Po narodení mojej dcéry, keď som s ňou zostala sama, mi rodičia najskôr poskytli obrovskú podporu. Avšak to, čo teraz robia, je skutočne nepochopiteľné.

Už počas tehotenstva som pochopil, že svoju dcéru budem vychovávať sám. Keď sa o tom dozvedel jej matka, prosila ma so slzami v očiach, aby som ju presvedčil, že nemá silu pokračovať. Napriek tomu som zostal pevný vo svojom rozhodnutí. Našťastie, moji rodičia ma úprimne podporili, povzbudzovali ma, aby som dcéru prijal a ubezpečili ma, že mi so všetkým pomôžu. A skutočne to tak bolo. Partnerka sa vytratila z môjho života bez jediného slova, ale mama a otec boli nadšení, že majú vnučku.

Otec pracoval v Bratislave, zarábal slušne, a staral sa o všetky finančné záležitosti našej rodiny. Mama bola vzorná gazdiná. Každý deň udržiavala dom čistý a variť pre celú rodinu ju bavilo. Keď som sa snažil prispieť vlastnými peniazmi do rodinného rozpočtu, otec mi ich okamžite vrátil, hovoriac:

Prečo dávaš peniaze dieťaťa na rodinu? Radšej ich minieš na svoju dcéru. Zároveň, ak som sa pokúsil pomôcť mame v kuchyni, vždy ma zastavila: Netráp sa, synak. Buď so svojou dcérou, ja sa o varenie postarám.

Keď som sa neskôr vrátil do práce, začal som kupovať nevyhnutné domáce veci, ale moje príspevky boli skôr symbolické. Mama prevzala všetky domácnosti a starostlivosť o moju dcéru. Všetko sa zdalo byť v poriadku, až kým sa v našej rodine objavil nový muž. Postoj mojich rodičov sa okamžite zmenil.

Ty si sa nič nenaučil v živote? Všetci sú rovnakí. Opustí ťa a zostaneš znovu sám s dieťaťom! častovali ma starými prísloviami. Čím viac moja dcéra rástla, tým viac ma rodičia kontrolovali.

Zaobchádzali so mnou ako so školákom. Mama mi neustále volala, pýtala sa, kde som, kedy prídem domov, koho som stretol, čo som jedol a či v pozadí niekto nehovorí cudzím hlasom. Po práci otec vždy trval na tom, že ma odprevadí domov. Nakoniec do môjho života vstúpil nový partner.

Keď sa mama dozvedela o mojej schôdzke, začala si sťažovať na bolesť na srdci, predstierala zdravotné problémy a trvala na tom, aby som neodchádzal od nej. Táto situácia výrazne ovplyvnila môj vzťah. Môj partner zrušil jedno stretnutie, potom druhé, následne tretie. Desiaty raz už jednoducho zrušil všetky. Nakoniec si našiel niekoho, ktorého mama bola zdravšia a menej kontrolujúca.

Dnes si uvedomujem, že prehnaná starostlivosť môže byť pre dieťa škodlivá. Niekedy je lepšie pustiť ho a veriť, že si poradí aj sám.

