível, podemos ir amanhã à noite. Não vás já, — pediu Alexandre. — Convenceram-me, — sorriu Polina. — Fico com muito gosto. No Ano Novo seguinte, já eram quatro à mesa: Dona Maria, Alexandre, Polina e o pequeno Artur… E tu, acreditas em milagres de Ano Novo?
Vais encontrar o teu destino. Não precisas de pressa. Tudo acontece no seu tempo. Na vida de Margarida
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020
– Miško, už päť rokov čakania, päť rokov! Lekári tvrdia, že vlastné deti nikdy nebudeme mať. A zrazu… – Miško, pozri sa! – zastala som pri bránke a nemohla som uveriť vlastným očiam. Môj muž sa nesmelo prehupol cez prah, ohnutý pod váhou vedra plného rýb. Chladné júlové ráno zaliezalo až do kostí, no to, čo som zbadala na lavičke, mi na chvíľu vymazalo z hlavy pocit zimy. – Čo tam je? – Miro položil vedro a pristúpil ku mne. Na starej lavičke pri plote stál prútený košík. V ňom, zabalené do vyblednutej plienky, ležalo malé dieťa. Jeho veľké hnedé oči sa pozerali priamo na mňa – bez strachu, bez zvedavosti, len tak ticho hľadeli. – Bože môj, – vydýchol Miro, – odkiaľ sa tu vzalo? Opatrne som prešla prstom po tmavých vlasoch. Malý sa ani nepohol, neplakal – len žmurkol. V malom pästičke držal lístok. Pomaly som mu otvorila prsty a prečítala správu: „Prosím, pomôžte mu. Ja nemôžem. Prepáčte.“ – Musíme zavolať políciu, – zamračil sa Miro, škrabajúc si zátylok. – Aj na obecný úrad. Ale ja som už držala chlapca v náručí, pritlačila ho k sebe. Vonia ako prašná cesta a neumyté vlásky. Kombinéza šúchaná, ale čistá. – Hanka, – Miško sa na mňa pozrel s obavami, – nemôžeme si ho len tak nechať. – Môžeme, – stretla som jeho pohľad. – Miško, päť rokov čakáme. Päť rokov! Lekári povedali, že deti nám súdené nie sú. Ale teraz… – Ale predsa zákony, papiere… Rodičia si ho môžu prísť vyzdvihnúť, – odporoval. Pokrútila som hlavou: Nepožiadali. Cítim to. Chlapec sa náhle široko usmial – akoby rozumel našej debate. To mi stačilo. Cez známosti sme vybavili opatrovníctvo aj doklady. Písal sa rok 1993, neľahký čas. Do týždňa sme si všimli zvláštne veci. Malý, ktorému som dala meno Eliáš, nereagoval na zvuky. Najskôr sme mysleli, že je len zamyslený a má vlastný svet. Ale keď traktor Petra prešiel pod oknami a Eliáš sa ani nepohol, srdce mi zvieralo úzkosťou. – Miško, on nepočuje, – šepla som večer, keď som dieťa ukladala do starej kolísky po synovcovi. Miro dlho hľadel do ohňa v peci, potom si vzdychol: Zajtra ideme k lekárovi do Záriečia, k doktorovi Mikulášovi. Lekár si prezeral Eliáša a len pokrútil hlavou: Hlušota vrodená, úplná. Na operáciu nedúfajte – nejde to. Cestou domov som plakala. Miro mlčal, tak silno zvieral volant, až mu bielili prsty. Večer, keď Eliáš zaspal, vytiahol Miro fľašu. – Miško, nerob to… – Musím, – nalial si pol pohára a vypil naraz. – Neodovzdáme ho. – Koho? – Jeho. Nikdy ho nedám preč, – povedal pevne. – Zvládneme to sami. – Ale ako? Ako ho naučíme? Ako… Miro mi dal najavo rukou, nech mlčím: – Ak treba, naučíš sa. Si učiteľka. Vymyslíš niečo. Celú noc som nezaspala. Ležala som a premýšľala: „Ako učiť dieťa, ktoré nepočuje? Ako mu dať to najdôležitejšie?“ No na úsvite som si uvedomila: má oči, ruky, srdce. Teda všetko potrebné. Ráno som si sadla nad zošit a začala plánovať. Hľadala literatúru, vymýšľala, ako učiť bez zvukov. Od toho rána sa nám život úplne zmenil. Na jeseň mal Eliáš desať rokov. Sedel pri okne a kreslil slnečnice. V jeho zošite to neboli len kvety – tancovali, krúžili v akomsi tichom tanci. – Miško, pozri sa, – dotkla som sa Mirovej ruky, keď som vstupovala do izby. – Zase žltá. Dnes je šťastný. Za tie roky sme sa naučili navzájom rozumieť. Najskôr som zvládla daktylológiu – prstovú abecedu, neskôr posunkovú reč. Miro sa učil pomalšie, ale tie najdôležitejšie slová – „syn“, „ľúbim“, „hrdosť“ – sa naučil už dávno. Špeciálnu školu sme v okolí nemali, učila som ho sama. Čítať sa naučil rýchlo: abeceda, slabiky, slová. Počítať ešte rýchlejšie. Najviac zo všetkého kreslil. Všade, kde sa dalo. Najskôr prstom na zarosené okno. Potom na tabuli, ktorú mu Miro priamo preň vyrobil. Neskôr – štetcom na papieri i plátne. Farby som objednávala z mesta poštou, šetrila na sebe, len aby mal dobré pomôcky. – Zase ten tvoj nemý syn čmára niečo? – uškrnul sa sused Štefan pri plote. – Čo z neho bude? Miro sa narovnal nad hriadkou: – A ty, Štefan, čo užitočné robíš, okrem rečí? So spoluobčanmi to nebývalo ľahké. Nerozumeli nám. Drzé slová, aj posmešky, najmä od detí. Jedného dňa prišiel Eliáš domov s roztrhanou košeľou a škrabancami na tvári. Mlčky mi ukázal, kto mu to spravil – Kubo, syn starostu. Plakala som, keď som mu čistila ranu. Eliáš mi utieral slzy prstami a usmieval sa: netreba plakať, je to v poriadku. Večer šiel Miro preč. Vrátil sa neskoro, nehovoril nič, len pod