Tulipas: Beleza e Elegância das Flores que Encantam Portugal

Tulipas

Nossa Senhora, que encanto! Dona Madalena, a senhora é mesmo uma fada!

As tulipas de várias cores faziam os olhos brilharem. Beatriz sabia bem quanto esforço aquela beleza tinha custado a Dona Madalena. Eram já anos a fio de dedicação, desde que a vizinha pegara naquele pátio cinzento e o transformara num autêntico jardim. Até o parque infantil, para onde Beatriz ia agora com a pequena Leonor, era obra de Dona Madalena. Era uma mulher com o dom de tornar tudo bonito! O pátio parecia outro: limpo, amplo, arejado. E as flores que assunto à parte! Cada uma plantada pelas próprias mãos de Dona Madalena. E Beatriz já ali morava há uns bons quinze anos, desde que os pais trocaram Lisboa pela cidade invicta do Porto, nunca vira ninguém ali a plantar flores. Só Dona Madalena. E isso nem tinha começado assim há muitos anos. Foi depois que ficou viúva que se pôs à jardinagem.

Não é fácil ficar sozinha naquela idade. O filho mora longe e não havia mais ninguém em quem apoiar-se. Dona Madalena sempre recusou a mudar-se para a casa do filho em Lisboa. O Porto era raiz e memória, terra de infância, doçura e saudade. Além disso, o filho já tinha o seu rumo, família própria e com a nora também nunca houve grande aproximação. Ela tinha mãe por perto, e ajuda não lhe faltava. E Dona Madalena? Boa senhora, mas sempre sentiu-se um pouco de fora.

Dona Madalena nunca foi de lamentar-se para Beatriz, mas esta bem via a tristeza nos olhos da vizinha. Era notório; estar só custa.

Beatriz sabia bem disso. Depois da separação do primeiro marido, quase enlouqueceu de dor. Até podia ter salvo o casamento bastava engolir uma traição leve mas como ignorar se a “amiga” era a Vera, com quem tinha crescido, lado a lado, desde a escola primária?

Beatriz olhou nos olhos de Vera, recolheu as chaves de casa do marido, e entregou-se à sua tristeza. Chorou copiosamente durante quase uma semana, até tirou férias sem vencimento para poder sofrer à vontade.

Porém a tristeza não chegou ao fim que Beatriz julgava. Sentada abraçada a um balde de gelado, de olhos inchados, quase explodindo de raiva, ouviu um bater insistente à porta. Nem lembrou que podia ser perigoso abrir, só pensou: algo de grave se passa!

Beatriz puxou as calças de ganga e foi abrir.

Aquela Dona Madalena apavorava de ver. Sempre a conhecera serena, senhora de si, sorriso calmo, passeando pelo pátio, cumprimentando vizinhos e parando junto de cada criança.

A Matilde já dorme bem? E o Francisco, ainda tem cólicas? Então e leite para o Pedro, Leonor?

Pediatra de alma e profissão. Olhava por todos, sempre com entrega e peito aberto. Assim era Dona Madalena.

Mas aquela hora, ante Beatriz, já não era propriamente ela. Uma mulher despenteada, consumida pela dor. Ao ver Beatriz, pareceu por um instante afastar-se do seu sofrimento e perguntou, seca:

O que se passa contigo, Beatrizinha? Por que estás assim lavada em lágrimas? Sentes-te mal?

E Beatriz voltou do fundo do poço onde tentara esconder-se da mágoa. Chega! Podia estar mal, mas Dona Madalena estava pior. E por motivo bem mais pesado.

Era mesmo verdade. Uma coisa é perder um marido para outra pessoa dói, mas ele está vivo. Outra coisa é perder para sempre. Não há volta possível.

O marido de Dona Madalena nem esperou pelo INEM. Já era hábito recusar ir ao médico, confiava que passasse com uns comprimidos. Depois, foi tarde. Quando chegaram…

Dona Madalena, que todas as manhãs ia ao mercado comprar queijo fresco e legumes, encontrou o marido caído, junto à porta. Talvez tenha tentado descer-lhe ao encontro, mas as escadas venceram-no.

