Todos enganavam o irmão, mas era a Vera quem se sentia traída…

Todos enganavam o irmão, mas quem se sentia enganada era Beatriz

O telefone tocou a meio da noite.
Filha, está a haver um incêndio, está tudo a arder pelo choro da mãe, Beatriz conseguia ouvir o crepitar do fogo, o burburinho, os gritos.

O sono passou instantaneamente.

A casa da mãe ficava a uns quinze quilómetros da cidade, grande mas já com muitos anos. A cidade expandia-se, avançando pelo campo, enquanto a aldeia crescia em direção ao centro urbano. Beatriz tentava recordar quantos anos teria aquela casa teria, na verdade.

Foi o bisavô paterno quem a construiu; o avô fez um piso extra para o verão e, mais tarde, modernizaram, tornando-o habitável todo o ano.

A certa altura ainda aumentaram horizontalmente, anexando uma marquise do lado. Por fora, era sólida, mas, no fundo, tudo não passava de aparência. No inverno gelava, no verão era húmida.

A casa apodrecia devagar, sempre a deteriorar-se. Toda a família sabia. O certo teria sido demolir e fazer uma nova, mas a mãe teimava era para reparar. Decidia ela, senhora do pedaço desde que o marido falecera.

Só há dinheiro para obras, não para construção nova.

Mamã, para quê uma casa tão grande? Por menos dinheiro, podes ter uma pequena, acolhedora, até de dois andares. Sobrava terreno para os teus cravos e malmequeres tentava argumentar Beatriz.

Beatrizinha, não entendes atalhava logo o irmão Artur este é o solar da família, a casa-mãe, como se diz. Tem de se manter tudo. Uma bela reabilitação, e fica tudo novo.

Artur estava sempre do lado da mãe, e ela, do dele. Os conselhos de Beatriz eram sempre tomados a mal, embora no fundo quisesse o melhor para todos.

Ela, Beatriz, já percebera. Mais um dos planos falhados do irmão, apoiado pela mãe, e ela limitava-se a encolher os ombros foi decisão deles.

Obras então, façam obras.

Filha, vamos precisar da tua ajuda. Só um bocadinho, caso falte algo. Vendi o apartamento onde vivia a tua tia ficámos com ele de herança. Para que nos serviria aqui tão longe?

Vendeste o apartamento em Lisboa? Para restaurar isto? Dava para comprar mais que uma casa!

Só me pertencia metade, o resto era do filho dela.

Então obrigaste o primo a vender, puseste-o fora?

Não! Ele comprou a minha parte. Claro que vendi barato, mas não tirava mais.

Mãe! Não precisávamos disso. Podias pelo menos…

Dar? Tenho a minha família.

Talvez tenhas razão. Faz obras. Se não precisas nada meu, vou-me embora.

Passou um mês. O telefonema da noite fatídica a casa ardia. Beatriz e António, o marido, chegaram já tudo era ruínas. Nada a salvar.

Beatriz, devíamos alojar a tua mãe num dos nossos apartamentos. O T1 na Avenida dos Aliados está vazio desde que os inquilinos saíram.

Ponderei, mas o apartamento é teu.

Beatrizinha, os apartamentos são nossos. Tua mãe precisa de ajuda. Deixamos de receber uma renda, temos outras duas casas alugadas, vivemos na terceira.

Mas esse é mesmo teu.

Não te prendas a isso, é tudo nosso. Ela que fique lá, está mobilado. O que faltar, compramos.

Mudaram a mãe. Compraram o necessário. Um dia, Beatriz foi de surpresa, com compras e para ver como estava. Lá dentro, via-se televisão (que não estava lá), cheiro a café fresco.

Mãe, disseste que ardeu tudo! Este é o televisor que demos no teu aniversário. E café? Ainda tens a máquina?

Por amor de Deus, achas que roubei? Levámos tudo para fora antes das obras. Só sobraram paredes nuas. Havia seguro, por isso disse assim. Que tem? Os móveis estão com o Artur.

Mas ele tem casa nova, ainda não compraram móveis. Aqui há, mas eles precisam. Já lhe levei as minhas roupas velhas. Eles não querem meus lençóis gastos.

