Jedna staršia pani mala psíka.

Jedna staršia žena z Bratislavy mala psíka. Jej syn jej daroval mimoriadne drahého, maličkého psíka, úplne drobného. Po infarkte, ktorý prekonala, jej ho kúpil, aby mamu psychicky podržal a trochu rozptýlil od smutných myšlienok. A, čuduj sa svete, naozaj to zabralo.

Starenka úprimne, bola to už naozaj starenka sa začala cítiť lepšie. Stav sa jej zlepšoval! Každé ráno chodila na prechádzky so svojou Drahunkou; viedla ju na tenučkom vodítku alebo ju nosila v špeciálnej taške. Drahunka lebo bola taká drobnučká, že sa jej dotkla dlaňou, a už viac nebolo treba. Psík bol veľmi prítulný, poslušný, hravý.

Raz, keď sa starenka s Drahunkou prechádzala po petržalskom sídlisku, zastavilo vedľa nich auto. Mladý muž a dievča z neho vystúpili, veľmi ich zaujal Drahunkin rozkošný výzor. Poprosili, či si môžu psíka pohladkať. Pani Terézia váhala, nechcela dovoliť cudzím ľuďom dotýkať sa jej psíka, ale bolo jej trápne odmietnuť. Podala teda Drahunku k oknu auta. Dievča ju okamžite schmatlo a chlapec okamžite dupol na plyn.

Starenka začala utekať za autom, kričala a plakala zúfalstvom. Potkla sa, tvrdo spadla na chodník a stratila vedomie. Susedia pribehli, privolali záchranku a odviezli ju v bezvedomí do nemocnice. Jej syn, Juraj, za ňou prišiel a našiel svoju slabú mamu s modrastými perami, ktorá so slzami v očiach šepkala len meno svojej Drahunky. Plakala a šeptala: Drahunka… Drahunka…

Juraj ak chcete vedieť vypátral tých mladých ľudí. Susedia si zapamätali auto a spoznali aj po kom chodia. Juraj oslovil svojich kamarátov jeden z nich robil u polície. Nebol to pre nich problém zistiť, kde býva majiteľ auta. Obrovská nová vila na Kolibe, drahé auto zaparkované pred domom ten človek nemal o peniaze núdzu.

Juraj sa pred dom vybral. Donútil ich otvoriť spôsob nie je dôležitý a tam uvidel Drahunku. Psík bol v strašnom stave: od dňa únosu nič nejedol ani nepil, len nariekal a napokon už ani to nie, len ticho kňučal. Ukradnutý psík bol zlodejom skôr na príťaž chceli sa s ním hrať a baviť sa, no dostali len vystresované, choré zvieratko.

Juraj Drahunku vzal. Nezáleží na tom ako, ale jednoducho ju zobral späť k mame. Zlodejom už aj tak bola ľahostajná nebola pre nich radosťou, skôr bremenom.

Pani Terézia sa šťastne uzdravila. Aj Drahunka sa dostala z najhoršieho. Odvtedy sa spolu prechádzajú ešte opatrnejšie, k cudzím nejdú ani na krok, a keď niekto cudzí prichádza, Drahunka sa okamžite ukrýva v taške. Našťastie všetko dobre dopadlo.

Chcela by som povedať len toto: nikdy nekradnite cudzie šťastie. Cudziu lásku. Možno práve to je všetko, vďaka čomu človek prežíva druhý človek, staré auto, malá záhradka alebo prvé miesto v nezmyselnej, zanedbateľnej súťaži… Práve to mikroskopické drží človeka pri zemi.

Neberte iným ich malého psíka len pre vlastné potešenie. Ukradnuté šťastie nikdy neprinesie radosť prepáčte mi, že to opakujem. Kvôli niečomu takému malému možno človeka aj zabiť. Kvôli tomu, čo mu bolo všetkým. Duša je možno len pár gramov, hovorí sa. Ale v nej je celý náš život.

