Той ще живее с нас…

**Дневник на един мъж**
Днес, когато звънецът упорито прозвуча, че някой е на вратата, Радка свали фартуха, избърса ръцете и отиде да отвори. На прага стоеше дъщеря ѝ с младеж.
Здрасти, мамо, дъщерята я целуна по бузата. Запознай се, това е Борис. Ще живее с нас.
Здравейте, поздрави се младежът.
А това е майка ми, леля Радка.
Радка, коригира тя дъщеря си.
Мамо, какво имаме за вечеря?
Грахова чорба и наденици.
Аз не ям грахова чорба, отвърна момчето, пропъждайки се към стаята.
Е, мамо, Борис не яде грах, дъщерята широко отвори очи.
Младежът се настани на дивана, захвърлил раницата на пода.
Това всъщност е моята стая, каза Радка.
Борис, ела, ще ти покажа къде ще живеем, извика Снежана.
Но тук ми харесва, промумка той, като стана от дивана.
Мамо, измисли нещо за Борис да яде.
Не знам, имаме още половин пакет наденици, сви рамене Радка.
Ще ми стигнат с горчица, кетчуп и филийка, отговори той.
Добре, само прошепна Радка, тръгвайки към кухнята. Преди довеждаше котета и кученца, а сега ето го това храни го още.
Сложи си грахова чорба, сложи две пържени наденици в чиния, взе салата и с удоволствие се залови за вечеря.
Мамо, какво ядеш сама тук? дъщерята влезе в кухнята.
Защото се прибрах от работа и искам да ям, отвърна Радка, дъвчейки наденица. Който иска да яде, нека си нареди или си приготви. И още нещо защо Борис ще живее с нас?
Как защо? Той е мъжът ми.
Радка почти се задави.
Мъжът ти?
Да. Аз съм възрастна и сама решавам дали да се омъжа или не. На деветнайсет съм.
Дори не ме покани на сватбата.
Нямаше сватба, просто се записахме в общината. Сега сме мъж и жена, живеем заедно, каза Снежана, поглеждайки я.
Е, поздравления. Защо без сватба?
Ако имаш пари за сватба, дай ни ги, ще намерим къде да ги похарчим.
Разбрах, Радка продължи да яде. И защо не у вас?
Защото живеят в едностаен апартамент, четирима.
Не помислихте да наемете?
Защо да наемаме, като имаме моята стая? чудеше се дъщеря ѝ.
Ясно.
Ще ни дадеш ли нещо за ядене?
Снежана, тенджерата с чорбата е на котлона, надениците в тигана. Ако не стига, в хладилника има още половин пакет. Взимайте, сервирайте и яжте.
Мамо, не разбираш, ти имаш ЗЕТ! подчерта последната дума.
И какво? Да започна ли да играя хоро? Снежана, върнах се от работа, уморена съм, без ритуални танци. Имате ръце и крака, оправяйте се сами.
Затова си остана без мъж!
