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01
Reformei-me e senti-me irremediavelmente só. Só na velhice percebi que vivi a vida de forma errada.
Reformei-me e senti-me irremediavelmente só. Só na velhice percebi que não vivi a vida como devia.
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022
Reformei-me e senti-me irremediavelmente só. Só na velhice percebi que vivi a vida de forma errada.
Reformei-me e senti-me irremediavelmente só. Só na velhice percebi que não vivi a vida como devia.
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013
A Traição dos Próprios Filhos Dasha, mais uma vez, olhava encantada para o irmão e a irmã. Que lindos eles eram! Altos, morenos, olhos azuis. Mais uma vez estavam a ser premiados. Venceram outra competição. Dasha levantou-se para tentar ser a primeira a cumprimentá-los. Coxeando com a perna direita, foi até lá. Tinha feito dois coelhinhos de lã para o irmão e a irmã — um com saia, outro com calças aos quadradinhos. Queria oferecer-lhes. Desajeitada, muito gordinha, com pouco cabelo apanhado de qualquer maneira e um sorriso tímido. Cristina e Marco fingiram não ver a irmã. Ela esforçava-se para chegar junto deles. — Deixem-me passar, por favor. São o meu irmão e a minha irmã! — dizia Dasha alegremente. — Cris, tá ali uma gorda a gritar que é vossa irmã. Isso é verdade? — perguntou à Cristina a amiga loira, Elisa. Cristina virou-se um pouco e viu Dasha. — Gorda estúpida! Cá está ela outra vez. Aposto que a mãe mandou vir. Que vergonha! — pensou. Em voz alta, respondeu: — Claro que não. Só tenho um irmão. O Marco. — Pois, já imaginava. Queria era colar-se. Que triste! E ainda vos quer dar brinquedos — riu-se Elisa. — Deve ser a nossa fã cá da terra. Vai lá buscar os brinquedos, Elisa. E depois apanha-nos, que eu e o Marco já vamos indo! — Cristina mandou um beijo e arrastou o irmão pela mão para fora da multidão. Elisa ficou com os dois coelhinhos, garantindo à Dasha que os entregaria. — Obrigada! Eu vou esperar por vocês em casa! Vou fazer bolos! — respondeu a menina, saindo, ainda coxeando. — Pronto, já te entreguei. Disse que vos ia esperar em casa. Fazer bolos. Ela própria parece um bolo. Cris, é mesmo vossa família? Porque é que ela vos chateia? — insistiu Elisa. — Não! Eu nem a conheço! Muita gente quer estar perto da fama, suponho. Vamos! — Cristina atirou os coelhinhos para o lixo e, juntamente com Elisa e Marco, foi para a cerimónia. Ela mentiu à amiga. Dasha era mesmo a irmã dela. Meia-irmã. A mãe de Cristina e Marco, Inês, trouxe-a para casa depois de um acidente vitimou a prima afastada. Só restou Dasha. Pequena e com uma lesão. Na verdade, Inês era da família só de longe — tipo “parente de sete águas”. Nem tinham o mesmo apelido. Os parentes mais próximos recusaram. Mas Inês não. Teve de aturar um escândalo do marido e dos filhos. Quando souberam que iam ter uma irmã, os dois espernearam alto. Cristina e Marco eram mimados, os pais nunca lhes recusavam nada. — Mãe, não a tragas para cá! É gorda, manca e tola. Só dá vergonha! — Filhos, coitada da menina. Está sozinha no mundo. Leva-se cães e gatos para casa, imaginem uma menina! Não nos vai incomodar, a casa é grande! Cheios de má vontade, aceitaram. Inês era diretora de uma loja, o dinheiro vinha dela. O pai era seu subalterno e nunca se esforçou muito, tendo sempre affairs às escondidas. Se Inês sabia, fingia que não — o marido era mesmo bonito e os filhos saíram-lhe ao pai. Dasha cresceu. Pequena, engraçada, cabelos loiros, olhos quase transparentes, azul-clarinho como o irmão e a irmã. — Os olhos dela mais parecem leite azulado. Gorda! — ria Cristina. Dasha era fofa, simpática, com covinhas nas bochechas. Muito bondosa. Mas brincava