Investi tudo no sonho dela, mas acabei de fora da festa da vida…

Investi tudo no sonho dela, para no final ser colocado de lado na festa da vida

Às vezes construímos castelos para quem está pronto para nos expulsar assim que as obras ficam prontas. Esta é a história de Gonçalo um aviso severo de que misturar amor e negócios pode ser perigoso, principalmente quando um ama e o outro apenas se aproveita.

Cena 1: O fim de uma longa caminhada
Bairro chique de Lisboa, vitrines brilhantes e cheiro a tinta fresca. Gonçalo, homem de trinta anos com roupa de trabalho, limpa cuidadosamente a porta de vidro da nova boutique. No seu rosto, uma expressão de cansaço misturada com orgulho. Não é apenas um construtor. É o homem que investiu até o último euro para transformar este sonho em realidade.

Aproximam-se dele Beatriz elegante, envolta em seda fina e a mãe, cujo olhar gélido seria capaz de atravessar o Tejo.

Cena 2: Ilusão de felicidade
Gonçalo volta-se para a namorada, o olhar iluminado:
**«Está tudo pronto, querida. Cada detalhe exatamente como idealizaste. Amanhã abrimos finalmente as portas!»**

Cena 3: Banho de água fria
A mãe de Beatriz dá um passo à frente, percorrendo Gonçalo com um ar de desdém.
**«Nós? Não me faças rir»,** dispara ela. **«Tu foste apenas o empreiteiro. O teu papel acabou. Leva as tuas ferramentas e desaparece antes que cheguem os verdadeiros convidados».**

Cena 4: Facada nas costas
Gonçalo paralisa. Olha para Beatriz, esperando que ela reaja.
**«Isto é a sério, Beatriz? Investi todas as minhas economias nisto! Por nós!»**

Beatriz desvia o olhar, depois encara-o com uma frieza estranha:
**«Sejamos realistas, Gonçalo. Não encaixas na imagem desta marca. A minha mãe tem razão, está na hora de seguires outro caminho».**

Cena 5: Sem volta atrás
O mundo de Gonçalo desmorona, mas a dor depressa dá lugar a um estranho autocontrolo. Lentamente, mete a mão ao bolso e tira um pequeno comando eletrónico.

**«Esquecem-se de quem instalou toda a segurança e eletricidade aqui»,** diz calmamente, mantendo o polegar em cima do botão vermelho.

**FINAL DA HISTÓRIA:**

A mãe de Beatriz solta um sorriso cínico:
**«E então? Vais desligar a luz? Chamo um eletricista e resolvido está num instante».**

Gonçalo encara-a:
**«Não percebeste. Não instalei só o sistema, registei-o. Esta boutique é um edifício inteligente, e o código pertence à minha empresa. Como não assinámos contrato de cedência»**

Prime um botão com decisão.

Ouve-se um estrondo. Pesadas portadas metálicas descem, selando vitrines e portas. As luzes apagam-se de repente. Ouve-se o trancar dos sistemas eletrónicos o edifício transforma-se num bunker.

**«O que fizeste?!»** grita Beatriz, puxando a porta. **«Temos um cocktail com investidores dentro de uma hora! Abre isto já!»**

Gonçalo pousa o comando tranquilamente e pega na sua caixa de ferramentas.
**«Se não valorizam quem vos deu as bases, então também não ficam com a tecnologia. O meu advogado vai enviar amanhã a fatura pelos direitos de autor. Até lá disfrutei do escuro. A festa acabou».**

Sai sem olhar para trás, ignorando os gritos. À porta, já se juntam convidados de smoking, confusos diante da caixa fechada que há minutos era o sonho de Beatriz.

**Moral:** Nunca menosprezes quem lançou as fundações do teu sucesso. Sem essa pessoa, tudo o resto não passa de entulho caro.

E tu, como procederias no lugar do Gonçalo? Partilha nos comentários! No dia seguinte, Gonçalo acordou cedo, com o telemóvel a vibrar de mensagens e chamadas não atendidas. O advogado trataria dos detalhes ele tinha, afinal, cumprido a sua parte e a boutique, orgulho do bairro, continuava bloqueada a todos menos os verdadeiros criadores.

Sentado num pequeno café da Graça, Gonçalo olhou o Tejo refletindo a manhã e sorriu. Por vezes, é preciso deixar que sejas expulso do castelo para perceberes que, lá fora, há um mundo inteiro onde podes construir o teu próprio reino desta vez, com portas só para quem merece entrar.

E Beatriz? Diz-se que a festa aconteceu semanas depois, noutra loja, sem brilho, sem história, com gente impaciente a perguntar: «Mas onde estão as luzes?» O eco apagado da boutique selada lembrava a todos que nenhuma fachada resplandece sem raízes sólidas.

Gonçalo voltou ao trabalho. Mas agora, já ninguém lhe tirava o chão debaixo dos pés. Afinal, quando deixamos de viver nos sonhos dos outros, começamos, finalmente, a construir o nosso.

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Investi tudo no sonho dela, mas acabei de fora da festa da vida…
Boli sme dvadsaťdva, keď sme sa rozišli. Jedného dňa mi povedal, že už necíti to isté, že potrebuje „niečo iné“. O pár dní som sa od spoločnej kamarátky dozvedela, že vraj začal chodiť so staršou ženou. Poslala mi fotku, kde sedí v bare a objíma ženu o pár generácií staršiu. Neboli to reči – bola to pravda. Keď sa ma ľudia pýtali, nič som nezamlčala. Hovorila som, že ma opustil kvôli oveľa staršej žene. Tam sa všetko začalo. O týždeň mi na WhatsAppe napísala kamarátka: — Hej, si v poriadku? Opýtala som sa prečo. Odpísala mi: — Vieš… hovorí o tebe čudné veci. Poprosila som ju o vysvetlenie. Vraj rozpráva, že som sa neumývala, že mi smrdeli podpazušia, že mám zlý dych, dokonca že som mala raz vši. Zostala som paralyzovaná pred obrazovkou – nevedela som, čo odpovedať. Vrátili sa ďalšie a ďalšie komentáre. Ďalšia kamarátka mi volala, že sa tým chválil pred ľuďmi na stretnutí, smial sa a povedal: — Netušíte, čo som musel pretrpieť. A keď sa ho spýtali, prečo ma neopustil skôr, odpovedal: — Bohužiaľ. Začala som si všímať pohľady. Ľudia, ktorí ma kedysi zdravili, mi teraz venovali podozrivé pohľady. Jedna kolegyňa, ktorá mi vždy závidela, mi podala dezodorant „pre istotu“. Neverila som, ako rýchlo sa dokáže rozšíriť jedna lož. Stačilo, že to povedal raz – potom to opakoval, vylepšoval, prifarbil. Rozhodla som sa mu napísať krátku správu: — Prečo o mne rozprávaš také veci? Odpísal až po hodinách: — Ty si začala klamať o mne. Povedala som, že som iba povedala pravdu – že je s inou ženou. On len odpísal: — To nie je vec nikoho. Nikdy nepoprel, čo povedal. Nikdy nezastavil klebety, nikoho nenapravil. Len nechal všetko bežať. Zatiaľ sa verejne objavoval s tou ženou, ale vyžadoval, aby nikto nerozoberal vekový rozdiel. Ja som bola len vedľajšou škodou. Vzťah sa skončil, no šepoty pokračovali mesiace. Musela som zmeniť prostredie, prestala som chodiť na niektoré miesta, prerušila kontakty s ľuďmi, ktorí opakovali jeho reči. On žil ďalej. My ženy nesieme najťažšie následky, keď muži nevedia riešiť svoje neistoty.