Снежана я погледна ядосано и излезе, силно

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Той ще живее с нас…
– Pois é! – exclamou o Alexandre. – Está certo! A última palavra tem de ser sempre do homem De manhã, o neto adulto dos Efimenko veio da cidade; tinham estado recentemente no casamento dele. O Alexandre veio buscar batatas, porque desde pequeno ajudava sempre os avós preferidos a semear e a apanhar as batatas. – Então diz lá, Alexandre, como é que está a correr a vida com a tua Svetlana? – perguntou logo a avó, mexendo na lareira. – Vai variando, avó… – respondeu o neto, pouco entusiasmado. – Vai variando… – Espera, espera, – interrompeu o avô João, atento. – Como assim, vai variando? Já andam às turras, ou quê? – Não, ainda nem por isso. Estamos é a tentar perceber quem manda lá em casa, – confidenciou o neto. – Olha, olha… – suspirou a avó, sorrindo enquanto mexia na lareira, – isso nem devia ser motivo para discutir. – Pois é, – riu-se o avô. – Toda a gente sabe que quem manda mesmo na casa é sempre a mulher. – Pois, pois… – veio de novo da lareira. – Avô, estás a brincar?! – O neto olhou surpreendido para o avô. – Estás a gozar, não? – Nem por sombras, – ripostou o João. – Se não acreditas, pergunta à tua avó. Vá lá, Catarina, diz lá: quem é que tem sempre a última palavra nesta casa? – Deixa-te dessas conversas, – respondeu a avó, amavelmente. – Não, diz mesmo – insistiu o João. – Quem é que acaba por tomar as decisões finais, tu ou eu? – Bem, eu… – Como assim? – duvidou o neto. – Nunca reparei nisso cá em casa. E olha que eu acho que numa casa o homem é quem deve mandar. – Deixa-te disso, Alexandre, – voltou a rir o avô. – Numa família a sério é tudo ao contrário do que pensas. Agora vou contar-te umas histórias e já vais perceber. História – Já começou… – resmungou a avó. – Aposto que vai falar da motorizada. – Da motorizada? – estranhou o neto. – Aquela velha, toda enferrujada lá no barracão, – confirmou logo o avô. – Aquilo faz anos para dar e vender. Sabes como foi que a avó me obrigou a comprá-la? – A avó? Obrigou? – Pois foi. Até me deu dinheiro do dela. Mas espera, antes disso houve outra história. Uma altura ganhei algum dinheiro, mesmo à justa para comprar uma motorizada com atrelado. Digo à Catarina – à tua avó –, quero a motorizada. Para ir levar batatas do campo para casa. Naquela altura davam-nos terra para cultivar batatas. A avó teimou. Disse: «Mais vale comprarmos uma televisão a cores!». Naquele tempo aquilo era uma fortuna. Tens levado as batatas de bicicleta, continuas a levá-las assim. O saco no guiador e siga. Está bem, disse eu, o último a decidir és sempre tu. Lá comprámos a televisão. – Então e a motorizada? – quis logo saber o neto. – Acabámos por comprar… – suspirou a avó. – Mas só mais tarde. O avô deu cabo das costas dele, tive de ser eu a transportar as batatas durante muito tempo. E quando em Novembro abatemos os porcos, dei-lhe todo o dinheiro que sobrou e disse: vai à vila comprar a motorizada. – No ano seguinte, conseguimos juntar dinheiro outra vez, – continuou o avô. – Disse-lhe: temos mesmo de reconstruir a casa de banho. A antiga herdada dos meus pais já estava meia podre. Mas a tua avó: «Nada disso! Vamos comprar móveis novos, para ficar tudo como deve ser!» Pronto, disse eu, és tu quem decide no fim. Lá comprámos os móveis. – Na primavera seguinte, a casa de banho ruiu – completou a avó. – Havia tanta neve, o telhado não aguentou… Desde aí, decidi: faz-se sempre como o João disser. – Pois é! – exclamou o Alexandre. – Tudo certo! O último a decidir tem mesmo de ser o homem! – Olha que não, Alexandre, não percebeste – riu-se o avô. – Antes de começar qualquer coisa, venho sempre perguntar: «Quero fazer isto, posso?» E a decisão final é sempre dela. – Eu, depois dessas histórias, digo sempre: faz como achares melhor. – Por isso, Alexandre, no fim de contas, o último a decidir tem de ser é sempre a esposa, – sentenciou o avô. – Percebeste? O Alexandre ficou pensativo, mas de repente desatou a rir. E, depois de rir, voltou a pensar, até que o rosto dele se iluminou. – Agora percebi, avô. Vou para casa e digo à Svetlana: «Está bem, amor, vamos de férias para o Algarve, como tu queres. E o carro fica na oficina à espera, mesmo que não dê para arranjar já, pronto. Se avariar, não faz mal. Vamos de autocarro para o trabalho no inverno. É só acordar uma hora mais cedo… Que se há-de fazer, não é?». Acho que estou a pensar bem, avô? – Decisão certíssima, – acenou o avô todo contente. – Vais ver que daqui a uns anos tudo vai bater certo para vocês os dois. E numa família, é mesmo a mulher que deve mandar. Assim o homem vive muito mais descansado. Falo por experiência própria…