Naquele dia, Beatriz só teve tempo de agarrar o telemóvel, vestir a gabardina e sair atrás da vizinha.

Só voltou de noite. Deitou fora o gelado, arrumou a casa, ficou horas sentada na cozinha, passando os dedos à volta da chávena de chá frio. Pensava.

No dia seguinte, reuniu papéis e pediu o divórcio. Não se pode adiar a vida. Por mais que se sofra, há que caminhar. Ou avança-se, ou fica-se preso, e isso só traz mágoas. Só se vive uma vez parece cliché, mas é verdade. Nenhum instante se repete. Para quê desperdiçar com rancores? O melhor é sacudir o pó dos pés e seguir.

Conseguiu. Passo após passo, saiu do buraco para onde se tinha atirado.

Novo emprego, novo amor… não foi fácil. Mas agora tinha Diogo e Leonor, e afinal a vida dava novas cores.

Já Dona Madalena, não estava assim tão bem. Do luto recuperou, quanto se pôde recuperar. Tudo se aprende a suportar. Mas Beatriz via que da antiga Madalena bem-disposta restava pouco: só uma sombra apagada.

Sorria, perguntava das crianças às vizinhas, mas Beatriz percebia: era automático. O calor daquela mulher antiga já não habitava o sorriso. Estava gelado.

Ano vai, ano vem… Beatriz soube que Dona Madalena reformara-se e quase que se fechara na sua quinta, já lá para os lados de Braga. Mas até esse refúgio acabou por vender, quando o filho precisou de dinheiro para a compra do apartamento em Lisboa. Como não ajudar? Filho único…

Depois daquela venda, Beatriz decidiu que não podia simplesmente largar alguém com quem tanto partilhara. Não se abandona quem está sempre pronto a correr por ti, seja para medir a febre à tua filha, seja para um conselho. Não era justo virar costas a quem sofre.

Via que aos vizinhos pouco interessava o que se passava para lá das portas alheias. Cada um com as suas cruzes. Mas os pais de Beatriz ensinaram-na de outro modo.

Nunca deixes alguém desamparado, Beatrizinha! Faz pelo pouco que puderes. Depois, quando precisares, há de aparecer alguém para te dar apoio, nem que seja uma palavra. Às vezes, é tudo o que precisamos: uma mão ou palavra amiga.

Beatriz sempre seguiu este princípio. Para ela, família era isto: cada um pelo outro, como nas histórias do folclore português. Mesmo depois dos pais terem ido morar para perto da irmã, nos arredores de Vila Nova de Gaia, Beatriz falava com eles todos os dias; não por obrigação, mas por amor consciente. Era importante sentir-se amada e lembrada.

Só palavras não chegavam para Madalena. Escutava, assentia, mas via-se-lhe a alma a esvair-se. Emagreceu, ficou pálida, quase não aparecia no pátio.

Custava-lhe viver assim, sem esperança. Sobrevivendo, só.

O filho não voltaria para o Porto a vida seguia em Lisboa. Do passado, restava o ocasional cuidado com crianças vizinhas e raras conversas com amigas cada uma já com a sua família, netos e rotina própria.

Restava-lhe a solidão. Quando a televisão se desligava e a noite vinha em silêncio pesado, apetecia-lhe uivar de tristeza.

Beatriz percebeu que as conversas de nada serviam depois delas, Madalena sumia ainda mais. Se palavras não ajudam, será preciso agir, pensou Beatriz. Ao menos um motivo que a desafie.

A resposta veio por acaso. O marido costumava surpreendê-la com pequenos presentes, mas naquela vez, ao trazer-lhe uma grande braçada de tulipas, próxima do nascimento da filha Leonor, Beatriz teve um estalo: “Eureka!” Diogo assustou-se, achando que era maluquice gravidica, mas Beatriz explicou o plano. No dia seguinte, bateu à porta de Dona Madalena, empurrando discretamente com o pé uma caixa cheia de bolbos de tulipa, comprada naquela manhã. Diogo desapareceu a seu pedido.

