„Стига с тази кисела супа!“ След семейна вечеря с тъщата и тъста ми събрах багажа на жена ми и я върнах при родителите ѝ.

Остави тази кисела супа! След едно семейно ядене с тъстовете направих така, че жена ми да си събере багажа.

Миналия уикенд с жена ми Мария отидохме на вечеря у нейните родители в Пловдив. И точно там възникна едно неприятно недоразумение. Започна както обикновено седнахме на масата и си говорехме за разни неща. Но, както винаги, темата се въртя около това, че трябва да си потърся нова работа. Разбира се, тази тема беше подхваната първо от Мария.

Причината съвсем не беше случайна. Наскоро започнахме да говорим с нея дали да построим басейн в двора до нашата къща в село Бенковски. За този басейн си мечтаем отдавна, но чак тази година Мария настоя, че вече няма какво да чакаме.

Освен това искахме преди зимата да направим основен ремонт на колата. А пък за лятото вече трета година подред кроим планове за почивка на морето, но все не оставаха пари за това. И всичко това, при положение че само аз изкарвам пари вкъщи. Семейните игри в нашето семейство са като постоянна надпревара.

Честно казано, харесва ми работата ми няма да започна да се оплаквам. Ала фирмата, в която работя, започна да има сериозни финансови проблеми доста колеги бяха съкратени, а на останалите, включая мен, ни намалиха заплатата за неопределено време.

Обясних на Мариана, че макар и да имаме някакви спестявания, те биха стигнали най-много за една скромна ваканция на Черно море и то само ако няма поскъпване. За новата кола сме готови да вземем най-базовия модел, стига да не поскъпне пак всичко.

Тя обаче и този път даде приоритет за басейна на техните родители, пред нашите собствени планове. Това, естествено, не ми хареса. Спорът приключи с нейните обвинения, че съм мързеливец, който не иска да си търси по-добре платена работа, за да има достатъчно за всичко.

Тази ситуация ме засегна. В крайна сметка така и до компромис не стигнахме по въпроса.

На семейната маса се повтори драмата. Не запазих спокойствие и на повишен тон ѝ казах, че нейните родители си получават внушителна финансова помощ от нас всеки месец. В яда си споменах и че поливът на масата тази вечер сигурно е изцяло благодарение на това, че аз работя.

Това беше грешка и си го признах, но вече нямаше как да върна думите обратно. В този момент гледах купичка с таратор пред мен, а жена ми започна на висок глас своето пословично емоционално изказване. Толкова се обиди, че успях да науча доста нови неща за себе си… Не издържах и станах, излязох си мълчаливо и тръгнах за вкъщи.

Вкъщи прибрах багажа ѝ и го отнесох обратно при родителите ѝ. Според мен Мария няма право да се държи и да ми говори така за такива глупости това поведение е недопустимо за мен. Сега, когато всичко утихна и пак съм сам в дома си, ми е много трудно да мисля за нещо друго. Не знам изобщо какво да правя оттук нататък.