sempre sozinha. O irmão e a irmã não queriam brincar com ela. E culpavam-na de tudo. Marco partiu o vaso caro, Cristina rasgou a blusa da mãe — tudo era culpa da Dasha. Ela nem se defendia. Só acenava com a cabeça e pedia desculpa. Sabia quem tinha sido, mas não queria que o irmão e a irmã fossem ralhados. Eram tão bonitos… A mãe adotiva, Inês, também não a ralhava. Já o pai… irritava-se. — Para quê é que trouxeste este espantalho para casa? Que vergonha! Nem sabe andar, pesa como um elefante. Filho e filha de uma beleza invulgar, e tu vais buscar esta desgraçada? Os outros tiveram juízo, não a quiseram. A quem vai ela fazer falta quando crescer? — gritava o pai. Dasha ouvia atrás da porta. Depois ia ao espelho, não gostava do que via. Queria ser como Marco e Cristina. Mas… Foi para outra escola. Os gémeos fizeram birra até que a mãe aceitou. Sentia que a frágil ponte que tentava construir entre os filhos biológicos e a adotiva estava a ruir… E nada podia fazer. O tempo passou. Marco e Cristina foram estudar fora. Dasha pediu para ficar em casa. —Filha, tu podes entrar em qualquer lugar, eu pago! Queres ser designer, tradutora, o que tu quiseres, Dasha! Ela fazia festas à mãe, como um gatinho, e abraçava-a. Inês sentia ternura e calor. Os filhos biológicos, de vez em quando lá davam um beijo à mãe, a custo. Nunca houve entre eles a mesma ligação. Dasha ia sempre à porta esperar a mãe do trabalho. Mesmo à noite, mesmo com frio. Ou então ficava sentada no hall. O marido e os filhos estavam sempre ocupados, nem diziam “olá”. Inês às vezes chamava-os à atenção, mas Cristina retrucava: — Mãe, estamos ocupados! Esta tonta está como um cão a esperar-te porque não tem nada para fazer. E não sonha sequer com mais nada! Dasha olhou para a mãe com os olhos transparentes: — Mãe, posso tratar de animais? Cães, gatos, porquinhos. Quero ser veterinária. E posso estudar cá. Não era de admirar — Dasha trazia sempre animais abandonados para casa. Tratava deles e depois dava-os a alguém. Um cão grandalhão ficou lá, tipo serra da estrela. Cristina zangava-se por não ser de raça, mas Inês ficou do lado da Dasha. Assim foram vivendo. Um dia, Inês ficou doente e teve de ficar por casa. O marido, ao ver que o dinheiro estava a acabar, deixou-a rápido e foi viver com uma amiga dela, dona de um cabeleireiro. Os filhos só apareciam para pedir dinheiro. Ainda havia umas poupanças. Só Dasha ficou com a mãe. Arrastando a perna, todos os dias cozinhava, fazia massagens e chás para a mãe. À noite bebiam chá debaixo da macieira. Nesses momentos Dasha era feliz. Cristina e Marco casaram. A mãe ajudou-os a comprar casa. Mas logo houve problemas. O filho apareceu às quatro da manhã a chorar, cheio de dívidas. Uma quantia enorme. —E agora? Nem vendendo tudo chega para metade. Falei ao pai? Não tem dinheiro. Filho, mesmo assim não chegamos lá. O que vamos fazer? — chorava Inês. — Mãe, nesse caso esquece que tens filho — disse Marco, frio. — Como assim?! Que disparate! Marco sugeriu venderem a moradia. Assim, com tudo, pagava-se a dívida. — E nós, filho? E eu e a Dasha? Onde vamos viver? —A gorda que se desenrasque. Já tivemos de a aturar a vida toda. Tu, vens para minha casa! — sorriu Marco. A mulher dele, Lurdes, não devia achar grande graça, mas Inês, desesperada, não contrariou. Só exigiu que Dasha fosse com ela. Marco concordou. Só que Dasha foi ter com a mãe e disse: — Vai tu, mãe. Eu… vou viver com uma pessoa. Já me convidou. Não te preocupes por mim! —Quem? Devíamos conhecer! Porquê não disseste antes, filhinha? —Depois conheces, mãe. Vai tranquila! — abraçou-a Dasha. Marco ficou aliviado. Não teve de arranjar desculpas para deixar Dasha de fora. Mas ela tinha mentido. Não