Deixa que trato disto!

O plano resultou.

Beatriz contou-lhe, quase convencendo-se, que não resistira à velhinha da praça a vender flores Agora tinha um problema, porque não sabia o que fazer com tantas tulipas.

Depois lembrei-me das suas tulipas, Dona Madalena! Aqueles ramos lindos que tantas vezes trouxe à minha mãe! Salve-me! O nosso pátio está triste Não quer plantar flores connosco? Fica lindo! Só que eu não percebo nada e, neste estado… Beatriz alisou a barriga de grávida, juntando as mãos como quem implora.

Dona Madalena mexeu nas bolbos, ameaçou Beatriz com o dedo, e pela primeira vez em muito tempo, deixou esboçar um sorriso.

Vai ficar um encanto! Mas, Beatrizinha, só tulipas não chegam. Elas passam depressa. Há que pensar noutros canteiros para termos cor não só umas semanas por ano.

Assim começou a transformação do pátio nos “jardins do paraíso”.

Ao início, ninguém parecia morrer de amores pela jardinagem, mas para comprar plantas e sementes, ninguém se acanhou. Beatriz tratava das compras. Logo depois nasceu Leonor e Dona Madalena assumiu a liderança de tudo.

Mas ainda não se contentou só com flores: com seus velhos contactos, convenceu a câmara a montar um parque infantil e bancos bonitos junto às portas.

O pátio renasceu.

Os homens, no início desconfiados com tantas mudanças, logo se juntaram, construíram vedações e, ao olhar para as cercas branquinhas, Dona Madalena chorava de alegria.

Agora vivia lá fora: plantava, regava, pintava, arrumava. Voltou-lhe a energia, o ânimo. Beatriz passeava a filha em volta do jardim, agradecendo internamente ao marido por aquelas tulipas que semearam esperança.

Depois Leonor aprendeu a andar e Beatriz começou a trazer a filha para ver as primeiras tulipas da primavera no canteiro de Dona Madalena.

E ali estavam elas!

Beatriz parou, sem palavras diante do jardim, soltou a mão de Leonor por um segundo, e a menina logo disparou em corrida.

Leonor! Beatriz correu atrás da filha, tentando detê-la antes que atingisse o passeio.

Dona Madalena endireitou-se, largou a trincha com que pintava a cerca, e riu:

Agarra-a, Beatriz! E ainda reclamas que não tens tempo para ginástica!

Ai não me diga! Beatriz apanhou Leonor, que gritava, fugindo dos beijos da mãe. Onde é que vendem meninas tão rápidas?

Bem ágeis, Beatriz Mas já reparaste que ela corre sempre em bicos de pés?

Já, sim. Até em casa parece bailarina, descalça. Isso é mau?

Leva-a ao neurologista, só por descargo de consciência. Melhor prevenir.

Conhece alguém de confiança?

Vou pensar. Passa cá à noite, dou-te o contacto se arranjar alguém sério. Quase toda a minha geração está agora nas quintas, a cuidar dos netos, se não for dos bisnetos! Dos mais novos conheço poucos. Faço um telefonema ou outro.

Que telefonema?

Sabes o “rádio de trazer por casa”, Beatrizinha? Pergunto aos meus, pode ser que recomendem antigos alunos. Logo vejo!

Obrigada!

De nada, filha. Como está tudo por casa?

Bem, o Diogo anda sempre a trabalhar. Praticamente não o vejo. Sai cedo, chega tarde…

Não faz mal, Beatriz! Antes assim do que no sofá o dia todo. Mas olha, muita gente queixa-se do mesmo, especialmente quando têm o primeiro filho. É natural, falta de atenção, saudades. Dá discussão. Mas nada de bom vem das zangas. O homem pode nem perceber ele também sente o peso, mas de outro modo. Em vez de gritar, faz melhor abrir o coração, mas sem atacar.

Eu tento. Por vezes desabafo demais. E o Diogo é ótimo, mas acabo por perder a cabeça… E não sei como parar.

É só contar. Queres falar, diz, mas sem barulhos! Primeiro dá-lhe jantar, oferece um cházinho e depois desabafa com sabedoria.