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„Стига с тази кисела супа!“ След семейна вечеря с тъщата и тъста ми събрах багажа на жена ми и я върнах при родителите ѝ.
Não gostam que eu queira a minha própria família? Fugi de vocês, comecei a construir a minha vida e voltam cá para tudo recomeçar… Zina, não fiques assim! Eu entendo que para uma citadina seja difícil viver no campo, mas vou ajudar-te! Eu consigo dar conta do recado; só preciso que fiques do meu lado! Zina está confusa. Porque é que se apaixonou por um rapaz do campo? E logo tanto assim, de lhe tremerem as pernas! Ela já tem vinte e oito anos e uma carreira de sucesso, enquanto Dinis, com trinta, tem muitos familiares e uma casa própria numa aldeia perto da cidade. Conheceram-se num parque de diversões – Dinis por acaso, enquanto a mãe fazia compras, e Zina arrastada pelas amigas. Trocaram números e começaram a falar. Ele fazia de tudo para a surpreender, ia vê-la à cidade, era atencioso e carinhoso, e Zina acabou por se render. E, ao contrário dos outros rapazes, ele era genuíno, aberto e bondoso! Depois pediu-a em casamento, e ela aceitou. A mãe apoiou: Experimenta, filha. O Dinis é trabalhador, do campo, boa pessoa. Se não der certo, voltas para a cidade. Zina não tinha nada a perder. Poderia trabalhar à distância; essa modalidade já era bem vista. Já não era uma miúda e, afinal, ar puro do campo só faz bem! Mas… “Dinis, e vou para aí como quê?”, perguntou Zina. “Como minha noiva – e daqui a um ano casamos e até vamos de férias. Eu até lá junto o suficiente para não termos de nos preocupar com dinheiro”, envergonhou-se ele. “Eu já percebi que estás habituada a outra vida.” Tudo parecia certo, mas algo deixava Zina desconfortável. Sem perceber bem o quê, decidiu arriscar! Assim, tirou uma semana de férias, fechou o apartamento T2 que conquistou com muito trabalho, encheu o carro com malas e rumou à aldeia, onde Dinis já a aguardava. O primeiro serão agradou-lhe. Era verão, e juntos trataram da horta e fizeram o jantar – tudo rápido e em equipa. “Querida, os meus pais vêm aí!”, avisou Dinis ao chegar a casa. “Porquê?”, assustou-se Zina. “Para te conhecerem e darem uma mão. Vem também o meu irmão e a mulher.” Dinis andava nervoso. “Ficam muito tempo?”, perguntou ela, ainda mais preocupada. “Espero que não! Não te preocupes, juntos conseguimos.” Estas palavras deixaram-na ainda mais ansiosa. “Não stresses, filha. Olha isto como um teste. Se não correr bem, voltas. O mais importante é que tens sempre para onde voltar”, tranquilizou-a a mãe com humor. “Fazes como te der jeito. Eles que se habituem. Ou não – o problema é do Dinis!” Pois é… Porque me preocupo? Nem sou mulher dele ainda! Quando ouviu o carro chegar, Zina acabava de pôr a mesa. Dinis foi recebê-los e ela foi também. Uma mulher volumosa, de vestido largo e pestanas carregadas deu-lhe um abraço e virou-se para o filho; um homem forte, barrigudo, cumprimentou; o irmão, alto e brincalhão, saudou-a logo; já a cunhada, loira rosada, olhou enviesado para Zina e virou costas para ajudar com a bagagem. Zina tentou distender o ambiente com boa comida. A sogra elogiou, o sogro também, mas a cunhada picou: “Isto é frango? Alguém cozinha assim? Quem come uma coisa destas?” Vlad, o irmão, defendeu: “Está ótimo!” “Tanto te faz o quê – só queres encher a barriga”, disparou a mulher, largando o garfo. Dinis lançou um olhar triste a Zina. “Olha lá, tem respeito! E não sejas assim ciumenta, a Zina esforçou-se”, interveio por ela. “E esse nome? Zina! Até parece a vaca da nossa vizinha, que também é Zina”, troçou a loira. Zina riu-se por dentro. “Que se passa?”, sussurrou Dinis. “A amiga minha chama a cobaia