Ó pá, assim não se pode viver! Isto não está certo! O Rodrigo correu para o quarto do pai.
O que se passa agora? Por que dizes isso? Quem te meteu essas ideias? O nosso orientador da escola.
Continua, explica-te lá melhor. Eu vou-te mostrar. Vou para a cama e tu finges que me vais acordar de manhã.
Mas para que é isso? Vais perceber tudo!
Está bem, pronto… Rodrigo, acorda! Está na hora de ir para a escola, anda lá.
Estás a ver! Todos os dias oiço a mesma coisa. Os pais deviam acordar os filhos com carinho, para eles sentirem que são amados. E deviam sorrir!
Deixa lá a tua mãe fazer-te sorrir, que eu não tenho tempo para isso.
Não gostas de mim? Mas que raio, o que é isso agora?
O pai começou a ficar irritado.
Não é disparates, pá. Se não queres que eu te trate mal quando fores velho, tens de mostrar que gostas de mim. Vá, tenta acordar-me outra vez.
Está bem. Vá, miúdo reguila, acorda! Vais chegar atrasado à escola.
Que sono!!!
Pronto meu querido, acorda lá o pai fez-lhe uma festinha na cabeça e deu-lhe um beijo na testa.
Viva!!! Senti o teu carinho.
Já chega desta brincadeira. Mostra-me as tuas notas.
Agora não, pai. Já não tens tempo, vais chegar atrasado ao trabalho.
Não faz mal. Ora vê lá, um belo 10. Tanto a Português como a Matemática.
Mas a Psicologia tive 20!
E vais ser psicólogo, Rodrigo? Ouve filho, meu campeão, enquanto não melhorares as notas, nem penses em falar ao telefone. Senta-te e estuda até a mãe chegar.
O Rodrigo ficou a chorar e o pai tentou consolá-lo:
Disseste para sorrir então vá, sorri também tu!