Como assim?

Ora! Não acuses o homem fala das circunstâncias! Se disseres que é mau marido porque não tem tempo, não resulta. Mas se disseres que tens saudades, que a filha o espera junto à porta, até ele amolece. A diferença está nas palavras; assim evitas discussão. Eu e o meu António tivemos isso sempre em conta. Quase meio século juntos só nos zangámos a valer uma vez.

Porquê?

Nem vais acreditar! Por causa de um cão! O filho queria um cachorro, eu não queria. Sabia que ia calhar tudo a mim. Quando, se já tinha casa, trabalho, criança? O marido então ainda viajava muito, quem ia passear o bicho?

Acabaram por adotar?

Não houve remédio.

E sobreviveram?

E de que maneira! Perdi quase dez quilos! O cão era irrequieto, precisava de duas horas de corrida. Se não era assim, rebentava com a casa. Rejuvenesci com tanta ginástica. Com o filho ainda pequeno, nem dava para confiar, só aos fins de semana quando o pai vinha. E curiosamente, o bicho esperto percebeu: começou cedo a acordar-me a mim daquele jeito, sabia que se eu descesse, mais ninguém precisava sair do quentinho.

Que esperteza! Beatriz riu.

Era igual a mim! Dona Madalena afastou o pote de tinta para longe de Leonor. Para a tua mãe não ter dores de cabeça depois!

Despediu-se e levou a filha à pracinha. Baloiço, caixa de areia, cantares de roda como sempre.

Quase a chegar ao prédio, Beatriz gelou ao ver o estado do jardim e tapou a boca com a mão para não gritar, assustando a filha.

Dona Madalena já tinha terminado de pintar e estava em casa. No jardim, agora, uma «pessoa» nova fazia das suas. Duas, para dizer a verdade. Um menino, pouco maior que Leonor, fazia estragos a maior parte das flores já arrancadas, outras esmagadas sob os pés pequenos.

Beatriz olhou para outro jardim, em frente ao prédio do lado: igual, pura devastação.

A mãe do pequeno vândalo estava ali, sorridente, a ver o espetáculo.

O que se passa? Beatriz mal reconheceu a própria voz.

Como assim?

Olhou-lhe nos olhos azul-claros de espanto e veliude.

Porquê deixar o seu filho estragar as flores?

Porquê não?

Não pode ser!

Para quem? Para o meu filho? Quem tem o direito de lhe negar descobrir o mundo? Você?

Acha que isso é descoberta, destruir?

Tentou manter-se calma. Não podia gritar Leonor podia assustar-se.

Claro que sim. Descobrir é mexer no mundo tal como ele é. As flores existem para apanhar.

Estas foram plantadas e cuidadas por alguém, não são do campo!

Oh valha-me Deus, tanta asneira! Não se apoquente tanto! Só são tulipas. Novas podem crescer.

O fio de paciência de Beatriz partiu. Preparou-se para confrontar aquela senhora arrogante.

O choro alto de Leonor devolveu-lhe o senso.

Quase partira para uma cena, mas apanhou a filha nos braços e pegou no telefone.

Retire o seu filho já daqui. Ou chamo a GNR! Beatriz falou baixo, mas a vizinhança já espreitava.

Agora está tudo muito sensível! Mal se pode argumentar que ameaçam com a polícia! Faça favor!

A mulher retirou dali o menino a protestar.

Agora sim, ficou traumatizado! ironizou.

Pouco me importa Beatriz respondeu baixinho, mas junto já se encontravam outras vizinhas, indignadas. Saia daqui.

Acompanhando a mulher ir embora, Beatriz ouviu atrás de si:

Que foi isto? Porquê, Beatrizinha? Eu…

Dona Madalena estava ao degrau, de regador e um pastel de nata para Leonor na mão.

Beatriz ia responder, mas Madalena abanou a cabeça, pousou o regador e entrou parecia que lhe tinham posto o mundo aos ombros.

