Dcéra sa cíti urazená, že jej mama odkazuje byt svojej vnučke

Monika vychováva obe svoje dcéry sama. Ich otec zomrel, keď boli ešte malé, a Monika sa už nikdy znovu nevydala. Mala obavy, že nový manžel by mohol ublížiť jej deťom. Preto si radšej vybrala deti pred manželstvom.

Najstaršia bola Renáta, mladšia zase Sára. Renáta sa vydala mladá, narodila sa jej dcérka Ingrid a potom sa presťahovala do bytu svojho manžela v Bratislave. Táto manželstvo však nevydržalo dlho. Po pár rokoch, s malou Ingrid v náručí, sa Renáta vrátila naspäť k Monike do bytu v Košiciach.

Sára bola kvôli tomu nahnevaná. Myslela si, že Renáta sa vrátila naschvál, aby ju donútila opustiť domov. Mýlila sa, Renáta mala vážne zdravotné problémy diagnostikovali jej rakovinu, a Ingrid zostávala v starostlivosti starej mamy Moniky.

Sára bola už tiež vydatá a mala dve deti. Staršia teta Moniky, pani Mária, jej prenechala svoj byt v Žiline. Bez veľkého rozmýšľania ho Sára nechala prepísať na seba a Moniku uistila, že nikdy nebude mať nárok na Monikin byt v Košiciach, ak by sa niečo stalo.

Renáta zomiera, keď má Ingrid sedemnásť rokov. Zakrátko ochorie aj Monika. Sára raz príde za Monikou a priamo sa jej opýta:

Kto bude mať byt, keď zomrieš?

Ako kto? Ingrid ho dostane. Je sama, mama jej odišla a s otcom nemá kontakt. Nemôže skončiť na ulici.

Ale veď je len tvoja vnučka, ja som tvoje dieťa a mám dve deti! Ingrid vyrastie a kúpi si vlastný byt. Vráť mi môj byt! Sára kričí a zvyšuje hlas.

Nie, predtým sme sa na tom dohodli.

Tak sem už nikdy neprídem!

Sáre bolo úplne jedno, či mladé dievča má čas na učenie alebo na opatrovanie chorej starej mamy. Keď nedostala byt, prestala sa s Monikou úplne kontaktovať.

