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013
A Felicidade Renascida: Como Superei a Perda do Meu Marido num Termas em Portugal, Conheci um Novo Amor (mesmo com muitas dúvidas!), Juntei Famílias, Enfrentei Tabus e Ganhei um Neto chamado Paz
SENHORA DO DESTINO Ó homem, por favor, deixe de me seguir! Já lhe disse que estou de luto pelo meu marido.
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05
Ежедневната битка на една българска майка: Когато бориш сама за бъдещето на детето си, а бащата само обещава и изчезва
Защо да ти помагам? За да можеш ти пак да висиш на твоята глупава работа по цял ден? Ти сама си избра
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018
Bola som osemročná, keď moja mama opustila náš domov. Odišla na roh ulice, nastúpila do taxíka a už sa nevrátila. Môj brat mal päť rokov. Od toho momentu sa u nás doma všetko zmenilo. Otec začal robiť veci, ktoré predtým nikdy nerobil: vstávať skoro, aby nám pripravil raňajky, naučil sa prať bielizeň, žehliť školské uniformy, nešikovne nám česať vlasy pred školou. Videla som, ako sa mýli v množstve ryže, ako mu prihára jedlo, ako zabúda triediť biele a farebné prádlo. Napriek tomu nikdy nedovolil, aby nám niečo chýbalo. Vracal sa domov unavený z práce a kontroloval domáce úlohy, podpisoval zošity, chystal desiaty na ďalší deň. Mama nás už nikdy neprišla navštíviť. Otec nikdy nepriviedol inú ženu do nášho domu. Nikdy nikoho nepredstavil ako svoju partnerku. Vedeli sme, že občas niekam chodí, že sa neskoro vracia, ale jeho osobný život zostával mimo našich štyroch stien. V dome sme boli len ja s bratom. Nikdy som ho nepočula povedať, že je znovu zamilovaný. Jeho rutina bola pracovať, prísť domov, variť, prať, ísť spať a znova dokola. Cez víkendy nás brával do parku, k rieke, do obchodného centra – aj keď len pozerať na výklady. Naučil sa zaplietať copíky, prišívať gombíky, pripravovať obedy. Keď bolo v škole vystúpenie a potrebovali sme kostýmy, vyrábal ich z kartónu a starých látok. Nikdy sa nesťažoval. Nikdy nehovoril: „Toto nie je moja práca.“ Pred rokom môj otec odišiel k Bohu. Bolo to rýchle. Nebol čas na dlhé rozlúčky. Pri triedení jeho vecí som našla staré zošity, do ktorých si zapisoval domáce výdavky, dôležité dátumy, poznámky ako „zaplať poplatok“, „kúp topánky“, „zober dievča k lekárovi“. Nenašla som žiadne zamilované listy, fotky s inou ženou, ani stopy po romantickom živote. Len stopy človeka, ktorý žil pre svoje deti. Od jeho smrti ma neprestáva trápiť jedna otázka: Bol šťastný? Mama odišla, aby hľadala svoje šťastie. Otec ostal a akoby sa vzdal toho svojho. Nikdy si už nezaložil novú rodinu. Nikdy nemal domov s partnerkou. Nikdy už nebol pre nikoho prioritou, okrem nás. Dnes viem, že som mala úžasného otca. Ale tiež viem, že to bol muž, ktorý zostal sám, aby sme my neboli sami. A to bolo ťažké. Pretože teraz, keď už tu nie je, neviem, či niekedy dostal lásku, ktorú si zaslúžil.
Keď som mala osem rokov, mama odišla z domu. Vyšla von ku križovatke, nastúpila do taxíka a už sa nikdy
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00
Когато Катя с малкия си син изпраща Александър в дълъг път към чужбина с надежда за по-добър живот, тя трябва да срещне трудностите сама: след като семейството продава всичко и съпругът спира да помага, Катя с две вярни кучета и свекърва се бори с бедността, работи като таксиджийка, оцелява след нападение с нож благодарение на храбрия Граф – но истинският обрат идва, когато предателят-баща след години се завръща, за да си иска наследството, и е посрещнат не с прегръдки, а със зъби, верност и презрение.