Artur comprou apartamento? Mas com que dinheiro

Como hei de saber? Comprou, não perguntei.

Beatriz percebeu que a mãe escondia algo. Dela não ouviria, mas o tempo revelaria. Sempre soubera que a mãe queria tudo para o Artur.

O filho era um desastrado, tudo lhe saía mal, todos o enganavam. Só Beatriz, afinal, sentia-se a verdadeira enganada. Ali, também havia manha.

O que vais fazer com as ruínas? O terreno é bom, tens dinheiro, há seguro.

Ali não há nada a fazer, venderei o terreno, casa tenho. Sabe bem ter filha abastada. Ao pobrezinho do Artur não calha sorte, só dívidas

E não queres antes comprar para ti um apartamento?

E esta casa? Vais expulsar a tua mãe?

Este apartamento é do António.

Não empobreceis!

Então podíamos reconstruir. Nas casas dos vizinhos, tudo parece saído de revista.

Não, decidi vender o terreno. Deve ser destino. A casa sempre passou de homens para filhos. O Artur não quer saber do campo, só vida de cidade.

Não insisto.

António, a mãe vai vender o terreno.

É direito dela. Eu teria reconstruído. Sempre gostei do sítio. O teu pai adorava descansar sob a tília velha.

Também fiquei triste quando morreu. Quase sinal dele. Porque não construímos nós?

Eu ADORAVA morar ali. Sempre quisemos uma casa. As crianças iam ser felizes. Crescem, levam netos

Estás a sonhar alto.

E por que não? Depois tua mãe podia ir lá viver.

Claro que só a construímos, o terreno é dela. Se queres mesmo, fazemos tudo legal, para não nos arrependermos. O terreno tem de ser comprado.

Mas é tua mãe!

Por isso mesmo, tudo certinho. Não te esqueças do meu azarado irmão.

Trato do terreno. Em breve põe à venda. Ou pergunto-lhe diretamente?

Não, ela vai enganar-se.

Compramos então…

Porque não me perguntaram diretamente?

Mãe, precisas é de dinheiro. Assim compras um bom apartamento.

A mãe calou-se, mas não se apressou a comprar nada.

Beatriz e António construíram a casa velha do zero. Usaram todas as poupanças, ainda fizeram um empréstimo. Mas com ordenados e rendas, pagaram facilmente.

Depois, ainda ficou mais fácil: alugaram a terceira casa. A mãe nunca comprou casa própria, deu o dinheiro ao Artur, que perdeu tudo com o empréstimo.

O seguro nunca foi pago; o incêndio teve mão criminosa: levaram tudo antes, deitaram fogo. Não saiu como pensavam.

A mãe visitava-os de vez em quando.

Aqui está-se tão bem, espaçoso. No apartamento do Artur é apertado, os meninos cresceram, cada um precisava do seu quarto, e só têm dois.

Eu disse. Deviam ter comprado maior. E era tão bom ter aceite reconstruir a casa.

Mãe, tentei convencer-te antes do incêndio. Tínhamos ajudado. Podia ser pequena mas cómoda.

Tentaste. Agora proponho: trocamos. Devolvo-vos o vosso apartamento, venho para esta casa. Talvez o Artur venha comigo. A casa é tradição, passa para o filho homem.

Estás a brincar? Fomos nós a construir, mas passa para o Artur? Se não tivesse havido fogo, ele vendia logo!

É direito dele. É tradição.

Tradição?! A casa teria oitenta anos, não séculos!

Adiante. Quando trocamos?

Queres trocar a nossa casa pelo nosso apartamento? Mãe, só te registei lá, nada de mais. E podíamos nem ter feito isso.

Já percebemos que nunca irás comprar, deste tudo ao azarado do Artur. Os herdeiros desta casa já não serão os teus. Não será o Artur.

Vocês têm tanto, coitado do Artur teve azar!

Azar? O dinheiro da venda do apartamento de Lisboa foi para ele; se o seguro tivesse pago, era para ele; tudo o que restava do pai para ele, poupanças, carro. Ele tem azar? E eu sou rica? Esta casa fizemos eu e António com muito esforço!