de ‘Lena’…”, devolveu Zina, mas todos ouviram. A sogra não gostou, os homens riram, e a cunhada ficou vermelha de raiva: “Quem és tu para falar assim?” “Falas assim com toda a gente, resolvi responder-te”, encolheu os ombros Zina. “Eu sou mulher legítima do Vlad, tu quê? Só vives com ele”, atirou. “Pelo menos tenho educação e não sou malcriada quando sou convidada.” “Eu não vim cá ver-te!” “E eu não te convidei”, atalhou Dinis, já saturado. “Vocês vieram para ficar quanto tempo?” Fez-se silêncio. “Viemos ensinar a princesa a viver no campo”, respondeu a mãe. “Dispensamos. Estou bem com a Zina, vamos ficar assim!” “Pois, já puseste a citadina às costas. Quanto tempo até te fartares?”, lançou a cunhada. “Na nossa família há só uma preguiçosa – e não é a Zina!”, rebateu Dinis. “Agora, obrigado pela presença, mas podem ir descansar.” Juntos começaram a levantar a mesa. Zina pensou que ter quem a apoie dá força. Não ia deixar-se pisar! E se as coisas mudam, casa tem sempre! O sábado não começou bem. “A dormir até esta hora? Aqui acorda-se cedo, é para ir fazer o pequeno-almoço!”, entrou de rompante a sogra às oito da manhã. “Maria Micaela, há comida no frigorífico”, respondeu Zina, encolhendo-se nos lençóis. “Só me visto e já desço.” “Ui, que senhora! Aqui não se engonha. Anda ajudar!” Já na cozinha, Dinis preparava comida. “Ai mulher, já acordaste?”, saudou ele. “Pois, se não sou eu, ela dormia até ao almoço”, queixou-se a mãe. O ciclo de provocações continuou: Ocampo é assim, cedo! Quando tiverem vaca, seis da manhã é a ordenhar!, provocou a cunhada. “Não vamos ter vaca”, respondeu Dinis. “Porquê? Isso é porque a Zina não sabe ordenhar, nem acorda a horas! Para ela é impossível!”, riu-se a loira. “Tu também não sabes, e sobrevives”, ironizou Dinis. “Desde que a Zina chegou, estás impossível!”, interveio a mãe. Zina perdeu a paciência: “Dinis, vou para minha casa. Quando este circo sair, chama-me se quiseres continuar”, anunciou, cansada. “Desde que essa apareceu, o meu filho esqueceu-se da família! Já mal atende chamadas, não ajuda nada… E achas que aceitamos alguém assim? Estás a destruir a família!”, gritou a mãe. “Acabou! Não gostam que eu queira a minha família? Fugi de vocês, estou a fazer a minha vida e voltam cá para tudo recomeçar!” “Filho, escolheste – ou eu, ou essa ali”, exigiu a mãe. “Mas aceitaram logo a Olena!”, contrapôs ele. “O quê? Não compares!”, disse a cunhada. “O que vai ser?”, apressou a mãe. “Eu escolho a felicidade!”, respondeu Dinis sem hesitar. “Então já não tenho filho!”, saiu a mãe, levando a cunhada. O pai sorriu compreendendo o filho: “Estamos contigo! Eu trato da mãe!” O irmão abraçou-o: “Cuida da tua felicidade! Nós cá em casa também precisamos mudar algumas coisas…” A família foi-se embora. Zina sentiu-se estranha mas percebeu que Dinis era mesmo sério quanto a ela. Retomaram juntos a rotina, apoiando-se mutuamente. Já na outra casa, Vlad apresentou novidade: “Mãe, Olena! Comprámos-vos uma vaca!” “O quê? Estás maluco?” “Não. A Olena vai aprender a ordenhar e levá-la ao pasto! E pequeno-almoço às sete, sempre, nada de sandes – comida a sério! Vida de campo.” E assim começou a lição. Tudo o que disseram à Zina, ouviam de volta. Maria Micaela lá fez as pazes, mas agora visitar o filho, só quando tivesse a certeza de não ser surpreendida com as habilidades de Zina. Já Dinis pediu Zina em casamento – com direito a festa e toda a família! Não se pode dizer que Maria Micaela e Olena tenham passado a adorar a nora, mas pelo menos aprenderam a calar-se: ficar contra Zina já era perigoso… Zina, essa, estava feliz! Continuavam a fazer tudo juntos, a ajudar-se, e já não temiam visitas inesperadas!