Mulher Abandona o Lar, Deixa Marido e Filhos para Trás e, Dois Dias Depois, Recebe uma Carta: Uma Reflexão Tocante sobre o Valor das Mães na Vida Familiar Portuguesa

A mulher saiu de casa, abandonou o marido e os filhos, e dois dias depois recebeu uma carta

Ao regressar do trabalho, o pai decidiu que o seu plano perfeito para aquela noite era ver o Benfica tranquilamente, de cerveja na mão, sem se preocupar com filhos ou tarefas domésticas. Nem quis saber de deitar as crianças, que pulavam e berravam como os adeptos no estádio.

Mas, nessa noite, tudo virou do avesso a mulher, farta até à ponta dos cabelos, bateu com a porta e foi-se embora. Os miúdos ficaram aos cuidados do homem da casa. O sossego de um português sentado no sofá com a sua Sagres durou menos que um pastel de nata numa tarde de festa. Uns dias depois, o marido escreveu-lhe uma carta:

Minha querida Leonor,

Passaram-se uns dias desde aquela discussão. Cheguei a casa morto de cansaço, já passava das oito, e só queria esticar-me no sofá a ver o jogo. Tu estavas exausta e com cara de quem já não aguenta ouvir mais um Mãe!. As crianças discutiam e faziam mais barulho que comboio na linha do Norte.

Subi o volume da televisão, na esperança de abafar a banda sonora infantil.

‘Também não morrias se desses uma mãozinha aqui e ali, não é? disseste tu, a baixar o som.

Perdi as estribeiras, Leonor. Eu trabalho o dia todo para tu ficares em casa a brincar às casinhas, saiu-me como se isso fosse coisa pouca.

E pronto, começou o festival. Tu choraste de cansaço e raiva, eu disse disparates, tu gritaste que já não aguentavas e fugiste porta fora, deixando-me com o miúdo e a miúda.

Fui obrigado a dar janta e a deitá-los sozinho (coisa digna de campeonato!). No dia seguinte, nada de Leonor. Peguei num dia de férias e fiquei a cuidar das crianças.

Passei pela fase das birras e dos choros.

Corri a casa toda. Nem um minuto para tomar um duche decente.

Dei por mim a falar apenas com gente abaixo de um metro e vinte.

Nem consegui sentar-me a almoçar descansado os putos nunca me largaram.

Fiquei tão exausto que era capaz de dormir vinte horas seguidas, mas esquece lá isso: cada três horas lá vinha alguém a gritar ‘Pai!.

Foram dois dias e uma noitada. E finalmente percebi tudo.

Percebi o teu cansaço, Leonor.

Ser mãe é um sacrifício que nunca acaba.

Mais difícil que aturar reuniões com o chefe ou fazer contas à vida de uma empresa.

Agora sei que trocaste sonhos e liberdade financeira para estares com os nossos filhos.

Percebo como deve ser complicado ver o dinheiro a depender do outro e não de ti.

Entendi o que perdes cada vez que dizes não a um café com as amigas ou a uma aula de zumba. Nem dormir bem podes.

Sei o que é sentir que se perde o mundo enquanto se muda mais uma fralda.

Agora percebo o que sentes quando a minha mãe vem cá e manda uma posta de pescada sobre como devias educar os netos. Ninguém conhece os filhos como a mãe deles.

Enfim entendi que as mães carregam nos ombros o maior peso da sociedade. E, como bom português, ninguém lhes dá valor nem agradece.

Não escrevo só para dizer que tenho saudades tuas. Escrevo porque não quero que passes mais um dia sem saber isto:

És uma verdadeira heroína. Fazes um trabalho fenomenal, Leonor. Admiro-te tanto!

Ser mulher, mãe, dona de casa em Portugal tudo o que importa para a família, é o mais ingrato dos cargos. Partilha esta carta, amiga. Talvez comece por aqui o reconhecimento da profissão mais nobre de todas: a de mãe.

Оцініть статтю
Додати коментар

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!:

7 − 2 =

Mulher Abandona o Lar, Deixa Marido e Filhos para Trás e, Dois Dias Depois, Recebe uma Carta: Uma Reflexão Tocante sobre o Valor das Mães na Vida Familiar Portuguesa
– Už ťa nemiluje. Začni si budovať vlastný život bez neho! My dvaja sme spolu šťastní. Musíš si priznať, že nie je normálne žiť bez citov. Marek neopúšťa dieťa, ale teba.