Когато пристигна на посочения адрес, мъжът отвори вратата и бръкна в джоба на якето си. Вместо пари
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030
– Vai-te embora! – Gritou Boris. – O que é isso, filho… – A sogra tentou levantar-se, agarrando-se ao tampo da mesa. – Eu não sou teu filho! – Boris agarrou a mala dela e atirou-a para o corredor. – Quero que nem o teu espírito volte a pôr os pés aqui! – Vai-te embora! – Gritou Boris. Maria estremeceu. Nunca, em seis anos, o tinha ouvido falar assim. – O que é isso, filho… – A sogra tentou levantar-se, agarrando-se ao tampo da mesa. – Eu não sou teu filho! – Boris agarrou na mala dela e atirou-a para o corredor. – Quero que nem o teu espírito volte aqui! …A Aninhas dormia, de braços abertos como uma pequena estrela-do-mar. Maria ajeitou-lhe o cobertor. Gostava de ficar assim, só a olhar para a filha. Sonhou com ela durante tantos anos, lutou tanto para ser mãe. O marido chegou do turno da noite – percebeu pelo ruído no hall de entrada. Maria saiu do quarto da menina, fechando a porta suavemente. Boris descalçava-se. Exausto, nitidamente mais magro. Trabalhou como um boi para pagar os empréstimos que tinham contraído para os tratamentos de fertilidade. – Está a dormir? – Perguntou ele em voz baixa. – Está. Comeu e adormeceu logo. Boris puxou Maria para junto de si, encostou o rosto ao pescoço dela. Raramente falava sobre amor, mas Maria sabia que ele lhe era grato até à loucura. Por não o ter abandonado, por não o ter trocado por alguém saudável, por tê-lo feito feliz. Aos dezasseis anos, Boris teve papeira “em pé” – teve vergonha de contar à mãe que estava inchado e que doía. Quando contou, já era tarde. As complicações trouxeram-lhe quase esterilidade total. – A mãe telefonou, – disse Boris baixo, sem largar Maria. Maria ficou tensa. – O que quer a dona Alice? – Vem aí. Ao almoço está cá. Diz que trouxe uns bolos, que tem saudades. Maria suspirou, soltando-se do abraço. – Boris, achas mesmo que é boa ideia? Da última vez deixou-me em lágrimas com os conselhos para lavar com bicarbonato. – Maria, é a mãe… Quer ver a neta. Passou um ano e só viu a Aninhas em fotografia. É avó, afinal. – Avó… – sorriu Maria, com amargura. – Que considera a nossa filha uma “intrusa”. Adotaram a Aninhas há um ano. As listas de espera por recém-nascidos saudáveis na região eram tão longas que só dava para desesperar. Ajudaram contactos, um envelope generoso “para a maternidade” e a sensatez de uma amiga enfermeira. A menina nasceu de uma adolescente de dezasseis anos, assustada, desamparada, para quem um filho significaria o fim da vida. Maria lembrava aquele dia: um pequeno embrulho de três quilos e duzentos, e uns olhos azuis a fitá-la. – Está bem, – disse Maria. – Que venha. Sobrevivemos. Mas se ela começar outra vez… – Não vai começar, prometo – disse Boris. A sogra chegou para o almoço. Alice entrou na casa ocupando todo o espaço. Era uma mulher corpulenta e barulhenta, com aquele jeito aldeão capaz de parar um cavalo, apagar um incêndio e dar cabo do juízo de quem estivesse à volta. – Ai, meu Deus! – Queixou-se ela à porta, pousando a mala quadriculada no chão do hall. – O transporte é um horror! Comboios abafados, no metro só empurrões. – Por que razão vivem tão alto? O elevador rangia, achei que ia morrer! – Bom dia, mamã, – Boris deu-lhe um beijo na face e levou-lhe a mala pesada. – Venha, lave as mãos. Alice tirou o casaco, exibindo um vestido com padrões florais que moldava as formas robustas, e olhou logo de cima a baixo para Maria. Olhou-a como se fosse