okom mal modrinu. Odvtedy nikto Eliáša neotravoval. Ako tínedžer mal jeho kresby vlastný štýl – cudzie, akoby z iného sveta. Maľoval svet bez zvukov, no v jeho dielach bola taká hĺbka, že brali dych. Všetky steny domu sme oblepili obrazmi. Raz prišla komisia z okresu preveriť moje domáce vyučovanie. Staršia pani s prísnym pohľadom vošla, zahliadla obrazy a zastala. – Kto to maľoval? – spýtala sa potichu. – Môj syn, – odpovedala som hrdá. – Musíte ho ukázať odborníkom, – zložila okuliare. – Váš chlapec… má dar. Ale báli sme sa. Svet mimo dediny bol pre Eliáša obor a nebezpečenstvo. Ako sa tam bez nás nestratí, bez posunkov a známych gest? – Ideme, – trvala som na tom, balila jeho veci. – V okrese je výstava umelcov. Musíš ukázať svoje obrazy. Eliáš už mal sedemnásť. Vysoký, štíhly, s dlhými prstami a zamysleným pohľadom, ktorý vnímal všetko. Prikývol – so mnou sa hádať nemalo zmysel. Na výstave jeho práce zavesili vzadu, v rohu. Päť malých obrazov – polia, vtáky, ruky držiace slnko. Ľudia chodili okolo, občas pozreli, ale nezastavili sa. A potom prišla ona – šedovlasá pani s priamym chrbtom a prenikavým pohľadom. Dlho sa dívala na obrazy, bez hnutia. Potom sa obrátila na mňa: – Vaše práce? – Môjho syna, – ukázala som na Eliáša, ktorý stál vedľa, ruky na hrudi. – Nepočuje? – spýtala sa, keď si všimla, ako sa dorozumievame. – Od narodenia. Prikývla: – Som Viera Štefánová z galérie v Bratislave. Tento obraz… – zarazila sa pri najmenšom obraze západu slnka nad poľom. – Má v sebe niečo, čo mnohí umelci hľadajú roky. Chcem ho kúpiť. Eliáš sa zameral na moju tvár, keď som nešikovnými posunkami tlmočila jej slová. Prty mu mykli, v očiach sa zaleskla neistota. – Vy vážne nepredávate? – v hlase ženy bolo odhodlanie znalca umenia. – My sme nikdy… – zarazila som sa, cítila, ako sa mi tvár rozpálila. – Rozumiete, ani nás nenapadlo predávať. Sú to jeho pocity na plátne. Vytiahla koženú peňaženku a bez dohadov vyplatila sumu – takú, čo Miro zarába za pol roka v stolárskej dielni. O týždeň sa vrátila znova. Zobrala druhý obraz – ten, s rukami, držiacimi ráno slnka. Na jeseň prišiel list. „V dielach vášho syna je vzácna úprimnosť. Hĺbka bez slov. Presne to dnes hľadajú praví milovníci umenia.“ Bratislava nás privítala sivými ulicami a cudzími pohľadmi. Galéria bola malá miestnosť v starom dome na okraji mesta. Každý deň však chodili ľudia so zvedavým pohľadom. Rozhliadali sa po obrazoch, rozoberali kompozíciu, farebnosť. Eliáš stál bokom a sledoval pohyb pier, gestá. I keď slová nepočul, mimika tváre mu napovedala všetko: dialo sa niečo výnimočné. A potom granty, stáže, články v časopisoch. Hovorili mu „Maliar ticha“. Jeho obrazy – akoby nemé výkriky duše – zasiahli každého, kto ich videl. O tri roky neskôr sa Miro pri rozlúčke s Eliášom na prvú samostatnú výstavu neubránil slzám. Ja som sa snažila ovládnuť, no vo vnútri mi burácalo. Náš chlapec je už dospelý. Bez nás. Ale vrátil sa. Raz, na slnečný deň, sa objavil vo dverách s náručou lúčnych kvetov. Objal nás a zobral za ruky, previedol cez dedinu, okolo zvedavých pohľadov až na vzdialené pole. Stál tam dom. Nový, biely, s balkónom a obrovskými oknami. Dedinou sa už dlho niesli reči, kto je ten bohatý staviteľ, ale vlastníka nikto nepoznal. – Čo to je? – šepla som, neveriaca vlastným očiam. Eliáš sa usmial, vytiahol kľúče. Vo vnútri priestranné izby, ateliér, knižnice, nové zariadenie. – Synček, – Miro ohúrene prechádzal domom, – toto… je tvoj dom? Eliáš pokrútil hlavou a posunkami ukázal: „Náš. Váš aj môj.“ Potom nás vyviedol na dvor, kde bola na stene domu obrovská maľba: košík pri bránke, žena so žiarivou tvárou, čo drží dieťa, a nápis posunkami nad nimi: „Ďakujem, mama.“ Stála som tam, ani som sa nevedela pohnúť. Slzy mi stekali po lícach, ale neotierala som ich. Môj vždy zdržanlivý Miro zrazu pristúpil a objal syna tak pevne, až sa takmer nemohol nadýchnuť. Eliáš mu objatie opätoval a potom vystrel ruku ku mne. A my traja sme tam stáli spolu, uprostred poľa, pri novom dome. Dnes Eliášove obrazy zdobia svetové galérie. Založil školu pre nepočujúce deti v krajskom meste a podporuje množstvo programov. Dedina je na neho hrdá – náš Eliáš, ktorý počúva srdcom. My s Mirom žijeme v tom istom bielom dome. Každý deň vychádzam na verandu s čajom a pozerám na obraz na stene. Niekedy premýšľam – čo by bolo, keby sme v to júlové ráno nevyšli z domu? Ak som si ho nevšimla? Keby som sa zľakla? Eliáš dnes býva vo veľkom byte v meste, ale každý víkend prichádza domov. Objíme ma – a všetky pochybnosti zrazu zmiznú. Nikdy nepočuje môj hlas. Ale pozná každé slovo. Hudbu nepočuje, ale svoju si vytvára – farbami a líniami. A keď vidím jeho šťastný úsmev, viem: tie najvzácnejšie okamihy života sa odohrávajú v úplnom tichu. Nezabudnite dať like a napísať svoj komentár!