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Dcéra sa cíti urazená, že jej mama odkazuje byt svojej vnučke
— Pai, apresente-se, esta é a minha futura esposa e sua nora, Bárbara! — Borja brilhava de felicidade. — Quem?! — exclamou, surpreso, o professor doutor Romano Felimão. — Se isso é uma piada, não tem muita graça! O homem analisava, com repulsa, as unhas nos dedos ásperos da “nora”, achando impossível que aquela rapariga soubesse o que era água e sabão, tamanha a sujeira entranhada. “Meu Deus! Ainda bem que a minha Laura não presenciou tal vergonha! Sempre passámos bons modos a este rapaz…” — pensou, angustiado. — Não é piada! — declarou Borja, desafiador. — Bárbara vai morar connosco e daqui a três meses casamos. Se não quiser participar no meu casamento, faço sem ti! — Olá! — sorriu Bárbara, entrando como dona para a cozinha. — Trouxe empadas, doce de framboesa, cogumelos secos… — enumerava os alimentos que tirava de um saco bem desgastado. Romano Felimão apertou o peito ao ver a colcha branca, bordada à mão, manchada pelo doce a escorrer. — Borja! Tem juízo! Se estás a fazer isto para me provocar, não vale a pena… É demais! De que terra trouxeste esta desastrada? Não permito que viva na minha casa! — gritava, desesperado, o professor. — Eu amo a Bárbara. E ela tem todo o direito de viver na minha casa! — sorriu Borja, sarcástico. Romano Felimão percebeu que o filho o provocava. Sem discutir, recolheu-se ao seu quarto, magoado. Desde a morte da mãe, Borja mudara. Largara os estudos, tratava mal o pai e vivia levianamente. Romano Felimão esperava que o filho voltasse a ser sensato e bondoso, mas cada dia Borja afastava-se mais. E agora trazia para casa esta rapariga da aldeia, certo de que o pai jamais aceitaria tal escolha… No fim, Borja casou-se com Bárbara. Romano Felimão recusou ir ao casamento, incapaz de aceitar aquela nora inculta, que não sabia articular duas frases. Bárbara parecia não notar o desprezo do sogro e tentava agradar, só piorando a situação. Para Romano Felimão, nada nela era digno, só via falta de educação e modos… Borja, depois de brincar ao marido ideal, voltou à bebida e à vida de excessos. O pai ouvia discutir e até se alegrava, esperando que Bárbara desaparecesse de vez. — Sr. Romano! — irrompeu a nora, em lágrimas. — Borja quer divorciar-se, está a pôr-me na rua e eu estou grávida! — Por amor de Deus, para a rua não, tu tens para onde ir… O facto de estares grávida não te dá direito de ficar aqui após o divórcio. Desculpa, mas não me meto entre vocês… — respondeu o homem, já satisfeito por se livrar finalmente da presença indesejada. Bárbara, desesperada, foi fazer as malas. Não compreendia o ódio do sogro desde o início nem a leviandade de Borja, que a tratara como um brinquedo e deitou fora. Mesmo sendo do campo, também tinha sentimentos… *** Oito anos passaram… Romano Felimão vivia num lar de idosos. O tempo pesava. Borja rapidamente o colocara ali, livrando-se das obrigações. O velho homem resignou-se ao destino, consciente de não ter alternativa. Ainda recebia cartas de agradecimento de antigos alunos — tinha ensinado a milhares o valor do respeito e carinho. Mas ao próprio filho, não conseguira educar para ser homem… — Romano, tens visitas! — avisou o colega de quarto ao regressar do passeio. — Quem? Borja? — escapou ao velho, embora soubesse que era impossível; o filho nunca o visitaria, tal o ódio. — Não sei. Disseram para te chamar. Vai lá, depressa! — sorriu o amigo. Romano pegou na bengala e saiu devagar do quarto apertado. Na escada, ainda à distância, reconheceu imediatamente quem era, apesar de tantos anos. — Olá, Bárbara! — murmurou, cabeça baixa, ainda sentindo culpa pela rapariga sincera e simples, que não quis defender há oito anos. — Sr. Romano?! — admirou-se a mulher, rosada. — Mudou tanto… Está doente? — Um pouco… — sorriu, triste. — E tu? Como soubeste que estou aqui? — Borja contou. Ele não quer saber do filho. Mas o rapaz pede sempre para ver o pai, o avô… O Ivaninho não tem culpa de não ser reconhecido. Faltam-lhe laços de família. Somos só nós dois… — disse ela, trémula. — Desculpe, provavelmente não devia ter vindo. — Espera! — pediu o velho. — Como está o Ivaninho? Lembro que mandaste uma foto, tinha só três aninhos. — Ele está lá fora, à entrada. Chamo? — hesitou Bárbara. — Claro, filha, chama! — alegrou-se Romano Felimão. Entrou no átrio um menino ruivo, cópia miniatura de Borja. Ivaninho aproximou-se, tímido, daquele avô que não conhecia. — Olá, filho! Como cresceste… — comoveu-se o velho, abraçando o neto. Conversaram e passearam durante horas pelo parque do lar. Bárbara contou a dura vida, como perdeu a mãe cedo e criou sozinha o filho e a quinta. — Desculpa, Bárbara! Fui muito injusto contigo. Julguei-me culto, inteligente, mas só agora entendi que o que conta é a sinceridade e o coração, não só educação e modos, — confessou o velho. — Sr. Romano! Temos um convite para si, — sorriu ela, nervosa. — Venha viver connosco! Está sozinho, e nós também… Gostávamos de ter alguém da família perto. — Avô, venha! Vamos juntos à pesca, apanhar cogumelos no mato… É tão bonito na nossa aldeia, há espaço de sobra na casa! — pediu Ivaninho, agarrado ao avô. — Vamos sim! — sorriu Romano Felimão. — Falhei com o Borja, mas espero poder ser melhor para ti. E, afinal, nunca vivi numa aldeia. Tenho a certeza que vou gostar! — Vai adorar! — riu Ivaninho.