tinha ninguém. Só percebeu que não era bem-vinda, e isso ia magoar a mãe, já debilitada. Não queria preocupá-la. Porque amava-a acima de tudo. Alugou um quarto, pelo anúncio, numa casinha. Um idoso, o senhor Protas, vivia sozinho com galinhas, cabras e porcos. Ficaram amigos. Quando soube que Dasha era veterinária, recusou receber renda. Ela insistiu em pagar e ele lá lhe devolvia o dinheiro disfarçado. Tudo corria bem. Estava feliz no trabalho, respeitada, os animais adoravam-na. Dava-lhes sempre mimos e petiscos. —Vem cá, Sharik, toma a prendinha que a Dasha trouxe! — dizia ela. —Ai menina, no hospital não tratam assim do meu animal! És um anjo! — dizia dona Ana, dona de um gato persa. Dasha florescia. Mas o coração ficava apertado — como estaria a mãe? Ligava-lhe sempre mas, ultimamente, só Marco atendia e respondia mal. —Tenho saudades. Não vejo a mãe há meio ano — suspirava à noite para o senhor Protas. —O que esperas, menina? Vamos lá! Tenho o meu Fiat velho, vamos as duas. — propôs o idoso. Dasha ficou radiante. Tinha a morada do Marco. Bateram muito tempo à porta. Finalmente abriu uma loira alta de robe. —Quem são? Vendem alguma coisa? Não queremos! — Ela tentava fechar a porta. —A senhora é Lurdes? Mulher do Marco? — perguntou Dasha. —Sim, sou. E tu és? —Sou a Dasha. A irmã dele! — tentou Dasha entrar, mas Lurdes bloqueou a entrada. —Sim, já percebi. O que vens cá fazer? Vou ao esteticista, não tenho tempo — disse com antipatia. —É só um instante. Este é o senhor Protas. Onde está a mãe? Viemos vê-la. —Não está aqui. O Marco levou-a. Para um lar. Ficou acamada, ninguém tinha tempo para ela. Para onde? Sei lá, nunca fui lá. Vou ligar ao Marco. Alô, Marco? Está cá a tua irmã. Com um velho qualquer. Querem a morada. Pronto, já digo. Olha, e não voltem cá! — disse Lurdes, largando um cheiro intenso de perfume. Dasha só queria saber da mãe. Pegou na morada e desceu as escadas com o senhor Protas. —Porquê não me disseram? Se calhar… Mas eu teria feito alguma coisa — chorava. —Que vergonha! Podiam trazer a tua mãe para minha casa! Tenho quartos! Deviam era ter avisado, isto não se faz! — reclamava o velho. Foram ao lar. A mulher frágil e magra, de olhos fundos — seria aquela a mãe de Dasha?! Tão cheia de vida e agora deitada, sem força. —Mãe! Sou eu, Dasha! Mãe, perdoa! Eu não sabia… Vou levar-te para casa! Vais comer ovos mexidos das galinhas do senhor Protas! E leite das cabras! Vais ver, ficas boa depressa! Mãe, fala comigo! Amo-te, mãe! Conseguiram levá-la para casa. Dasha era filha por lei, e o senhor Protas ajudou com “conheço amigos importantes” e insistências. Marco queria que a mãe ficasse ali para sempre, mas não conseguiu impedir. Ao fim de dez dias, Inês levantou-se. Foi até à janela. No quintal, a porca Fátima passeava. O galo cantava. Cheirava a erva e a leite. E também a bolos — Dasha estava a cozer. Entrou a tropeçar e viu a mãe em pé. Abraçou-a, pedindo perdão por não ter vindo antes. Pedia desculpa por ter de viver consigo e não com Cristina e Marco. Inês apertou-a em silêncio. Como se visse de novo a menina loira e engraçada, não sua de sangue, mas a única a estar a seu lado no fim da vida, quando já não fazia falta aos filhos bonitos e bem-sucedidos. —Não faz mal, Dasha. Agora vai ficar tudo bem, minha filha — sussurrava Inês. —Meninas! Então, vamos lanchar ou não? — entrou o senhor Protas, bem disposto. Riram-se e, de mãos dadas, os três foram para a cozinha. E para uma nova vida…
A Traição dos Filhos Dalila mais uma vez fitava, fascinada, o irmão e a irmã. Que lindos eles eram!
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088
Levei a minha cunhada e o filho dela de férias connosco — Arrependo-me mil vezes dessa decisão!