Miško, už päť rokov čakáme. Päť. Lekári hovoria, že deti mať nebudeme. A teraz Miško, pozri!
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014
Svoju lásku nájdeš. Netreba sa náhliť, všetko má svoj čas Polina mala zvláštnu, trochu nezvyčajnú tradíciu. Každý rok pred Silvestrom chodila za vešticou. Keďže žila vo veľkom meste, vždy bola možnosť nájsť novú vešticu bez väčších ťažkostí. Vec sa mala tak, že Polina bola sama. Koľkokrát sa pokúšala nájsť si slušného mladého muža, vždy to bolo márne. Všetkých dobrých chlapov už dávno “rozdali”… – Tento rok stretneš svoju osudovú lásku! – vyhlásila tmavooká veštica a zahľadela sa do trblietavého krištáľu. – Ale kde? Kde ho stretnem? – netrpezlivo sa pýtala Polina. – Každý rok mi hovoríte to isté. Roky plynú a ja svoju lásku stále nenašla. Odporúčali mi vás ako najsilnejšiu vešticu. Žiadam, aby ste mi povedali presné miesto! Inak vám urobím zlú reklamu… – pohrozila dievčina. Veštica pretočila očami, cítiac, že má dočinenia s niekým, koho sa len tak nezbaví. Vedela, že ak jej niečo práve teraz nepovie, bude tu sedieť do večera a zdržovať ostatné záujemkyne o osud. – V stretnutí vo vlaku! – vyriekla so zatvorenými očami. – Práve ho vidím… vysoký blondiak, veľmi pohľadný. Skoro ako z rozprávky… – Jéj! – potešila sa dievčina. – A v ktorom vlaku, a kedy presne? – V predvečer Silvestra! – zabávala sa veštica ďalej. – Choď na stanicu. Tvoje srdce ti samo napovie, ktorým smerom máš kúpiť lístok… – Ďakujem! – šťastne sa usmiala Polina. Polina vyšla z dverí veštice a hneď si zobrala taxík na stanicu. Pri okienku železničnej pokladne už bola o niečo menej nadšená. Zmätene pozerala na odchody vlakov, netušiac, kam si má kúpiť lístok… – Povedzte už! – rozčúlený hlas pokladníčky ju zobudil zo zamyslenia. – Košice… Na tridsiateho decembra. Kupé prosím, – zakoktala Polina. Už si predstavovala, ako sedí v útulnom kupé, popíja čaj, keď sa zrazu otvoria dvere a vojde ON, jej budúci ženích… Doma sa začala rýchlo baliť na cestu, veď jej vlak odchádzal už neskoro večer… Nad následkami cesty nerozmýšľala. Čo bude robiť počas Silvestra v cudzom meste, to ju teraz netrápilo. Chcela len jedno – aby sa proroctvo veštice konečne splnilo. Netrápilo ju nič tak, ako pocit, že je zbytočná. Obzvlášť na sviatky to bolo cítiť. Všetci nakupovali na novoročnú oslavu, obdarovávali sa – všetci, len ona nie… O pár hodín už sedela Polina vo vlaku s pohárom čaju v ruke, presne ako si predstavovala. Stačilo len počkať, kým do poloprázdneho kupé vojde jej princ. – Pozdravujem! – ozvala sa staršia pani, hádzajúc obrovskú tašku na voľné miesto v kupé. – Kde je druhé miesto? – Tu je… – zmätene ukázala Polina na protiľahlú lavicu. – Nie je to omyl? Ste si istá, že je to váš vlak? – Ale veruže je, milá moja, – usmiala sa babička a usadila sa. – Prepáčte, pustite ma cez… – zamumlala Polina. Konečne si uvedomila, akú hlúposť robí. – Prepáčte, chcem vystúpiť! Rozmyslela som si to! – Počkaj, najprv si odložím tašku, – povedala babička, nepochopiac, čo sa deje. – No a je to… Vlak sa pohol, – povzdychla si Polina. – Čo teraz? – Prečo si chcela narýchlo odísť? Niečo si zabudla? – opýtala sa staršia pani. Polina otázku ignorovala a zahľadela sa z okna. Vedela, že babička za nič nemôže, sama si tieto komplikácie spôsobila. Zatiaľ si pani Svätlana Olexandrovna vytiahla z tašky ešte teplé domáce pirohy a začala pohostinne núkať Poline. – Bola som na návšteve u dcéry, – vysvetľovala. – Teraz sa ponáhľam domov, syn so snúbenicou prídu na oslavu Silvestra. – To máte šťastie… Ja asi privítam Nový rok na stanici, – smutne