Môj manžel je aj vo veku 35 rokov typický mamičkin synáčik.

Urobil som chyby v živote, ale tá najväčšia z nich stále žije vedľa mňa a neviem, čo s tým. Mal som 25 rokov, keď som sa oženil s chlapom menom Branislav. On bol odo mňa o dva roky starší. Vtedy mi prišiel ako princ na bielom koni.

Stále mi nosil kvety, darčeky, nosil mi ťažké tašky, nikdy sme sa nehádali a vždy sme dokázali vyriešiť každú situáciu v pokoji. Pred svadbou sme spolu nikdy nebývali. Ani on, ani ja spolubývanie sme považovali za niečo ľahkovážne. Tak sme sa jednoducho vzali. Mama a otec nám dali peniaze na svadbu, ale tá suma určite nestačila na kúpu bytu. Ani som nechcel prenajímať načo platiť cudziemu človeku a počúvať ho, ako sa mu páči alebo nepáči, ako žijeme. Nakoniec nám Branislavova mama navrhla, že by sme mohli bývať u nej. Mala dva izby v paneláku, aj tak bola často sama a miesta bolo dosť. Prečo nie?

Rozhodol som sa po svojom. Mama Branislava pôsobila ako rozumná žena, takže sme si našli spoločnú reč bez problémov. Lenže hneď po svadbe a po tom, čo sme sa nasťahovali k svokre, som zistil oveľa viac o svojom mužovi. Ukázalo sa, že jeho mama ho stále brala ako malého chlapca. Kým býval doma, nerobil absolútne nič až tak, že mu mama prala spodky a ponožky, a to bol už dospelý muž! Uznať musíš, že to nie je normálne.

Branislav len chodil do práce a robil si svoje. Niet divu, že keď sme začali spolu bývať, všetky povinnosti padli na mňa. Odrazu som varil pre všetkých, upratoval, prala som bielizeň, žehlil. Toto som potreboval? Pravda, svokra sa mi do vecí nebabrala, nevstupovala do kuchyne, keď som varil. Ale to, že ani nechcela pomôcť, pôsobilo, akoby som bol v ich rodine len na to, aby som slúžil.

A potom prišli ešte horšie správy. Jedného dňa začala horiť zásuvka a ja som požiar uhasil. Keď som Branislavovi povedal, nech vymení starú zásuvku za novú, tváril sa, akoby som od neho žiadal výpočty z kvantovej fyziky. Ukázalo sa, že nevie ani meniť zásuvky. Dokonca keď bolo treba vymeniť žiarovku, radšej sa stiahol a povedal, že to neurobí. Tak som zobral stoličku a vymenil žiarovku sám. Skrátka, môj muž nevie urobiť nič. Iste, nie každý sa musí vyznať v elektrikárstve. Ale on ani nemal záujem niečo sa naučiť. Prečo by mal, keď môže zavolať majstra a zaplatiť mu eurá? Lenže Branislav nepracoval za milióny, aby si mohol dovoliť nechať všetko robiť druhých.

Najviac ma vytáčalo, keď svokra stále hovorila s Branislavom ako s malým chlapcom a on jej odpovedal nesmelo mami.

Branislav, dal si si ponožky, vymenil si si spodky? Branislav, umyl si sa poriadne? Pri týchto rozhovoroch mi bolo do zvracania. On je dospelý človek a mama sa ho pýta, či si vymenil spodky.

Uvažujem nad rozvodom. Ale čo potom? Nemám vlastný byt, peniaze od rodičov som už minul. Ale takto sa to už nedá zniesť. Koľko to ešte vydržím, túto nemohúcnosť?