Levei a minha cunhada e o filho dela de férias. Arrependi-me mil vezes. Eu e a minha esposa costumamos
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025
Um armário caótico, pilhas de roupa por passar, sopa azeda no frigorífico — esta é a nossa casa. Tentei conversar delicadamente com a minha esposa sobre tudo isto, mas acabei por ser também acusado. Apaixonei-me por Maria à primeira vista, assim que a vi. Fiquei imediatamente rendido à sua beleza e ao seu encanto. Achei-me incrivelmente sortudo por ter ao meu lado uma mulher tão inteligente, atraente e asseada, por isso não hesitei em pedi-la em casamento. Decidimos começar a viver juntos e a Maria deixou logo claro que não gostava de tarefas domésticas. Preferia dedicar-se à carreira e queria dividir as obrigações da casa de forma igual. Achei que era uma proposta justa e aceitei sem problema. Parece-me agora que não sabia o que o futuro nos reservava. Repartimos as tarefas domésticas e a Maria garantiu-me que conseguia dar conta tanto do trabalho como de tudo lá em casa. Confiei no seu julgamento e não insisti na minha opinião. Seis meses depois, comecei a perceber que as coisas não estavam a correr como planeado. A carreira da Maria não se desenrolou do jeito que ela esperava. Trabalhava a meio tempo numa empresa de que ninguém ouvira falar, com um salário oscilante e horários instáveis. O dinheiro que recebia gastava-o apenas com caprichos pessoais, enquanto eu trabalhava incansavelmente das oito às oito. Mesmo assim, a Maria mantinha a ideia da divisão das tarefas e, por vezes, simplesmente ignorava as suas próprias responsabilidades. No início, ela fazia a sua parte com dedicação, mas o entusiasmo foi minguando. A casa tornou-se cada vez mais desarrumada, com montes de roupa por passar em todo o lado. E, para meu espanto, acabou por me responsabilizar, dizendo que eu deveria ajudar mais. Esta postura magoou-me profundamente; tornou-se insuportável tentar conciliar tanto trabalho com todos os deveres domésticos. Desde o início, estabelecemos um acordo de divisão justa das tarefas. Esperei que as coisas melhorassem depois do nascimento do nosso filho, julgando que a Maria tomaria conta da casa e da nossa bebé durante a licença de maternidade. Infelizmente, tudo só piorou. Às vezes penso que a minha vida seria melhor sem a minha esposa. Além das questões práticas, as discussões tornaram-se rotina cá em casa. Apesar de tentar colocar-me no lugar da Maria e compreender o seu lado, não deixo de sentir que as minhas necessidades são postas de lado. Trabalho no escritório e em casa, assumindo várias responsabilidades e ainda trato de tarefas domésticas. Só queria é poder descansar. Pergunto-me o que faz a Maria durante o dia na licença de maternidade, que a impede de preparar o jantar ou de arrumar o quarto. O nosso bebé tem apenas 2 meses e passa a maior parte do tempo a dormir. Penso que, no lugar dela, conseguiria dar conta de algumas tarefas domésticas nesse tempo. Não consigo evitar pensar como será se tivermos outro filho. Sou a favor da igualdade e do apoio mútuo, mas parece que a Maria tem dificuldade em entender este conceito. Não quero destruir a nossa família, porque amo muito a nossa filha. Mas sinto que cheguei ao limite da paciência. Não sei como continuar a viver nesta situação. De que lado é que tu estás nesta história?
Um armário caótico, montes de roupa por passar, sopa azeda esquecida no frigorífico tudo isto faz parte
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010
Os miúdos ingénuos decidiram brincar à independência e acabaram endividados e sem apartamento. Quando os nossos filhos se casaram, nós, pais de ambas as partes, optámos por ajudá-los com uma casa. Eu e o meu marido tínhamos algumas poupanças, tal como os meus sogros. Juntámos tudo e era suficiente para um pequeno apartamento. Queríamos comprá-lo logo para os nossos filhos, mas eles disseram que eram independentes e que o comprariam sozinhos. Mais tarde, soubemos que, de facto, compraram um apartamento — mas de três quartos. E de onde veio o dinheiro? Pediram um empréstimo ao banco para comprar o apartamento. E quem ficava responsável pelas prestações? Disseram que conseguiam pagar. Depois soubemos que queriam também um carro. O apartamento era longe do trabalho e era incómodo usarem os transportes públicos. Compraram um carro, também a crédito, novo, de stand. Embora lhes tivéssemos aconselhado a comprar um usado, garantiram-nos que eram independentes e autosuficientes e que sabiam o que faziam. Depois quiseram ter um filho e, de preferência, que nascesse no estrangeiro. Assim, podiam obter cidadania. Novamente, recorreram a um empréstimo para que a filha pudesse nascer com todas as condições e acompanhamento médico. Ela teve o bebé. Depois quiseram remodelar o quarto do bebé e voltaram a pedir crédito. Quando perguntámos quem ia pagar, a resposta foi: “Nós próprios, somos independentes.” E eis o azar — o meu genro foi despedido, a minha filha estava de licença de maternidade. Não havia dinheiro. Como pagar todos estes créditos? Pediram-nos para vendermos a nossa casa de campo fora da cidade. Não queríamos, mas tivemos de o fazer para não entrarem em incumprimento. Infelizmente, não chegou. Depois tiveram de vender o apartamento e, mais tarde, o carro. Foram viver com os pais do genro. Agora queixam-se de que não têm nada deles. É claro, porque não nos ouviram. Os créditos continuam por pagar — ainda vão levar alguns anos. Só tristeza e lágrimas.