poznamenala Polina. Postupne Polina vyrozprávala babičke celý svoj príbeh. – Ty si ale hlúpa! Načo chodíš k tým šarlatánkam? – pokarhala ju babička. – Svoju lásku určite nájdeš. Netreba sa ponáhľať, všetko má svoj čas… Na druhý deň vystúpila Polina na perón neznámeho mesta. S láskavosťou pomohla svojej spolucestujúcej vystúpiť a ostala stáť, nevediac, kam ďalej. – Ďakujem, Polina! Šťastný Nový rok ti želám! – poďakovala Svätlana Olexandrovna. – Aj vám… – smutne sa usmiala Polina. Žena na ňu pozrela, nevediac, ako ju povzbudiť. Vedela, že privítať Nový rok na stanici nie je práve najlepší začiatok roka. – Polina, poď ku mne! – náhle ju pozvala. – Ozdobíme si stromček, pripravíme sviatočný stôl… – Ale to je také nevhodné… – zahanbene odpovedala Polina. – A sedieť na stanici je snáď vhodné? – zasmiala sa babička. – Poďme! Žiadne výhovorky. Polina nakoniec pozvanie prijala. Svätlana Olexandrovna mala pravdu. Vonku zúrila metelica, nemalo zmysel čakať na stanici. – Samko s Lenkou sú už doma, – usmiala sa žena. Samko z okna videl, ako mamka prišla s taxíkom. Stál už pri výťahu a pomáhal niesť ťažkú tašku. – Ahoj Samko, zlatko. A nie som sama, mám aj hosťa. Je to dcéra mojej dávnej kamarátky, Polinka, – žmurkla na Polinu. – Výborne! – povedal Samko. – Len poďte, Polina, cítite sa tu ako doma. Polina sa pozrela na vysokého, sympatického blondiaka a začervenala sa. Presne taký obraz si v predstavách vyčarovala vo vlaku. Nuž, osud si opäť zavtipkoval… – Kde je Lenkka? – spýtala sa mama. – Mama, Lenka tu nie je a už nikdy nebude. Nechcem o tom hovoriť, dobre? – zamračil sa Samko. – No dobre… – zneistela žena. Večer sedeli spolu za stolom, lúčili sa so starým rokom. – Polina, ostanete u nás dlhšie? – usmial sa Samko a nabral jej šalát. – Nie, ráno odchádzam, – odpovedala smutne Polina. Nechcela odísť z tohto útulného domova tak rýchlo. Mala pocit, že Svätlanu Olexandrovnu a Samka pozná celý život. – Nechápem, kam sa tak ponáhľaš? – rozčúlila sa babička. – Polina, pobudni tu ešte chvíľu. – Fakt, Polina, zostaň. Máme skvelý klzisko, zajtra večer môžeme ísť. Neodchádzaj tak skoro, – poprosil Samko. – Ste ma presvedčili, – usmiala sa Polina. – Rada zostanem. O rok neskôr Silvestra už oslavovali vo štvorici: Svätlana Olexandrovna, Samko, Polina a malý Artem… Veríte vy na silvestrovské zázraky?
Nájdeš si svoj osud. Netreba sa ponáhľať. Všetko príde vo svoj čas. V Miloslave vždy pestovala podivnú
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028
— Ó Dona Alva! — exclamou Mateus. — Quem lhe deu permissão para manter um lobo na aldeia?
Ó Dona Alda! gritou Martim. Quem lhe deu permissão para manter um lobo aqui na aldeia? Ainda me lembro
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03
Не мога да повярвам как съм възпитала така децата си: Година след смъртта на съпруга ми се оказах сама, без пари и с деца, които не забелязват нуждата ми – дадохме им всичките си спестявания за жилища, а сега не се интересуват дали се справям с малката си пенсия и постоянно растящи разходи, въпреки че самите те живеят охолно и не предлагат помощ, докато някога бяхме примерни родители, винаги готови да помагаме на своите родители.
Не знам как успях да отгледам децата си по този начин Преди една година останах съвсем сама.
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067
Libertando-se do domínio materno: Aos 35 anos, Varvara descobre sua força para viver longe do controle da mãe autoritária e encontra felicidade e amor verdadeiro com o apoio de amigos, superando anos de submissão, tristeza e falta de carinho.