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Môj manžel je aj vo veku 35 rokov typický mamičkin synáčik.
Uau, olha só, pai, que recepção! E pra quê esse spa, se em casa tens tudo incluído? Quando o Diogo entregou as chaves do seu apartamento à Eva, ela percebeu: missão cumprida. Nem o DiCaprio esperou tanto pelo Óscar como Eva aguardou por seu Diogo, e ainda por cima com ninho próprio. Aos trinta e cinco, já meio desesperançada, Eva deitava cada vez mais olhares solidários aos gatos da rua e às montras de “Tudo para Artesanato”. Então aparece ele — solteiro, que gastou a juventude a construir carreira, a comer comida saudável, a ir ao ginásio e outras mariquices tipo “encontrar-se” neste mundo, e sem filhos. Eva pediu este presente desde os vinte anos e, pelos vistos, lá em cima finalmente perceberam que ela não estava a brincar. — É a última viagem de trabalho do ano e ficarei só contigo — disse Diogo, entregando as chaves. — Só não te assustes com o meu antro. Normalmente só volto para dormir — disse, antes de voar para outro fuso durante o fim‑de‑semana. Eva pegou na escova de dentes, no creme e foi ver que antro seria aquele. O problema apareceu logo à porta. Diogo tinha avisado que a fechadura às vezes encrava, mas Eva não esperava tanto. Ela tentou abrir durante quarenta minutos: empurrou, puxou, meteu as chaves até ao fim, tentou gentilmente, mas a porta claramente não queria dar as boas-vindas à nova inquilina. Eva começou a pressionar psicologicamente, como aprendera com colegas atrás da escola. Ao barulho, abriu-se a porta da vizinha. — Porque está a tentar entrar numa casa alheia? — perguntou uma voz feminina preocupada. — Eu não estou a tentar entrar à força, tenho as chaves — respondeu Eva, já irritada. — E quem é você? Nunca a vi por aqui — insistiu a curiosa. — Sou a namorada dele! — retorquiu Eva, desafiadora, com as mãos na cintura, mas só via uma fresta de porta para o diálogo. — Você? — estranhou a vizinha. — Sim, eu. Há algum problema? — Nem por isso. Só que ele nunca trouxe ninguém aqui (nesta altura Eva ficou ainda mais encantada por Diogo), agora aparece logo uma assim… — Uma assim como? — Eva não percebeu. — Bem, não é da minha conta. Com licença — encerrou a vizinha a conversa, fechando a porta. Eva meteu a chave e deu tanta força, de tanto querer entrar naquela toca, que quase girou o aro inteiro. A porta abriu. O mundo interior de Diogo ficou todo evidente, e Eva congelou por dentro. Claro que alguém jovem e solteiro cultiva algum ascetismo, mas aquilo era uma verdadeira cela. — Coitado, o teu coração já se esqueceu — ou talvez nunca soube — o que é aconchego… — murmurou Eva, percorrendo o humilde lar onde agora frequentaria. Por outro lado, estava feliz. A vizinha não mentiu: nunca uma mão feminina tocou nessas paredes, nesse chão, nessa cozinha nem nessas janelas sem cor. Eva era a primeira. Sem conseguir aguentar, calçou-se e correu à loja comprar uma cortina bonita e tapete para a casa de banho, e ainda pegou nuns panos e pega‑panela para a cozinha. Na loja, não se aguentou… Ao tapete e cortina juntaram-se ambientadores, sabonetes artesanais e caixas organizadoras para cosmética. «Dar uns toques femininos numa casa alheia não é abusar», dizia Eva, enquanto punha o segundo carrinho no supermercado. A fechadura passou a já não resistir a Eva. Na verdade, já nem funcionava — parecia guarda-redes de hóquei sem máscara. Percebendo o estrago, Eva, com facas de cozinha, desmontou a velha fechadura até à meia-noite e de manhã foi buscar uma nova. As facas, claro, também precisavam de trocas. E já agora talheres, toalha de mesa, tábuas, bases de quentes… E as cortinas, fica logo ali ao lado. No domingo ao almoço, Diogo ligou a dizer que ia ficar mais uns dias em trabalho. — Fico feliz se trouxeres aconchego e calor à minha casa — sorriu ele ao telefone, quando Eva confessou ter mudado um pouco o visual do lar. Aliás, aconchego ela já estava a entregar