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Jedna staršia pani mala psíka.
Tenho 27 anos e vivo numa casa onde estou sempre a pedir desculpa por existir. O mais assustador é que o meu marido diz que isto é “normal”. Tenho 27 anos e estou casada há dois anos. Ainda não temos filhos. Não porque não sonhe com isso, mas sempre disse desde início: primeiro precisamos de um lar que seja mesmo um lar. Paz. Respeito. Sossego interior. Só que na nossa casa há muito que não existe paz. E não é por dinheiro, nem por trabalho, nem por doenças graves ou tragédias verdadeiras. É por causa de uma mulher. A mãe do meu marido. No começo achei que era apenas mais rígida. Mais controladora. Daquelas mães que se intrometem e têm opinião sobre tudo. Tentei ser simpática. Educada. Engolir em seco. Dizia para mim mesma: é a mãe dele… vai acalmar… vai aceitar-me… só precisa de tempo. Mas o tempo não acalmou. O tempo só a tornou mais ousada. A primeira vez que me humilhou foi algo de menor. Disse em tom de brincadeira: — Ah, vocês jovens casadas… fazem tanta questão de respeito. Sorri para não criar mal-estar. Depois veio com a “ajuda”. Vinha supostamente deixar frascos, trazer comida, perguntar como estávamos. Mas fazia sempre o mesmo. Observava. Inspecionava. Mexia. — Por que é assim aqui? — Quem te disse para pôr isso ali? — Eu, no teu lugar, nunca faria… E o pior era que não dizia apenas para mim. Também dizia à frente do meu marido. E ele não reagia. Não a travava. Se eu dizia alguma coisa, imediatamente: — Vá lá, não faças drama. Comecei a sentir-me louca. Como se exagerasse. Como se eu fosse “o problema”. Depois começaram as visitas sem avisar. A campainha. A chave. E ela lá dentro. Sempre com a mesma frase: — Eu não sou estranha. Aqui sinto-me em casa. Nas duas primeiras vezes engoli. Na terceira disse, calmamente: — Por favor, avise quando vier. Às vezes estou cansada, a dormir, ou a trabalhar. Olhou para mim como se eu fosse atrevida. — Agora és tu que decides quando posso vir ver o meu filho? Nessa mesma noite, o meu marido armou confusão. — Como foste capaz de ofendê-la? Fiquei incrédula. — Não a ofendi. Só pus um limite. Respondeu: — Na minha casa não vais pôr a minha mãe na rua. Na minha casa. Não na nossa. Na dele. A partir daí comecei a encolher-me. Já nem andava à vontade no apartamento, sabendo que podia aparecer. Não punha música. Não me ria alto. Quando cozinhava, tinha receio de ouvir “outra vez isso”. Quando limpava, medo de ouvir “está sujo”. E pior — comecei a pedir desculpa o tempo todo. — Desculpa. — Não se repete. — Não era intenção. — Não foi isso que quis dizer. — Não queria dizer isso. Uma mulher de 27 anos… que pede desculpa por respirar. Na semana passada apareceu cá quando o meu marido estava a trabalhar. Eu de roupa de casa. Cabelo preso. Estava constipada. Abriu a porta e entrou sem tocar à campainha. — Olha como estás… — disse. — É isto que o meu filho merece? Não respondi. Foi à cozinha e abriu o frigorífico. — Não há nada de jeito aqui. Depois abriu o armário. — Por que estão as chávenas aqui? Começou a mexer, resmungar, arrumar. Eu só fiquei ali parada. Até que se voltou e disse: — Vou-te dizer uma coisa para nunca esqueceres. Se queres ser mulher… tem de ser no teu lugar. Não acima do meu filho. Nesse momento senti-me partir por dentro. Não chorei. Não gritei. Só a sensação de ter chegado ao limite. Quando o meu marido chegou, ela já estava sentada no sofá como uma rainha. Disse-lhe baixinho: — Temos de conversar. Não posso continuar assim. Ele nem olhou para mim. — Agora não. — Não, tem de ser agora. Ele suspirou. — O que foi agora? — Não me sinto bem na minha própria casa. Ela vem sem avisar. Humilha-me. Fala comigo como se fosse empregada. Ele riu-se. — Empregada? Que disparate. — Não é disparate. A mãe dele interveio do sofá: — Se ela não aguenta, não serve para a família. E foi aí que aconteceu o pior. Ele não disse nada. Nem uma palavra em minha defesa. Sentou-se ao lado dela. E só repetiu: — Não faças drama. Olhei-o e, pela primeira vez, vi tudo com clareza. Ele não estava entre duas mulheres. Ele já tinha escolhido um lado. O lado conveniente para ele. Olhei para a mãe dele. Depois para ele. E só disse: — Está bem. Não discuti. Não chorei. Não expliquei. Só fui para o quarto. Arrumei a roupa numa mala. Peguei nos meus documentos. Quando fui para o corredor, ele saltou. — O que estás a fazer?! — Vou-me embora. — Ficaste maluca! — Não. Acordei. A mãe sorriu como se tivesse vencido. — Mas onde vais? Vais voltar. Olhei para ela, calma. — Não. Vocês querem uma casa para mandar. Eu quero uma casa onde possa respirar. Ele agarrou na mala. — Não podes ir embora por causa da minha mãe. Olhei para ele. — Não vou embora por ela. Ficou parado. — Então por quem? — Por ti. Porque tu escolheste. E deixaste-me sozinha. Saí. E sabem o que senti na rua? Frio. Sim. Mas leveza também. Pela primeira vez em meses, não precisei pedir desculpa a ninguém por ser eu. ❓ E você, o que faria no meu lugar — ficaria e “aguentava pelo casamento”, ou iria embora no momento em que o seu marido fica em silêncio enquanto o humilham?