Tonta, Beatriz tentou segui-la, mas entre lágrimas de Leonor, acabou por desistir. Depois, tentou novamente falar com Madalena, mas ninguém abriu a porta.

Voltou para casa, passou um SMS ao filho, Pedro.

Eu já lhe ligo, obrigado.

Nunca uma chamada foi esperada com tanta ansiedade por Beatriz.

A minha mãe está bem. Só não quer falar com ninguém. Está muito triste. O que se passou? Ela só pediu que eu não me preocupasse.

Beatriz explicou o sucedido e prometeu manter-se atenta.

Sei que a sua esposa está grávida. Não se preocupe, tentarei resolver.

Quem “nós”? Acha mesmo que não devo ir?

Espere um pouco. Acho que tenho uma ideia. Se não resultar, aviso logo.

Obrigado, Beatriz…

Nessa noite, Leonor ficou com o pai. E Beatriz foi de apartamento em apartamento, explicando o que planeava. Quase todos aceitaram ajudar.

No dia seguinte, o pátio encheu-se de vizinhos prontos a replantar. Sacos de flores, bolbos e terra passaram de mão em mão. Depois, Beatriz pediu a Diogo que levasse para casa a filha e permaneceu ali, até noite, cuidando dos novos canteiros.

Aquilo era mais do que um jardim; era uma lição para a filha. Quando viu Leonor assustada pelo menino, percebeu: não podia permitir que a filha crescesse com medo, acreditando que a beleza se pode destruir sem consequência. Tomou a decisão então. Se não fizesse nada, aquele medo ficava sempre em Leonor.

Por isso, abriu caixa a caixa, olhando para a comunidade que se unia, agradecendo no íntimo o marido pelas tulipas da esperança.

Sábado chegou, Beatriz subiu com todo o cuidado até Dona Madalena.

Dona Madalena, por favor abra! Preciso muito da senhora!

Depois de longa espera, ouviu o clique do trinco. Quando viu os olhos apagados de Madalena, Beatriz quase chorou.

O que foi, Beatriz? A Leonor está doente?

Não, graças a Deus. Mas preciso da senhora, agora. Peço-lhe, venha comigo!

Com poucas palavras, já sem saber como mais convencer, viu Dona Madalena vestir o casaco.

É urgente? Estou em baixo de forma…

É, muito.

O sol fê-la fechar os olhos assim que saiu.

Beatriz, espera um pouco, não vejo nada!

Foi recebida por silêncio. Piscou os olhos e, ao focar, perdeu o fôlego. Quis respirar, mas as lágrimas não deixavam. Não via, já não por causa do sol, mas da emoção.

Tulipas… Um mar de tulipas! Os jardins e canteiros novos cobertos de cor.

Mas que maravilha é esta!? De onde saiu isto tudo?

Venha cá, Dona Madalena! Beatriz amparou-a até ao banco. Perdoe-nos não termos conseguido proteger o que plantou todos estes anos. Aconteceu tudo depressa e é difícil explicar a quem não quer entender. Mas sabe uma coisa?

O quê, Beatrizinha?

Nós percebemos o valor do que fez por nós. Veja, aqui estão os seus antigos pacientes, e os pais das crianças que a senhora cuidou em outros tempos. Muitos têm já filhos próprios como eu. Queremos que saiba que ninguém tem direito de magoá-la. Apresentámos queixa, mas creio que o mais importante é isto: agora há mais jardins para cuidar. E ajudaremos! Basta que a senhora continue connosco, com o seu dom de fazer crescer o impossível. Nem os cactos resistem e até limões e palmeiras já vi a senhora a criar. Não nos abandone, sim?

Oh, Beatriz obrigada Dona Madalena enxugou as lágrimas e levantou-se.

Sumia, de um instante ao outro, a mulher triste do corredor.

Vamos ver o que aqui plantaram! Isso é o que mais quero!

Оцініть статтю
Додати коментар

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!:

12 − two =

Tulipas: Beleza e Elegância das Flores que Encantam Portugal
Volám sa Stefánia, mám 68 rokov a dlhé roky som verila, že pre svoje deti robím to najlepšie, čo som…