Não escolhe ser ingénuo, é enganado!

Quem foi sempre enganada fui eu, só isso. Esta casa é nossa, pagámos tudo. O Artur não terá nada, mas pode vir visitar.

Um dia, o Duarte, primo direito da Beatriz de Lisboa, apareceu.

Vim ver os primos pobres. A tia disse que passavam fome, era preciso dinheiro e vocês têm uma casa destas!

Foi o que a mãe contou?! Pois…

Tive de pedir empréstimo, só agora terminei de pagar. E Beatriz, trouxe-te uns brincos. A mãe pediu para te entregar pessoalmente.

O resto… A tia logo disse, ainda no funeral, que a irmã lhe prometera todas as jóias. Escondi a caixa a tempo, ela procurou por todo o lado.

Nunca acreditei, mas agora estou a devolver. Estes brincos, a minha mãe pediu para pores nas tuas próprias mãos. Presente da tia.

Fizeste bem em esconder. Se não, tudo caía nas mãos do Artur. Sempre precisa de mais! Nós trabalhamos, ele só recebe da mãe.

Não entregues nada, guarda para ti ou vende, precisa-se mais. A mãe mentiu, de certeza.

A sério? Vais contar?

Conto, claro…

A mãe já raramente visitava, as pernas doíam-lhe. O Artur também pouco aparecia, demasiado ocupado a ser “enganado”. Beatriz e António viviam em paz, com os filhos felizes. Duarte passou a visitar muitas vezes. A vida continuava cada um faz o seu destino. A verdadeira felicidade constrói-se dia após dia, com honestidade e coragem perante as escolhas de cada um.