Os miúdos tolos quiseram brincar à independência e acabaram cheios de dívidas e sem casa própria.
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013
Durante o divórcio, um marido rico decidiu deixar à esposa uma quinta abandonada no interior de Portugal. Mas, um ano depois, aconteceu algo que o surpreendeu completamente.
Diário de Mariana Alves 12 de junho, 2023 Hoje, enquanto bebo o meu café e olho pela janela da casa grande
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022
A nora não sabe fazer coisas básicas… O que devo fazer? A minha sogra faleceu há alguns anos e, depois do funeral, prometi a mim mesma que ia seguir a regra: ou se respeita os mortos ou não se fala deles. E fiz ainda outra promessa – qualquer nora que viesse cá a casa, nunca iria tornar-me como ela. Mas uma coisa são as intenções, outra é a vida. O meu único filho, Alexandre, fez 25 anos e trouxe uma namorada cá para casa no início do verão. Fiel à minha decisão de não me meter na relação deles, recebi a rapariga de braços abertos, mas com cautela. Disse a mim mesma que não a iria olhar de lado, apontar defeitos ou dar lições de vida – tudo coisas que a minha falecida sogra fazia e que nos levaram a detestar-nos mutuamente. Não queria afastar nem o Alexandre, nem a namorada. Confesso, até gosto de lhes preparar o café, já sei do que gostam ao pequeno-almoço e mimo-os ao fim de semana, porque durante a semana não tenho muito tempo para estas “extras”. Por isso, costumo sair de cena – vou com o meu marido até à praia, a casa de uma amiga, ou à minha mãe fazer compotas e conservas, e assim eles ficam a sós em casa. No entanto, aconteceu algo aparentemente engraçado, mas que me impressionou e decidi partilhar. Uma noite, a namorada mostrou-me uma blusa nova, comprada a caminho de casa depois do trabalho. Até nem era cara, ainda mais barata ficou porque faltava um botão. Experimentou-a, virou-se ao espelho – ficava-lhe mesmo bem. No dia seguinte, sexta-feira, íamos sair juntas e perguntei se queria vestir a blusa nova… Mas não a vestiu porque… não sabia pregar o botão. Oh, sim!”, escapou-me, admito que fiquei pasmada – como é possível uma rapariga de 22 anos não ter agulha, linha e um botão em casa? Mas amanhã, querida, como vai ser? Como vai cuidar de uma casa, de uma família, ou tomar decisões importantes? Jogos de família Agora não sei o que fazer – se devo coser-lhe o botão sem pensar duas vezes, mostrar-lhe como se faz, ou deixar passar – se quiser, usa a blusa; se não, guarda-a sem botão no armário. Só tenho uma certeza – não quero ser uma sogra má, já vi como é e não gosto.
A sogra não entende coisas elementares O que devo fazer? A minha sogra faleceu há já alguns anos, e
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038
Sem sorte não há felicidade: A trajetória de Maricica, rejeitada pela família, mãe solteira sem apoio, que viu sua vida mudar graças à bondade inesperada, superou dificuldades e encontrou o amor junto ao capitão Dorin, iniciando uma nova vida com Ilie e Mălina numa pequena cidade portuguesa
Mas como é que deixaste que ele te fizesse isto, rapariga tola! Quem te vai querer agora, ainda por cima
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024
O meu companheiro ainda é casado com a esposa e tem uma filha – A história da nossa relação, do nosso filho e da vida a três entre desafios, amor e expectativas para o futuro
O meu amor ainda está legalmente casado com a mulher dele e têm uma filha. Adoro profundamente o meu