Sabes, amor proibido pode doer muito, e infelizmente já vivi na pele uma situação dessas mas no meu caso ainda foi mais confuso. No segundo ano da universidade, apaixonei-me por uma rapariga incrível chamada Mafalda. Ela era linda, inteligente, super doce, mas a minha mãe não gostava nada do passado humilde da família dela. Achava que Mafalda não era suficiente para mim, que eu devia estar com alguém do meu nível.
Mesmo com a minha mãe sempre a desaprovar, continuei a namorar com Mafalda. Mas um dia, sem eu esperar, recebi uma carta dela. Dizia que já não aguentava a pressão vinda da minha mãe e que tinha tomado a decisão de acabar comigo. Fiquei de rastos aquilo valeu uma discussão enorme com a minha mãe, e decidi que precisava de ir viver sozinho, longe de todas as interferências dela. Apesar de tudo, o meu coração continuava preso à Mafalda, e não conseguia acreditar que ela me tivesse deixado assim.
Passado pouco tempo, num final de tarde acredita, isto aconteceu mesmo estava eu a levar o lixo à rua e quando olho para a porta vejo Mafalda, parada à minha espera, cheia de lágrimas no rosto. Preocupado, convidei-a a entrar para se abrigar do frio, e foi aí que ela desabafou tudo. Afinal, a minha mãe tinha tramado tudo ao pormenor, escrito uma carta a fingir que era da Mafalda a acabar comigo e ainda inventado que eu já tinha alguém novo e que vivia com ela.
Quando soubemos a verdade, claro que voltámos a ficar juntos, decididos a viver o nosso amor sem deixar status social ou preconceito atrapalhar. Encontrámos consolo um no outro, certos de que o que sentíamos era muito mais forte do que qualquer opinião dos outros. Desde esse dia, seguimos o caminho lado a lado, sem deixar que as vozes alheias influenciassem a nossa felicidade. E olha, nunca me senti tão livre e feliz.







