Levei a minha cunhada e o filho dela de férias connosco — Arrependo-me mil vezes dessa decisão!

Levei a minha cunhada e o filho dela de férias. Arrependi-me mil vezes.

Eu e a minha esposa costumamos ir de férias para o Algarve com os nossos amigos. Há já alguns anos que escolhemos uma praia diferente da costa portuguesa, pegamos nos nossos carros e acampamos ali mesmo, com as tendas montadas na areia. Somos quase profissionais nisto. Passamos os dias entre mergulhos no mar e banhos de sol. À noite juntamo-nos à volta da fogueira, dedilhamo-nos na guitarra e bebemos um copo de vinho verde ou tinto seco, enquanto cantamos músicas tradicionais portuguesas. Este ano, a minha cunhada, Leonor, decidiu juntar-se a nós com o filho, o pequeno Sebastião, de dois anos e meio. Hesitámos se devíamos aceitar ou não.

Infelizmente, fomos convencidos. Agora, olhando para trás, não foi o Sebastião que nos deu dores de cabeça, mas sim a Leonor. Tudo começou ainda no caminho. Leonor queria parar quase de hora a hora. Queixava-se de cansaço e precisava de se esticar. Resultado: chegámos tardíssimo ao Algarve, os nossos amigos já estavam todos instalados, alguns até já tinham ido ao mar. Bem, lá chegámos. Mas foi aí que começou a segunda parte. A Leonor ficou indignada:

Eu não vou ficar aqui!

Porquê? Avisámos que era para acamparmos todos juntos!
Pensei que isso queria dizer procurar um sítio para alugar, não ficar num hotel, claro, mas também não dormir na rua.
Mas então para que achas que trouxemos tendas e sacos-cama? bufou a minha esposa.
Ora, pensei que era só para desenrascar.

Tivemos de arranjar um quarto numa pensão para ela. Depois, era preciso ir buscá-la, levá-la ao acampamento e, à noite, levá-la de volta à pensão. E não só: ainda tínhamos de andar com ela aos cafés, acompanhá-la à praça a comprar fruta e, pior que tudo, tomar conta do Sebastião para ela se livrar um bocado da responsabilidade.

No fim de contas, todos tomávamos conta do miúdo. Mas Sebastião era um anjinho: obediente, corria pela praia, chapinhava feliz no mar, comia o que lhe dávamos e dormia uma sesta tranquila na tenda ao calor da tarde. Já a mãe dele era outra conversa. No próximo verão, de certeza absoluta, não a convidamos outra vez. Mas se os pais quiserem, podemos levar o Sebastião connosco. Ele sim, nasceu para acampar.

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Levei a minha cunhada e o filho dela de férias connosco — Arrependo-me mil vezes dessa decisão!
Keď nás otec zradil, macocha mi otvorila dvere z pekla detského domova. Navždy budem vďačný osudu za druhú mamu, ktorá mi zachránila zlomený život