um cavalo à venda. – Olá, Dona Alice, – sorriu Maria. – Olá, olá, – a sogra crispou os lábios. – Estás tão mirrada, Maria. Só ossos. O marido vai agarrar-se a quê? Boris está magro, noto eu. Não o alimentas bem? Só comes relva e deixas o homem à fome? – O Boris come bem, – cortou Maria, corando. – Venha para a mesa. Na cozinha, Alice começou logo a abrir a mala – de lá tirou recipientes com empadas, um frasco de pepinos em conserva, um pedaço de toucinho. – Comam. Nesta cidade só há comida artificial. Mastigam plástico. Sentou-se à mesa, apoiando os cotovelos pesados. – Então, contem-me. Como vai a vida? Já pagaram esses… experimentos? Maria apertou o garfo. “Experimentos!” Assim chamava a seis anos de dor, esperança e desespero. – Quase pagámos, mamã, – resmungou Boris, servindo-se de salada. – Não falemos de dinheiro. – E falamos de quê? – estranhou a sogra, mordendo uma empada. – Do tempo? O irmão do Boris, lá na aldeia, já tem terceiro filho. A menina saudável, linda! Quatro quilos! E a Tânia, a irmã, está grávida de gémeos. Isso é que é saúde! A nossa linhagem, Boris, é forte. Somos férteis. Olhou Maria com significado. – Se não se estragarem os genes, claro… Maria pousou o garfo devagar. – Dona Alice, já falámos disto cem vezes. O problema não é meu. Temos relatórios médicos. – Ora, deixa-te disso! – sacudiu a mão Alice. – Papéis esses os médicos só para sacar dinheiro. Papeira! Deixa-me rir! – Os rapazes lá na aldeia tiveram todos, e têm filhos às carradas. – Isso é a tua esposa a contar-te histórias para tapar as doenças dela. – Mãe! – Boris bateu com a mão na mesa. – Chega! Alice agarrou teatralmente no peito. – Não me fales assim! Criei cinco filhos, conheço a vida. Vejo que ela é estreita, magra, de quadris miúdos. Onde é que hão-de estar os filhos? Vazio. – Somos felizes, mamã, – murmurou Boris. – Temos a nossa filha, Aninhas. – Filha… – bufou Alice. – Mostra-me ao menos. Foram ao quarto das crianças. A Aninhas estava acordada, sentada na cama, a brincar com um ursinho de peluche. Ao ver a senhora, franziu o sobrolho, mas não chorou. Era de feitio calmo. Alice aproximou-se da cama. Maria ficou por perto, pronta para agarrar a filha – da sogra tudo se esperava. A mulher olhou a menina demoradamente, semicerrando os olhos. Tocou-lhe na face rechonchuda. Aninhas virou-se de lado. – Então, a quem saiu esta? – perguntou a sogra, irritada. – Que olhos pretos! Os meus são todos claros. – Tem olhos azuis escuros, – corrigiu Maria. – E o nariz? Batata. Tu, Maria, tens o nariz fino, o Boris direito. E esta? Endireitou-se, sacudiu as mãos como se estivessem sujas. – Sangue estranho, isso é! Voltaram para a cozinha. Boris encheu-se de água, com as mãos a tremer. – Mamã, escuta, – começou ele, com voz calma. – Amamos a Aninhas! Ela é nossa! Legal, de coração, de tudo! – E ainda vamos tentar ter filhos biológicos. Os médicos dizem que há hipóteses, mesmo que pequenas. Mas mesmo se não der – já temos uma família. Alice estava de lábios apertados. Estava aflita. Ela, mãe de cinco, avó de doze, doía-lhe ver o filho “gastar-se com criança alheia”. – És um tolo, Boris, – suspirou ela, por fim. – Mas que tolo! Trinta e cinco anos. Homem feito. E andas a criar uma enjeitada! – Não digas isso! – gritou Maria. – E que hei-de chamar-lhe? Princesa? – Tu bem calavas! Tu não consegues parir, baralhaste o homem. Até pagaram… Compraram-na como um gato no mercado! – É nossa filha! – Filha é quando é nossa! Quando não dormes à noite, quando há dores e sufocos, quando a pariste! – E esta… – acenou em direção ao