Sob o domínio da mãe Aos trinta e cinco anos, Beatriz era uma mulher reservada e, como se costuma dizer
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010
— Babička Alla! — zvolal Matúš. — Kto vám dovolil držať vlka v dedine? Alla Stepanovna sa rozplakala, keď uvidela zničený plot. Už niekoľkokrát ho podopierala doskami a opravovala zhnité stĺpiky, dúfajúc, že plot vydrží, kým našetrí dosť peňazí zo svojej malej dôchodku. Ale neosudil sa! Plot spadol. Už desať rokov sa Alla starala o gazdovstvo sama, odkedy jej milovaný manžel, Peter Andrejovič, odišiel navždy. Mal zlaté ruky. Kým žil, babička Alla nemala žiadne starosti. Peter bol majster všetkého — tesár a stolár. Všetko robil sám, takže nebolo treba volať majstrov. V dedine ho všetci rešpektovali pre dobro a pracovitosti. Spolu prežili šťastných 40 rokov, len o jeden deň nestihli výročie svadby. Udržiavaný dom, bohatá úroda na záhrade, opatrovaný dobytok — to bola ich spoločná práca. Manželia mali jediného syna — Egora, svoju pýchu a radosť. Už ako malý sa naučil pracovať, nebolo ho treba nútiť k pomoci. Keď sa mama vrátila unavená z farmy, syn už stihol doniesť drevo, vodu, zakúril v peci a napojil dobytok. Peter, keď sa vrátil z práce, umyl sa a vyšiel na verandu, aby si zapálil, zatiaľ čo manželka varila večeru. Večery trávili spolu pri stole, rozprávali si novinky z dňa. Boli šťastní. Čas neúprosne plynie, nechávajúc len spomienky. Egor vyrástol a odišiel od rodičov, presťahoval sa do veľkého mesta, získal vzdelanie, oženil sa s mestskou dievčinou Lýdiou. Manželia zakotvili v hlavnom meste. Najprv Egor chodieval za rodičmi na dovolenku, ale potom ho manželka presvedčila, aby dovolenkovali v zahraničí — a tak to bol každý rok. Peter Andrejovič sa na syna hneval, nerozumel jeho voľbe. — Kde sa náš Egor tak unavil? To tá jeho Lýdia mu poplietla hlavu. Načo mu tie dovolenky? Otec smútil, mama tŕpla. Ale čo im zostávalo? Žiť a čakať aspoň na správu od syna. Ale raz Peter Andrejovič ochorel. Odmietal jesť, slabol pred očami. Lekári predpisovali lieky, no nakoniec ho poslali domov dožiť. Na jar, keď sa príroda prebúdzala a v lese spievali sláviky, Peter zomrel. Egor prišiel na pohreb, horko plakal, vyčítal si, že nestihol otca vidieť živého. Zostal týždeň v rodičovskom dome, potom sa vrátil do mesta. Za posledných desať rokov napísal mame len tri listy. A Alla zostala sama. Predala kravu aj ovce susedom. Načo jej teraz dobytok? Krava dlho stála pri dvore babičky Ally a počúvala, ako stará gazdiná hořko plače. Alla sa zatvárala do najvzdialenejšej miestnosti, zakrývala si uši a plakala. Bez mužskej ruky gazdovstvo chradlo. Raz zatekala strecha, raz popukali zhnité dosky na verande, raz vodu zatopila pivnicu… Babička Alla sa snažila robiť, čo mohla. Z dôchodku šetrila na majstrov, občas si poradila sama — veď vyrastala na dedine, všetko vedela. Takto žila, len-tak-tak so všetkým vychádzala, keď sa stala ďalšia pohroma. Alla Stepanovna zrazu začala strácať zrak, hoci predtým s očami problém nemala. Išla do dedinskej predajne a sotva rozlúčila ceny tovarov. Po niekoľkých mesiacoch už takmer nevidela ani tabuľu na obchode. Sestra prišla, pozrela a trvala na vyšetrení v nemocnici. — Alla Stepanovna, chcete ošmaknúť? Spravia vám operáciu a zrak sa vráti! Ale babička sa bála chirurgického zásahu a odmietla cestovať. Po roku skoro úplne stratila zrak. Ale veľmi ju to netrápilo. — Načo mi to svetlo? Televízor nepozerám, len počúvam. Hlasatel číta správy — chápem aj tak. Doma všetko robím po pamäti. Ale občas sa starenka strachovala. V dedine pribudlo neporiadnych ľudí. Často chodievali zlodeji, vkrádli sa do opustených domov, odniesli všetko, čo našli. Babička Alla sa bála, že nemá dobrého psa, čo by odradil nevítaných hostí drsným pohľadom a hromovým štekotom. Spýtala sa poľovníka Šimona: — Neviete, či nemá hajný šteniatka? Mne stačí aj najmenší. Vychovám si ho… Šimon, dedinský poľovník, sa pozrel zvedavo na starenu: — Babi Alla, načo vám šteniatka lajky? Tie sú do lesa. Ja vám doveziem pravého nemeckého ovčiaka z mesta. — Ovčiak bude asi drahý… — Nestojí viac než peniaze, babička Alla. — Tak teda dones. Alla zrátala svoje úspory a rozhodla, že jej vystačia na dobrého psa. Ale Šimon, nespoľahlivý človek, stále odkladal sľub. Babička Alla sa s ním hádala pre prázdne slová, ale v hĺbke duše ho ľutovala. Bol nešťastník — bez rodiny, bez detí. Jeho jediná kamarátka bola fľaša. Šimon, rovesník jej syna