Acabas de sair da prisão e vais para a casa da tua avó… mas deparas-te com uma menina misteriosa que esconde um segredo perigoso.

Acabas de sair da prisão e segues a passos firmes em direção à casa da tua avó, nas profundezas do Alentejo. O cheiro da terra molhada mistura-se com a chuva miudinha que cai. De repente, deparas-te com uma menina escondida atrás do portão de madeira, os olhos grandes e assustados guarda um segredo perigoso.

Homens irrompem pela porta partida, botas salpicadas de lama. Atrás de ti ecoa o suspiro receoso de Beatriz.

O chefe, com hálito a aguardente barata, sorri de lado ao reparar no teu fato de prisão: Novo cão de guarda por aqui? murmura, com desprezo.

Firmas bem os pés no chão, a voz sem tremer: Esta não é a vossa casa. Saiam imediatamente.

Um relâmpago ilumina o beiral da velha casa. O homem ignora-te, dá dois passos em frente. Um dos outros ameaça Beatriz.

Levem-na ordena o líder, virando-se para trás. A mãe dela deve-nos muito.

Lembras-te das palavras da tua avó sobre coragem. Quando o chefe avança, não hesitas: aproveitas o chão escorregadio e projectas-o contra a mesa.

Outro tenta agarrar-te empurras-o com força. Corre, Beatriz sussurras. Ela foge porta fora.

O chefe puxa de uma navalha. Seguras-lhe o pulso e obrigas a lâmina a cair. Sangue e água misturam-se na pedra da cozinha. Os comparsas recuam, arrastando-o para a tempestade.

Encontras Beatriz junto à figueira, as lágrimas no rosto. Levas-a para dentro. Eles vão voltar murmura, trémula.

Sim respondes. Mas estarei aqui para te defender.

Barricam as janelas; prometes-lhe ficar ao seu lado.

Mais tarde, ao pisares uma tábua solta no soalho, descobres um esconderijo: uma caixa de metal com cartas, notas de euro e provas de que Álvaro Salgado ameaçou a tua avó para lhe ficar com a propriedade.

Beatriz reconhece Salgado é o mesmo patrão do jipe preto.

Uma vizinha confirma: Salgado levou a tua avó há meses.

O padre Luís vem trazer documentos que expõem o esquema fraudulento de Salgado e encaminha-te para uma jornalista em Lisboa.

Beatriz segura-te a mão, entram num velho Opel Corsa e deixam a aldeia. Jipes pretos surgem no retrovisor, mas consegues despistá-los nas estradas de calçada.

Chegados à cidade, entras em contacto com Lucília. Ela analisa os papéis, a expressão grave: avisa-te que estão a enfrentar um caso perigoso.

Beatriz anota nomes, ligando Salgado não só ao esquema das terras mas também ao tráfico de pessoas.

Lucília percebe que têm de agir depressa antes que tudo desapareça.

Nessa noite, tu, Lucília e um fotógrafo dirigem-se a um armazém abandonado nos subúrbios. Beatriz esconde-se no carro. Homens do SEF irrompem pela frente.

Entram às escondidas, libertam Esperança e deparam-se com Salgado.

Segue-se o caos, mas os agentes conseguem dominá-lo e prendê-lo. Esperança e Beatriz finalmente a salvo.

No posto, um agente revela: foste alvo da rede de Salgado há anos.

Semanas depois, a investigação de Lucília expõe toda a rede ela desmorona.

Voltam à aldeia, onde já não há silêncio cúmplice. Maria do Céu é encontrada, Julião preso. Beatriz pede para ficar; Esperança acolhe-a como família.

O tempo passa, a casa e o jardim renascem. Numa noite, Esperança pousa a mão no teu ombro:

Não podes devolver o que o passado te tirou. Mas podes escolher o caminho daqui para a frente.

Observas a casa recuperada e respondes:

Nunca mais haverá silêncio. Nunca mais haverá crianças deixadas para trás.

E, finalmente, permites-te viver.

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За да не я има тук до вечерта