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Todos enganavam o irmão, mas era a Vera quem se sentia traída…
Ako by som vám mohla naložiť takú ťarchu? Veď ani môj otec s Tatianou nechceli zobrať Míška — „Marína, dcérenka, spamätaj sa! Za koho sa chceš vydať?!“ nástojila mama, keď mi upravovala závoj. „Vysvetli mi aspoň, prečo ti Sergej nevyhovuje?“ bola som bezradná z jej sĺz. „Ale ako? Jeho mama je predavačka, na každého breše. Otec sa stratil, kým bol mladý, len pil a užíval si.“ „Veď aj náš dedko pil a babku po dedine naháňal. Čo z toho?“ „Tvoj dedko bol vážený človek, starosta.“ „Lenže babke tým ľahšie nebolo. Pamätám si, aj keď som bola malá, ako sa ho bála. S mamou a Sergejom nám bude dobre, nesúď ľudí podľa rodičov.“ „Deti vám pribudnú, potom uvidíš!“ povedala mama, ja len povzdychla. Nebude ľahké žiť, ak mama nezmení názor na Sergeja. Ale predsa sme mali s Sergejom veselú svadbu a založili svoju rodinu – našťastie v domčeku, ktorý mu po dedkovi a babke zostal. Sergej dom postupne prestaval na moderný dom, ako tomu hovorím – všetky pohodlia, stačí žiť a radovať sa. Aký úžasný muž, čo len mama naňho hovorila? Po roku sa nám narodil syn Ivan, po štyroch rokoch dcérka Marienka. Len čo deti ochoreli alebo vyviedli niečo, mama už stála vo dverách – „Veď som ti vravela!“ A vždy pridala: „Malé deti – malé starosti! Vy rastiete, ešte vám s tou krvou dajú zabrať!“ Snažila som si z maminých výčitiek nič nerobiť, poznala som svoju povahu – dcéra išla proti jej vôli, vydala sa bez jej súhlasu. Mama chce, aby bolo všetko podľa nej. Už sa zmierila s mojím rozhodnutím a v hĺbke duše Sergeja uznala za zlato – ale nikdy by to nepriznala nahlas. Mama, to by znamenalo priznať chybu – to v žiadnom prípade! A k vnúčatám sa tiež chovala so strachom, v skutočnosti ich však zbožňovala: ak by sa im niečo stalo, bola by prvá, čo by skočila do váhu. Aj tak som mala obavu z „veľkých starostí“, ktoré prichádzajú s dospievaním detí. A tie deti dospievali. Ivan už končil jedenásty ročník a chystal sa do sveta – na prestížnu univerzitu, 143 kilometrov od nás do hlavného mesta. Pre matku je to ako odlet na planétu Merkúr. Prvé štyri noci som nespala, rozmýšľala, čo je so synom: či ho niekto neublíži, či sa najedol, či ho mesto nepokazí, Ivan je predsa taký dobrý chlapec! Zo začiatku býval na internáte pre dedinských chlapcov, ale materské srdce nevydržalo – presvedčila som Sergeja, aby sme mu v meste prenajali byt. Ivan chcel časť platiť sám a našiel si brigádu – veď je rozumný. Každý víkend som cestovala k Ivanovi, pomáhala, varila, upratovala – hoci všetko bolo čisté. V detskej izbe doma neporiadok, ale v byte varená pečienka aj kotlety na pare – hovorím, šikovný syn! Moje víkendové návštevy začali Sergeja rozčuľovať: „Marína, prestaň držať Ivana za sukňu! Tebe chýba čas na mňa, pôjdem k Laryse z pošty, uvidíš!“ Zľahčil to, ale vystrašil ma – bez muža by som byť nemohla. A mal pravdu, synovi som musela dať voľnosť. Ešte som chvíľu kvokala, no postupne som si zvykla, že syn dospel. Dala som mu slobodu, prestala ochraňovať, ale márne. Raz mi volali z dekanského úradu, že syn vynecháva prednášky, je na hranici vylúčenia. Čože? To nie je možné! Zobrala som si voľno a letela do mesta – teraz ma už nezastavil ani Sergej. Syn nečakal, že prídem – a nezakryl dôvod vynechávania školy. Dôvodom bola dievča Anna. Vyzerá ako anjel – ale v byte bola aj malá, asi ročná, chlapček. Pochopila som – dievča s dieťaťom si chce Ivana pripútať. Som moderná mama, také veci sa stávajú, ale Ivan je mladý, nevie, čo je rodičovstvo, Anna má možno len 18 – kedy stihla porodiť? Vo mne búrka, no ovládla som sa. S Annou som sa pozdravila, Ivana zatiahla do kuchyne: „Ivan, si veľmi zamilovaný?“ „Veľmi, mama.“ „A čo so školou?“ „Trochu som zanedbal, ale to prejde, neboj sa,“ „Čo sa deje?“ „To nie je môj príbeh, možno časom…“ Nevyprovokovala som konflikt, vzala som si pauzu, šla domov: „To je tvoja chyba, Sergej! Slobodu synovi daj! Takto to dopadlo!“ „Čo vlastne vadí? Ak ju Ivan miluje, možno má to dieťa už v srdci.“ „Si pripravený byť dedom?