Egora, nikam necestoval a zostal v dedine. V meste mu bolo tesno. Jeho najväčšou vášňou bolo poľovanie. Mohol zmiznúť na niekoľko dní v lese. Keď lovná sezóna skončila, Šimon pomáhal po dvoroch. Kopal záhrady, stolárčil, opravoval techniku. Peniaze, čo zarobil u starých babiek, hneď minul za pálenku. Po pitke odišiel do lesa — opuchnutý, chorý a previnilý. O pár dní sa vrátil do dediny s bohatým úlovkom — hubami, bobuľami, rybami, šiškami. Všetko predal za drobné a opäť minul zárobok. Piť a pomáhal aj babičke Alle v gazdovstve — za peniaze. Teraz, keď sa plot zrútil, musela sa naňho opäť obrátiť. — S tým psom ešte musím počkať, — vzdychla Alla Stepanovna. — Najprv musím zaplatiť Šimonovi za plot, peňazí je málo. Šimon neprišiel naprázdno. V batohu mal okrem náradia aj niečo živé. Usmial sa a zavolal babu Alla. — Pozrite, koho som vám priviezol. — Otvoril batoh. Starenka pristúpila a nahmatala chlpatú malú hlávku. — Šimon, to si mi naozaj priniesol šteniatko? — začudovala sa. — Najlepšie z najlepších. Úplne čistokrvný ovčiak, babička. Šteniatko kňučalo, snažilo sa dostať z batohu. Alla Stepanovna spanikárila: — Ale nemám dosť peňazí! Len na plot! — Nebudem ho predsa niesť naspäť, babo Alla! — odbil Šimon. — Vieš koľko tisíc som za toho psa zaplatil? Čo robiť? Starenka musela bežať do obchodu, kde jej predavačka dala päť fliaš pálenky na dlh a zapísala jej meno do dlžnej knihy. Do večera Šimon dokončil prácu s plotom. Babička Alla ho pohostila bohatým obedom a naliala mu pohárik. Alkoholik, rozveselený svojím nápojom, začal mudrovať, sediac za stolom a ukazujúc na šteniatko, ktoré sa schúlilo ku kachliam. — Treba ho kŕmiť dvakrát denne. A kúp mu pevný reťaz — vyrastie zdravý a silný. Rozumiem sa v psoch. Tak sa u Ally doma objavil nový člen — Dunčo. Starenka si šteniatko zamilovala, ono jej odpovedalo vernosťou. Vždy, keď šla Alla na dvor nakŕmiť Dunča, skákal veselo, pripravený oblizovať jej tvár. Len jedno ju trápilo — pes vyrástol obrovský ako teliatko, no nenaučil sa štekať. To Alle Stepanovne vadilo. — Ach, Šimon! Ty podvodník! Predal si mi “pokazeného” psa. Ale čo už, nemôžeš vyhnať takú dobrú dušu. Ani netreba, aby štekal. Susedné psy sa neodvážili na Dunča ani klásť otázky, ktorý za tri mesiace dorástol starej gazdine skoro po pás. Raz do dediny prišiel Matúš, dedinský poľovník, kúpiť si potraviny, soľ a zápalky. Začínala zimná lovecká sezóna, keď chlapi trávili mesiace v lese. Keď prechádzal okolo domu Ally Stepanovny, zrazu zastal, keď uvidel Dunča. — Babička Alla! — zvolal Matúš. — Kto vám dovolil držať vlka v dedine? Alla preľaknuto priložila ruky na hruď. — Preboha! Aká som hlúpa! Ten podvodník Šimon ma oklamal! Hovoril, že je to čistokrvná ovčiak… Matúš vážne jej poradil: — Babička, musíte ho vypustiť do lesa. Inak nastane nešťastie. Oči starenky sa zaliali slzami. Bolo jej veľmi ľúto rozlúčiť sa s Dunčom! Dobrá, milá šelma, hoci vlk. Ale v posledných dňoch bol nepokojný, ťahal reťaz, túžil po slobode. Ľudia v dedine sa naňho dívali s obavou. Nebolo na výber. Matúš odviezol vlka do lesa. Dunčo zamával chvostom a zmizol medzi stromami. Viac ho nikto nevidel. Alla smútila za svojím miláčikom a preklínala podlého Šimona. Ten to tiež ľutoval, lebo mal dobré úmysly. Kedysi, keď blúdil lesom, narazil na medvedie stopy. V diaľke počul žalostné pískanie. Šimon sa chcel už otočiť domov, hoci tam, kde sú medvieďatá, je blízko aj medvedica. Ale zvuk nebol medvedí. Rozhrnul krovie, a našiel noru. Vedľa ležala mŕtva vlčica, okolo nej roztrhané vlčatá. Evidentne medveď zaútočil na ležisko. Iba jedno mláďa prežilo, schované v nore. Šimonovi bolo siroty ľúto. Vzal ho so sebou, potom rozmyslel, že ho podsunie babičke Alle, aby sa oň starala. Myslel, že keď vlk podrastie, utečie do lesa. Medzitým by našiel babičke pravého psa. Ale všetko pokazil Matúš. Šimon pár dní chodil okolo jej domu, neodvážil sa vstúpiť. Vonku zúrila zima. Alla kúrením vyhrievala izbicu, aby v noci neumrzla. Zrazu niekto zaklopal. Starenka posúrila otvoriť. Na prahu stál cudzí muž. — Dobrý večer, babička. Môžem tu prespať? Šiel som do susednej dediny a zablúdil som. — Ako sa voláš, milý? Už slabšie vidím. — Boris. Alla sa zamračila. — Zdá sa, že u nás Borisov niet… — Nebývam tu, babička. Nedávno som kúpil dom. Chcel som ho pozrieť, ale auto zapadlo. Musel som ísť peši, a taká vánica! — Ty si kúpil dom po nebohom Danišovi? Muž prikývol. — Presne tak. Alla pozvala cudzinci dnu, pripravila