quarto. – Faz-de-conta de mãe e filha. Pegaram numa pronta. De uma rapariga desacertada. – Acham que os genes se escapam, é? Ela vai mostrar-vos! Vai dar problemas! Como a mãe! Entreguem-na a tempo! Maria viu os olhos de Boris arregalarem-se. Ele levantou-se devagar. – Rua, – disse ele, baixinho. Alice ficou espantada. – O quê? – Vai-te embora daqui! – gritou Boris. Maria estremeceu. Nunca, em seis anos, o tinha ouvido assim. – O que é isso, filho… – A sogra tentou levantar-se, agarrando-se ao tampo da mesa. – Eu não sou teu filho! – Boris agarrou a mala dela e atirou-a para o corredor. – Quero que nem o teu espírito volte aqui! Entregar? Entregar a filha?! Confundes gente com coisa? É minha filha! Minha! E tu… tu… Ficou ofegante. – É horrível ser mãe assim! Vai para a aldeia contar os teus “puras”. Mas não voltes mais aqui! Nunca mais! Do quarto ouviu-se o choro da menina. Maria correu à porta, mas parou ao ver a cara mudada da sogra. O vermelho foi ficando cinzento. Alice abriu a boca, sem apanhar ar, como peixe fora d’água. A mão apertou o vestido. – Boris… dói… como dói… Foi caindo. Pesada como um saco de trigo, virou a cadeira. O estrondo misturou-se ao choro da criança. Maria chamou o INEM. Boris ajoelhou-se ao lado da mãe, com mãos a tremer, a desabotoar-lhe a gola. – Mãe, o que tens? Respira, mãe! Alice arfava. Os médicos chegaram depressa. Logo da porta o enfermeiro gritou: – Enfarte! Grande! Maca, rápido! Quando a porta se fechou atrás dos médicos, Boris sentou-se no chão do hall, encostado à parede. Olhou para o lenço esquecido da mãe, em cima da cómoda. – Fui eu que lhe fiz isto? – perguntou. Maria sentou-se ao seu lado e segurou-lhe a mão gelada. – Não. Foi ela mesma. Com tanto veneno. – Era mãe, Maria. – Ela quis que deitássemos fora a nossa filha como produto com defeito. Boris, acorda. Defendeste a tua família. Uma hora depois, o telemóvel vibrou. Chamava a irmã, Tânia. Depois o irmão, Nicolau. Boris não atendeu. Veio uma mensagem de uma tia: – A mãe está nos cuidados intensivos. Os médicos dizem que não tem hipótese. És um monstro? Que te faça falta. A família toda te amaldiçoa! Não apareças, nunca! – Pronto. Fiquei sem família. Maria abraçou-o pelos ombros, sentindo o corpo dele tremer. – Tens sim, – disse ela firme. – Tens-me a mim. Tens a Aninhas. Somos a tua família! De verdade! A que não te abandona. Levantou-se e puxou-o pela mão. – Anda, a Aninhas precisa de comer. Assustou-se. À noite, estavam na cozinha. A filha, depois de se acalmar, brincava com cubos no tapete. Boris olhava-a como se a visse pela primeira vez. – Sabes, – disse ele de repente, – a mãe tinha razão numa coisa. Maria ficou alerta. – Em quê? – Os genes não se apagam com um dedo. Só que genes não são só olhos ou nariz. São também saber amar. A minha mãe tem cinco filhos e amor… como uma pedra. Será que sou adotado? Porque amar eu sei… não é, minha pequena? Pegou na filha ao colo. A menina agarrou-lhe o nariz e riu. – Papá, – disse ela com clareza. Foi a primeira vez. Até aí só “ba-ba” ou “ma-ma”. O Boris parou. As lágrimas que segurou todo o dia rolaram pelas faces, caindo no macacão cor-de-rosa. – Papá, – repetiu ele. – Sim, minha pequena. Sou teu pai. E nunca te vou deixar. A mãe recuperou, mas Boris nunca mais lhe falou. Para a família agora foi banido. Maria até tem vergonha de admitir, mas está feliz por assim ser. Sem rancores, sem torturas, vive-se melhor. Para quê família assim? Só fazem falta os que nos querem bem… E vocês, o que acham do desabafo desta mãe? Escrevam nos comentários e deixem o vosso “gosto”!