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Po narodení mojej dcéry, keď som s ňou zostala sama, mi rodičia najskôr poskytli obrovskú podporu. Avšak to, čo teraz robia, je skutočne nepochopiteľné.
– Pois é! – exclamou o Alexandre. – Está certo! A última palavra tem de ser sempre do homem De manhã, o neto adulto dos Efimenko veio da cidade; tinham estado recentemente no casamento dele. O Alexandre veio buscar batatas, porque desde pequeno ajudava sempre os avós preferidos a semear e a apanhar as batatas. – Então diz lá, Alexandre, como é que está a correr a vida com a tua Svetlana? – perguntou logo a avó, mexendo na lareira. – Vai variando, avó… – respondeu o neto, pouco entusiasmado. – Vai variando… – Espera, espera, – interrompeu o avô João, atento. – Como assim, vai variando? Já andam às turras, ou quê? – Não, ainda nem por isso. Estamos é a tentar perceber quem manda lá em casa, – confidenciou o neto. – Olha, olha… – suspirou a avó, sorrindo enquanto mexia na lareira, – isso nem devia ser motivo para discutir. – Pois é, – riu-se o avô. – Toda a gente sabe que quem manda mesmo na casa é sempre a mulher. – Pois, pois… – veio de novo da lareira. – Avô, estás a brincar?! – O neto olhou surpreendido para o avô. – Estás a gozar, não? – Nem por sombras, – ripostou o João. – Se não acreditas, pergunta à tua avó. Vá lá, Catarina, diz lá: quem é que tem sempre a última palavra nesta casa? – Deixa-te dessas conversas, – respondeu a avó, amavelmente. – Não, diz mesmo – insistiu o João. – Quem é que acaba por tomar as decisões finais, tu ou eu? – Bem, eu… – Como assim? – duvidou o neto. – Nunca reparei nisso cá em casa. E olha que eu acho que numa casa o homem é quem deve mandar. – Deixa-te disso, Alexandre, – voltou a rir o avô. – Numa família a sério é tudo ao contrário do que pensas. Agora vou contar-te umas histórias e já vais perceber. História – Já começou… – resmungou a avó. – Aposto que vai falar da motorizada. – Da motorizada? – estranhou o neto. – Aquela velha, toda enferrujada lá no barracão, – confirmou logo o avô. – Aquilo faz anos para dar e vender. Sabes como foi que a avó me obrigou a comprá-la? – A avó? Obrigou? – Pois foi. Até me deu dinheiro do dela. Mas espera, antes disso houve outra história. Uma altura ganhei algum dinheiro, mesmo à justa para comprar uma motorizada com atrelado. Digo à Catarina – à tua avó –, quero a motorizada. Para ir levar batatas do campo para casa. Naquela altura davam-nos terra para cultivar batatas. A avó teimou. Disse: «Mais vale comprarmos uma televisão a cores!». Naquele tempo aquilo era uma fortuna. Tens levado as batatas de bicicleta, continuas a levá-las assim. O saco no guiador e siga. Está bem, disse eu, o último a decidir és sempre tu. Lá comprámos a televisão. – Então e a motorizada? – quis logo saber o neto. – Acabámos por comprar… – suspirou a avó. – Mas só mais tarde. O avô deu cabo das costas dele, tive de ser eu a transportar as batatas durante muito tempo. E quando em Novembro abatemos os porcos, dei-lhe todo o dinheiro que sobrou e disse: vai à vila comprar a motorizada. – No ano seguinte, conseguimos juntar dinheiro outra vez, – continuou o avô. – Disse-lhe: temos mesmo de reconstruir a casa de banho. A antiga herdada dos meus pais já estava meia podre. Mas a tua avó: «Nada disso! Vamos comprar móveis novos, para ficar tudo como deve ser!» Pronto, disse eu, és tu quem decide no fim. Lá comprámos os móveis. – Na primavera seguinte, a casa de banho ruiu – completou a avó. – Havia tanta neve, o telhado não aguentou… Desde aí, decidi: faz-se sempre como o João disser. – Pois é! – exclamou o Alexandre. – Tudo certo! O último a decidir tem mesmo de ser o homem! – Olha que não, Alexandre, não percebeste – riu-se o avô. – Antes de começar qualquer coisa, venho sempre perguntar: «Quero fazer isto, posso?» E a decisão final é sempre dela. – Eu, depois dessas histórias, digo sempre: faz como achares melhor. – Por isso, Alexandre, no fim de contas, o último a decidir tem de ser é sempre a esposa, – sentenciou o avô. – Percebeste? O Alexandre ficou pensativo, mas de repente desatou a rir. E, depois de rir, voltou a pensar, até que o rosto dele se iluminou. – Agora percebi, avô. Vou para casa e digo à Svetlana: «Está bem, amor, vamos de férias para o Algarve, como tu queres. E o carro fica na oficina à espera, mesmo que não dê para arranjar já, pronto. Se avariar, não faz mal. Vamos de autocarro para o trabalho no inverno. É só acordar uma hora mais cedo… Que se há-de fazer, não é?». Acho que estou a pensar bem, avô? – Decisão certíssima, – acenou o avô todo contente. – Vais ver que daqui a uns anos tudo vai bater certo para vocês os dois. E numa família, é mesmo a mulher que deve mandar. Assim o homem vive muito mais descansado. Falo por experiência própria…