čaj. Nevšimla si, ako nenásytne si premeral starý príborník, kde dedinčanky skrývali peniaze, zlato. Keď babička obsluhovala pri sporáku, hosť začal hrabať v príborníku. Alla začula škrípanie dvierok. — Čo tam hľadáš, Boris? — Veď bola peňažná reforma! Pomáham vám zbaviť sa starých peňazí. Starenka sa zamračila. — Lož. Žiadna reforma nebola! Kto si? Muž vytiahol nôž, priložil jej k brade. — Mlč, starenka. Daj peniaze, zlato, jedlo! Allu zalial strach. Pred ňou bol zločinec, ktorý sa skrýval pred políciou. Teraz je jej osud spečatený… V tom sa rozleteli dvere. Vletel obrovský vlk a skočil na zločinca. Ten zreval, ale hrubý šál ho uchránil pred zahryznutím. Lúpežník vytiahol nôž a bodol vlka do pleca. Dunčo uskočil, zlodej to využil, aby utiekol. V tej chvíli šiel okolo domu Šimon, chystal sa ospravedlniť. Pri dvore uvidel muža s nožom, ktorý utekal a nadával. Šimon sa rozbehol k Alle, tam na podlahe ležal zakrvavený Dunčo. Všetko pochopil a utekal za policajtom. Lúpežníka chytili. Súd mu dal ďalší trest. A Dunčo sa stal hrdinom dediny. Ľudia mu nosili jedlo, zdravili ho. Vlk už nebol na reťazi, mohol byť voľný. Ale vždy sa vrátil k babičke Alle, chodil so Šimonom z poľovačky. Raz uvideli pred domom čierne SUV. Na dvore niekto rúbal drevo. Bol to syn Ally — Egor. Keď zbadal starého známeho, rozprestrel náručie. Večer sedeli pri stole, Alla žiarila šťastím. Egor ju prehovoril, aby išla do mesta na operáciu, aby si vrátila zrak. — Nuž, keď musím… — vzdychla starenka. — V lete príde vnuk, chcem ho vidieť. Šimon, postaraj sa o dom aj o Dunča. Áno? Šimon prikývol. Dunčo sa uložil k peci, spokojne položil hlavu na laby. Jeho miesto bolo tu, blízko priateľov. Nezabudnite sledovať našu stránku, aby ste neprišli o ďalšie zaujímavé príbehy! Podeľte sa o svoje myšlienky a dojmy v komentároch, dajte nám like!
Babička Hela! ozval sa Maťo. Kto vám dovolil držať vlka v dedine? Hela Štefanová sa rozplakala, keď uvidela
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05
„Децата ѝ съсипаха всичко на нашата сватба!“ – оплакваше се моята приятелка Не бях поканена на сватбата на Елена, въпреки че бяхме доста близки. Поздравих я около месец по-късно, срещнахме се в кафе, където ѝ подарих подарък. Разбира се, помолих я да разкаже как е минала сватбата и тържеството, но после съжалих. Почти цялата история за това голямо събитие беше изградена върху коментари за поведението на децата на сестрата на съпруга ѝ, които тя довела със себе си, въпреки че всички гости били предварително предупредени, че децата трябва да останат вкъщи. По някаква причина Елена смятала, че децата не трябва да присъстват на церемонията. Приятелката ми много внимателно подходила към планирането на сватбата, дори определила кой до кого да седне. Така организирала всичко, че за деца просто нямало място. Трябва да отбележа, че сестрата на съпруга на Елена е разведена и с бившия си се разделили само няколко месеца преди сватбата. На самотна майка с две деца определено ѝ е било изключително трудно да ги остави сами за по-дълго време. Тяхната баба, свекървата на Елена, също трябвало да присъства на сватбата, а наемането на гледачка било едновременно скъпо и стресиращо – все пак, кой знае кой ще остане с децата? Преди сватбата Елена няколко пъти се срещала с бъдещата си зълва и я убедила, че въпросът с децата трябва да се реши някак си. Не уточнила как, и всъщност не се е занимавала повече с това. А зълвата се появила на сватбата с децата си, които според Елена били доста невъзпитани дори по време на церемонията. Свекървата, като видяла, че Елена е раздразнена, се опитала да изглади нещата и бързо уредила с управителя на ресторанта две допълнителни места. Останалите гости налели масло в огъня – някои с намеци, други съвсем директно питали младата булка: „А защо всички не можеха да дойдат с децата си?“. Разбира се, такива въпроси и намеци смаяли Елена и тя трябвало да измисля нещо, за да успокои възмутените гости. Мисля, че въпреки цялото си въображение, Елена не се сетила да покани аниматор за децата и да организира детски сладкарски бар, така че малчуганите да се чувстват свободно и да не пречат на никого. Ако булката организира сватба не само за себе си, но и за хората, които обича, трябва да вземе предвид мнението и възможностите им. Не коментирах възмущението на Елена, за да не изострям отношенията ни, но от реакцията ми тя разбра, че всъщност не одобрявам предразсъдъците ѝ спрямо деца на сватбата.