Vai-te embora! gritou Beto. O que foi isso, filho? Dona Lurdes começou a levantar-se, segurando-se à
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021
Znovuzrodené šťastie: Muž, prestaňte ma prenasledovať! Veď som vám hovorila, že smútim za manželom. Nechajte ma, už sa vás začínam báť! – kričala som v sanatóriu, kde som sa snažila spamätať zo straty muža a začať nový život s dvomi dospievajúcimi synmi. Nepríjemný, ale vytrvalý nápadník menom Valentín mi svojim baritónom vstúpil do života nečakane – a s kyticou zvončekov a galantnými gestami prebúdzal city, o ktorých som myslela, že ich už nikdy neprežijem. Spočiatku som sa bránila, no napokon som podľahla láskavosti a objavila čaro nových začiatkov. Náhle však do všetkého zasiahla Valentínova manželka, list a nečakané priznania. Ako si porozumieť s vlastnými deťmi, nevlastnou dcérou a nepohodami novej „poskladanej“ rodiny? A kde sa v nás berie sila odpustiť, milovať a začať odznova? Príbeh o tom, že aj po veľkej strate sa dá nájsť SVETLO, smiech pri slovenskej vatre aj pokoj v dedinskom dome, kde meno vnuka – Miroslav – napokon prinesie do rodiny vytúžený mier a znovuzrodené šťastie.
Pánko, prestaňte ma už stále prenasledovať! Už som vám povedala, že smútim za mužom. Nechoďte za mnou
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031
Lina era má. Muito má, coitada da Lina, era mesmo má, essa Lina. Toda a gente tentava mostrar à mulher o quanto ela era má. Má, e ainda por cima infeliz. Claro, não tem marido, o filho já é adulto, vive sozinho. Lina está sozinha, não faz falta a ninguém. Segunda-feira chega ao trabalho, todas gabam-se do fim de semana a limpar, a lavar, umas trabalharam no quintal, outras fizeram compotas. Lina cala-se, não tem o que contar, não tem homem, o filho já cresceu, fica calada. Hoje saiu mais cedo, todos sabem que, um par de vezes por mês, ela sai antes. Abanam a cabeça em desaprovação, convencidos de que Lina vai ter com os seus inúmeros amantes, porque toda a gente ali sabe: Lina tem muitos amantes, afinal, é tão má. Lina é mesmo má. As outras são todas boas mulheres casadas, ocupadas, mas Lina, essa é má. — Lina, diz a mãe, — porque é que tu és assim? — Assim como, mãe? — Tão desarrumada na vida, olha, podias ao menos arranjar um homem qualquer, filha. Ainda vais a tempo até de ter outro filho, agora todos têm filhos depois dos quarenta. — Mãe, para quê mais um homem? Para que quero outro filho de um homem qualquer? Já tenho o meu filho, o Léo chega-me bem… E esse homem, como tu dizes, para quê? O que faço com ele? Já tenho o Óscar. — Lina! — exclama a mãe, — Lina, tu não percebes, o Óscar não é teu homem! — Então não é? Claro que é, — ri-se Lina. — Convida-me para sair uma vez por semana, dá-me presentes, ajuda-me nas férias, não me chateia, não me manda para a quinta dos pais, não me obriga a lavar-lhe cuecas e meias, não exige jantar, não me enche de problemas, nem fica esparramado no sofá. Uma bênção. — Pois é uma bênção, mas tudo isso fica para a pobre da mulher dele. — Então, querias que isso tudo ficasse para mim? Não, mãe, eu já tenho quarenta e poucos, já fui casada duas vezes, lembra-te, DUAS. E fugi de tanta felicidade a correr descalça. O primeiro marido, pai do Léo, lembro-te, foi porque tu insististe: “é mais velho, é sério, ama-te, tem bom emprego…” Cinco anos estive presa, sem poder estudar, sem amigas, até do meu filho não podia cuidar: “és nova, vais fazer asneira”, só podia trabalhar para ele e para a mãe dele. Mas, ah, estava cheia de ouro. Uma vez por mês exibia-me como se fosse um troféu, para mostrar que tinha uma