“ „A prečo nie? Vždy som vedel, že raz budem dedom!“ „Ale nie cudziemu.“ „Marína, dieťa nemôže byť cudzie. Zamysli sa.“ Odišiel spať inde, ja som blúdila po izbe, zlostila sa. Potom som upokojila – Sergej opäť mal pravdu. Dieťa nemôže za nič, a Anna tiež nie. Ráno som sa ospravedlnila, že všetkých len veľmi ľúbim. „Poď sem, hlúpa žena!“ vtipkoval Sergej. Tak sme zaspali vedľa seba, na perách šťastný úsmev – nuž budem babičkou! Malý Míško je krásny chlapček. Ale nebolo to také jednoduché. O krátky čas Ivan oznámil, že bude študovať večerne a s Annou chcú svadbu. Tentokrát som si najskôr premyslela a až potom sme s mužom prišli do mesta. Sergej nám pomôže zvládnuť situáciu – nech by som mala chuť „narezať dreva na celú zimu“. Anna nás privítala v chodbe so slzou v oku: „Prepáčte mi. Nechcem, aby Ivan robil toto, ale je tvrdohlavý.“ „Tvrdohlavý, to je slabé. Ale je šikovný. Ak sa rozhodol, asi musí. Upokoj sa, Anna, preberieme to. Čaj by ste nám dali? Práve 143 km za volantom.“ Anna sa zahambila, Sergej sa usmial – už si vybral synovho partnera, so súhlasom som vzdychla. Keď nám voňal čaj a Sergej chrúmal domáce pečivo, Ivan sa vrátil z obchodu – v očiach mal oceľový pohľad, už som mu nič nemohla prikazovať. „Takže ste sa rozhodli pre svadbu?“ opýtal sa Sergej. „Áno, je to rozhodnuté,“ povedal syn. „Dobre. Prečo ten zhon? Čakáte druhé?“ „Nie! Anna silno hlavou kývala.“ Napadlo mi, že možno ich vzťah ešte nie je taký, kde by boli deti – ale… „Prečo teda sa ponáhľate?“ „Inak Míška vezmú do detského domova,“ vysvetlila Anna so zvesenými očami. „Prečo by ho mali vziať?“ „Mama odišla…“ zašepkala Anna. „Anna, nemusíš nič vysvetľovať!“ Ivan chcel brániť. „Ivan, počkaj,“ prerušila ho Anna. „Ak sme spolu, vaša rodina je moja. Chcem povedať svoj príbeh.“ Anna začala rozprávať: jej mama zomrela vo väzení, mala srdcovú vadu. Prvý raz bola vo väzení po havárii, do ktorej ju dostala rodinná hádka. Otec sa rozviedol, zobral si Tatianu, s ktorou má Anna dobrý vzťah. Potom mama našla mladšieho partnera, Denisa, malý Míško je ich dieťa. Anna sa tešila, ale susedia neskôr vypovedali o neustálom kriku. Raz sa pohádali, mama strčila Denisa, ten spadol a po zranení zomrel, mama zatkli. Mama odišla ešte v cele, srdce jej vypovedalo službu. „Prosím, nesúďte moju mamu prísne! Bola taká ako kolibrík – živá, nespútaná, ale svoju mama som mala rada,“ povedala Anna. „Teraz nám ty odpust, Anna,“ povedal Sergej. „Museli sme to vedieť, ale teraz sme rodina – patríme k sebe.“ Hanbím sa priznať, vtedy som mala chuť zakričať: „Čo to robíš, synku! Ivan, spamätaj sa! Nepotrebujeme takú rodinu!“ Ale včas som si spomenula na svadbu, keď ma mama odhovárala od Sergeja. Pamätala som si – ľudí nesúď podľa ich rodičov! A prišla mi šialená, ale krásna myšlienka. Pozrela som na Sergeja, usmial sa a prikývol. „Čo poviete na toto – my s mamou si vezmeme Míška do opatery, vy ešte počkáte, dokončíte školu.“ „Ako?“ spýtala sa Anna. „Oci, prestaň!“ zvolal Ivan. „Míškovy bude na dedine dobre, sám vieš, aké bolo tvoje detstvo. Ak chcete, kedykoľvek si ho vezmete.“ „Nám sa s otcom bez teba, Ivan, nudí, radi sa postaráme o Míška.“ „Anna, rozhodnutie je na tebe.“ „Ako by som vám mohla naložiť takú ťarchu? Ani môj otec s Tatianou to neprijali.“ Vtedy sa zobudil Míško – zliezol z gauča, došiel na kuchyňu a vystrel rúčky k Sergejovi. „Uf, aká ťažká ťarcha,“ žartoval Sergej a zobral Míška na ruky. „Sergej, ešte ti to ide, nie si na deda, skôr na otca,“ smiala som sa. „Počkaj, ukážem ti deda večer!“ Deti sa ešte chceli škriepiť, ale súhlasili – Míška sme si vzali. S opatrovníctvom neboli žiadne problémy, úradníčka povedala, že je to dnes bežné – staršie páry majú energiu a lásku, ak ich deti už dospeli. Aj my s Sergejom sme omladli. Nočné vstávanie k Míškovi mi často vyvolalo slzy od šťastia. Mama nás aj za toto rozhodnutie karhala – ale milovala Míška najviac. A on ju. „Ach Marína! Čo to robíte!“ volala mama a hneď na to: „Ktože to chce spinkať?“ A opäť: „Načo ste mysleli, Marína?! Aké sú tie pršteká špinavé! Kde je Míško, kam sa schoval?!“