“Техните хлапета ми разбиха цялата сватба!” оплакваше ми се моята приятелка Не получих покана
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0113
Como escrevo isto sem parecer novela barata? A verdade é que esta foi a atitude mais descarada que alguém já teve comigo. Vivo com o meu marido há anos, e a outra protagonista desta história é a mãe dele, que sempre se intrometeu demasiado no nosso casamento. Até agora pensava que era daquelas mães que só querem ajudar, mas afinal não é bem assim. Há uns meses ele convenceu-me a assinar papéis para uma casa. Disse-me que finalmente íamos ter algo nosso, que pagar renda era uma estupidez e que se não aproveitássemos agora depois íamos arrepender-nos. Eu fiquei feliz, porque sempre sonhei ter um lar, não viver entre malas e caixas. Assinei sem desconfiar de nada, acreditando que era uma decisão de família. O primeiro sinal estranho foi quando ele começou a tratar de tudo nas instituições sozinho. Sempre dizia que não valia a pena eu ir, que só ia perder tempo e era mais fácil para ele. Voltava com dossiês que guardava no corredor, mas nunca queria que eu os visse. Se perguntava alguma coisa, explicava com termos complicados, como se eu fosse criança e não percebesse nada. Achei que era típico dos homens querer controlar essas coisas. Depois começaram os jogos financeiros “pequenos”. De repente era mais difícil pagar as contas, apesar dele ter o mesmo salário. Convencia-me a dar mais dinheiro “porque a situação exigia”, mas dizia que depois se compensava. Comecei a pagar supermercado, parte das prestações, obras, mobília, porque afinal estávamos a construir “nosso” lar. Em certo momento já não gastava nada comigo, mas achava que valia a pena. Um dia, enquanto limpava a cozinha, encontrei debaixo das guardanapos uma folha dobrada em quatro. Não era recibo de luz ou coisa do género. Era um documento oficial, com carimbo e data, e dizia claramente quem era o proprietário. Não era o meu nome. Nem o dele. Era o nome da mãe dele. Fiquei ao lado do lava-loiça a ler as linhas duas, três vezes, porque não queria acreditar. Eu pagava, fazíamos crédito, renovávamos a casa, comprávamos as coisas, mas afinal a dona era a mãe dele. Fiquei a tremer, com uma dor de cabeça horrível. Não era ciúmes, era humilhação. Quando ele chegou, não fiz cena nenhuma. Pus o papel na mesa e só olhei para ele. Não perguntei com jeito nem pedi explicações. Só olhei, porque já estava farta de manobras. Ele não se surpreendeu. Nem disse “o que é isso?”. Só suspirou, como se eu fosse o problema por ter descoberto. Aí veio a explicação mais descarada que já ouvi. Disse-me que era “mais seguro assim”, que a mãe era “garante”, que se algum dia algo corresse mal entre nós, a casa não seria dividida. Disse aquilo com uma calma como se me explicasse porque comprámos máquina de lavar em vez de secadora. Eu só queria rir do desespero. Aquilo não era investimento de família. Era um plano para eu pagar e no fim sair só com uma mala de roupa. O pior não foi o papel. O pior foi perceber que a mãe dele sabia tudo. Porque nessa mesma noite ligou-me e falou como se eu fosse inconveniente. Explicou que “só estava a ajudar”, que a casa tinha de estar em “mãos seguras” e que eu não devia levar as coisas a peito. Imagina: eu a pagar, a abdicar, a fazer sacrifícios — e ela a falar de “mãos seguras”. Depois comecei a investigar, não por curiosidade, mas porque já não confiava. Vi os extratos, transferências, datas. Descobri que além do nosso crédito havia outra dívida paga com o meu dinheiro, uma dívida antiga da mãe dele, que ele nunca mencionou. Resumindo: não só pago uma casa que não é minha, como também paguei uma dívida alheia disfarçada de necessidade de família. Nesse dia caiu-me a ficha. De repente tudo fez sentido — as intromissões da mãe, as defesas dele, eu sempre “incompreensiva”. Parceria? Decisões familiares? Era entre eles, e eu era só quem financiava. O mais doloroso foi perceber: fui conveniente, não amada. A mulher que trabalha, paga e não pergunta muito, para manter a paz. Mas a paz era deles, não minha. Não chorei, nem gritei. Sentei-me no quarto e fiz contas. Vi preto no branco quanto dei, quanto paguei, quanto sobrou para mim. Pela primeira vez percebi quantos anos esperei e como fui usada, não pelos euros, mas por ter sido feita de tonta com um sorriso. No dia seguinte fiz o que nunca imaginei: abri uma conta só em meu nome e transferi todo o meu dinheiro para lá. Mudei todas as passwords, cortei o acesso dele ao que é meu. Parei de dar dinheiro “para o lar”, porque o lar afinal só existia para eles. E comecei a juntar documentos e provas, porque já não acredito em histórias. Agora vivemos sob o mesmo teto, mas sou sozinha. Não o expulso, não peço, não discuto. Só olho para aquele homem que me escolheu como caixa eletrónica ambulante, e para aquela mãe que se sente dona da minha vida. E penso quantas mulheres já passaram por isto e disseram “fica calada, para não piorar”. Mas pior do que ser usada enquanto te sorriem… não sei se existe. ❓ E se descobrires que anos a pagar por uma “casa de família” afinal deram propriedade só à mãe dele e tu és só o elemento conveniente, saías logo ou lutavas para recuperar tudo?
Não consigo encontrar palavras que não soem a um melodrama barato, mas o que aconteceu comigo foi uma
Внук крои план за изгонване, но баба продава апартамента без капка угризения Когато баба разбира, че внукът ѝ иска да я изхвърли от апартамента, тя го продава без колебание.
Когато баба Мариета изведнъж разбра, че внукът ѝ замисля да я изхвърли от апартамента, тя го продаде