mulher direita. Ele até gostava das tais “bonecas”, não se coibia… Quando fugi e pedi divórcio, agradeço à minha avó querida que me ajudou, ele quis tudo de volta, até as minhas cuecas… Na segunda vez, casei por amor, estudava e trabalhava, lembras-te, mãe? De dia na faculdade, à noite trabalhava para não ser um peso em casa… — Lina! Como podes dizer isso? Alguma vez te atirei à cara o pão ou o prato de sopa, a ti ou ao teu filho? — Tu não, mãe… Mas não és só tu… Há quem sempre tenha medo que eu “salte para o pescoço” e fique aí dependente. — Mas de quem falas? — Do pai, claro. E do mano, o Nuno, sempre no sofá, a jogar no computador… Trabalhas em dois sítios, chegas a correr, ainda tens de passar no supermercado porque “os passarinhos têm fome”. Cozinhas, limpas… Por isso, casei outra vez por amor, porque viver sem era igual. Mudou alguma coisa? Nada. Trabalho a dobrar — passei a Lina-que-deve-a-todos. O homem no sofá, eu no trabalho, depois ao infantário buscar o meu filho. Nem pensar em pedir-lhe ajuda, “não é filho dele, e mesmo que fosse, homem não cuida”. De carro, nem falar, só ele precisa. “Quem vai à fábrica de eléctrico? As mulheres vivem assim, o que é que queres?” Jantar feito, mesa posta, roupa lavada, tudo direitinho, e ainda “satisfaz o marido, senão ele trai-te, tesouro”. Falta dinheiro? “É para o teu filho, não para mim.” “Se ao menos fosse meu, via-se.” “Não, procura outro otário que sustente a ti e ao pirralho.” Desculpa lá, enganaste-te na filha… “Não ajudas com o carro? Mas somos família, não somos?” “Olha essa, a diferença entre o que tu ganhas e o que eu ganho, sem fazer nada.” “Tiveste sorte…” “Vais embora?” “Vá, quem é que te vai querer, já com filho? Haha.” Pois foi assim, mãe, já estive com quem ganhava mais e com quem ganhava menos. Não mudou nada. Para eles tudo bem, só eu é que não era feliz, mãe. — Lina, toda a gente vive assim, filha. — Pode ser, mãe, mas eu não quero isso, não vou viver assim. Como foi o teu sábado? — Olha, o Nuno e a Sónia deixaram-me os filhos, fui passear, fiz panquecas, limpei, aspirei, lavei o chão, pus roupa a lavar, à noite deitei-os, dei jantar ao avô, passei a ferro e fui-me deitar quase à uma, e domingo de manhã já eles pediam panquecas outra vez, depois o Nuno e a Sónia voltaram, assei frango, fiz salada, pizza, jantámos, arrumei e fui-me deitar às onze estafada, o avô foi acordar-me para ir para a cama. — Mãe, não me lembro de tu teres ficado com o Léo assim… Nunca te deixei o miúdo e fui correr para descansar, pois não? — Tu sempre foste muito independente, estes agora… nem sei. — Queres saber como foi o meu fim de semana passado? Sexta à noite ligou o Léo a pedir para ficar com o Timóteo, que queria ir à Serra com a namorada. Claro que fiquei, porque não? Timóteo é o gato da Mariana, do Léo, e tu se estivesses menos ocupada com a família do Nuno, até sabias disso. Vieram trazer o gato, com pizza, e foram-se embora. Comi pizza e fui ver séries, porque não tenho de me levantar cedo ao sábado. De manhã dei comer ao Timóteo, fiz café, limpei o pó, pus roupa a lavar, liguei-te para irmos ao museu ou só conversar. O pai atendeu, estavas ocupada, com as mãos molhadas. Chamou-me de preguiçosa, disse que tu trabalhas sem parar, aturas os meus sobrinhos, e eu ando feita madame em museus. Até queria ficar ofendida, mas nem vale a pena. Fui ao museu, havia exposição do teu pintor favorito, lembrei-me porque gostavas tanto dele. Fui ao café, às compras, voltei a casa, o gato a dormir. Não me apetecia sair, deitei-me no sofá a ver séries. Domingo dormi com o Timóteo até tarde, tentei