às carradas, tudo planeado com documento técnico e mapa. Anos de espera acumulados e agora que a deixaram agir, Eva não sabia parar. Quando Diogo regressou, só restava uma aranha ao lado da ventilação da velha casa. Eva ainda pensou expulsá-la, mas, ao ver os olhinhos assustados a tantos imprevistos, decidiu deixá-la como símbolo de respeito ao alheio. A casa de Diogo parecia, agora, que ele já fora feliz em casamento por oito anos, depois ficou desiludido, e entretanto feliz outra vez — agora de outro jeito. Eva não só reiventou o apartamento mas garantiu também que todo o prédio soubesse que havia nova dona e qualquer questão podia ser tratada com ela. Ainda não tinha aliança no dedo, mas isso era só detalhe técnico. Os vizinhos torceram o nariz mas acabaram resignados: «Pronto, como quiser, não é da nossa conta». No dia da chegada de Diogo, Eva preparou jantar caseiro, embalou o seu traseiro ainda firme numa roupa vistosa e provocadora, espalhou incenso e, com as luzes novas baixas, começou a esperar. Diogo atrasou-se. Quando Eva sentiu que o conjunto já magoava o sítio por onde tanto fez agachamentos no ginásio, alguém meteu a chave na fechadura. — A fechadura é nova, empurra, está destrancada! — respondeu Eva meio insegura, mas sensual. Não tinha medo do julgamento. Trabalhou tão bem na casa que perdoavam tudo. Na hora que a porta se abriu, Eva recebeu uma SMS de Diogo: «Onde estás? Estou em casa. A casa está exatamente igual. Os amigos disseram que ias encher tudo de cremes». Eva só leu muito depois. Por agora, entravam cinco estranhos: dois rapazes, dois miúdos e um avô que, vendo Eva, logo endireitou as costas e penteou os cabelos grisalhos com a mão. — Uau, pai, que festa de boas-vindas! E para quê esse spa se tens tudo incluído em casa? — disse o jovem, levando logo cotovelada da esposa por estar a olhar. Eva parou, em choque, de copos em punho. Queria gritar mas ficou paralisada. A aranha riu num canto. — Desculpe, quem é? — piou Eva. — O dono aqui do ninho. E você, é da clínica? Veio fazer curativos? Acho que disse que já dou conta sozinho — comentou o avô, de olho na roupa de enfermeira de Eva. — Bem, senhor António, aqui está mesmo bem acolhedor — olhou por trás a esposa do rapaz. — Agora sim, não que isto parecia um túmulo. E você, miúda, como se chama? O nosso António não é demasiado experiente para si? Mas olha, é senhor respeitado, tem casa própria… — É-é-Eva… — Bem, fez bom negócio, senhor António! O avô, pelos olhos brilhantes, também achou tudo um feliz acaso. — E o Diogo? — murmurou Eva. Nervosa, bebeu os dois copos de uma vez. Saber mais — Eu sou o Diogo! — ergueu o braço um miúdo de oito anos. — Olha, ainda não podes ser Diogo — e a mãe arrastou filhos e marido para o carro. — Desculpe, enganei-me no apartamento — Eva recuperou os sentidos, lembrando-se do drama com a fechadura. — Isto é Rua das Magnólias, dezoito, porta vinte e seis? — Não, isto é Rua das Beiras, dezoito — esfregou as mãos o avô, pronto a abrir o presente inesperado. — Pois… — suspirou Eva, — enganei-me. Força, fiquem à vontade, vou só ali ligar alguém. Pegou no telemóvel e correu à casa de banho, barricou-se com a toalha. Foi aí que leu a SMS de Diogo. «Diogo, estou quase, fiquei presa no supermercado», escreveu Eva. «Ok, espero-te. Se puderes, traz uma garrafa de tinto», veio a resposta. Tinto, Eva ia trazer mas já consigo mesma. Com o tapete, tirou a cortina e esperou os estranhos irem à cozinha para fugir da casa de banho. Rapidamente, meteu tudo num saco e saiu da casa. — Depois explico — avisou Eva, ao ver Diogo abrir-lhe a porta. Indo em modo automático, cruzou-se com ele sem olhar. Primeiro foi à casa de banho trocar cortina e estender o tapete, depois caiu no sofá da sala e apagou até ao dia seguinte, até todo o stress e vinho evaporar. Ao acordar, frente a ela estava um jovem à espera de explicações. — Pode dizer-me que morada é esta, por favor?.. — Rua do Futuro, dezoito.