convidar-te para andar de cacilheiro, mas a Sónia atendeu e disse que estavas ocupada, a lavar a loiça ou a arrumar. À noite o Óscar ligou, convidou-me para jantar fora, fui, porque não? Sou mulher livre, não lhe pergunto pela mulher dele, nem ele me fala disso, não me enche a cabeça de problemas. Tive um ótimo serão e segunda fui trabalhar bem-disposta. Tentei conhecer homens solteiros, mãe, mas foi desilusão. Só aparecem miúdos à procura de mãe ou homens amuados com a vida, cheios de filhos e ex-mulheres, divorciados. Estás a olhar para mim assim porquê, mãe? O mundo mudou, sabes? Um deles disse que eu tinha de aceitar os filhos dele, claro, porque toda mulher tem amor de sobra pelos filhos dos outros. Ele vai sustentar os filhos e a ex-mulher — “ela é mãe dos meus filhos, merece”. E vivemos os dois do meu ordenado, porque o resto ele gasta na pesca, que gosta muito. Em troca, prometeu “dar-me bom peixe para comer”. Perguntei se ele ajudaria o meu filho, ficou ofendido: “O Léo tem o pai dele, que seja ele a ajudar” — Justo? Justíssimo, e por isso mandei-o à fava. O Léo tem mãe, sou eu. Claro que fiquei má, egoísta, calculista, sem vergonha. Queria arranjar um homem para criar o meu filho e ser feliz às custas dele… Por isso apareceu o Óscar. Sim, posso ser má aos olhos dos outros, mas não me envergonho da vida que levo. O que me custa é ver-te a ti, mãe, assim, por isso tento tirar-te de casa, como hoje, menti a ti e ao pai, disse que precisava de ajuda. Mãe, comigo está tudo bem, agora vamos cuidar de nós, fazer algo por ti, por mim, tua filha. — Estás maluca, Lina, e o teu pai? — O que tem o pai? Está doente? — Não, mas… o almoço… — Não acredito que não tenhas almoço feito. — Mas é preciso aquecer, e o Nuno… — Mãe! Olha que me ofendo… eu sei que sou má, deixa-me ser boa agora, vem descansar comigo, faz-me esse favor… No trabalho, segunda-feira, as mulheres contam como “descansaram” a cansar-se. Lina sorri de lado, todos dizem que a Lina é má, ela passa leve e feliz, sorrindo sozinha. Afinal, toda a gente adivinha o que lhe passa na cabeça — só pode ser coisa má.
Aurélia era má. Má, mas daquelas que até metem pena, de tão mázinhas que são. Uma vergonha, coitada da Aurélia.
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01
Открий ме, мамо! Историята на Катя от дома за сираци до прегръдката на майка си Александра в българско село
Намери ме, мамо! В Дома за сираци в Пловдив, на малката Десислава често разказваха как са я намерили.
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029
– Vypadni! – zakričal Boris. – Čo to robíš, synček… – svokra sa začala dvíhať, držiac sa okraja stola. – Ja nie som tvoj syn! – Boris schmatol jej kabelu a hodil ju do chodby. – Ani stopy po tebe tu nechcem vidieť! – Vypadni! – zakričal Boris. Mária sa strhla. Za šesť rokov nikdy nepočula, aby tak kričal. – Čo to robíš, synček… – svokra sa začala dvíhať, držiac sa okraja stola. – Ja nie som tvoj syn! – Boris schmatol jej kabelu a hodil ju do chodby. – Ani stopy po tebe tu nechcem vidieť! …Aninka spala, ručičky mala rozložené ako malá morská hviezda. Mária jej upravila prikrývku. Rada takto stála a dívala sa na svoju maličkú dcérku. Roky o nej snívala, venovala tomu toľko síl, aby sa stala matkou. Manžel sa vrátil z nočnej – podľa šuchotu v predsieni okamžite vedela, že to je on. Mária vyšla z detskej izby a potichu zatvorila dvere. Boris sa vyzúval. Unavený, viditeľne vychudnutý. Makal ako kôň, aby čo najskôr splatil úver, ktorý si vzali na umelé oplodnenie. – Spí? – opýtal sa potichučky. – Spí, najedla sa a hneď zaspala. Boris pritiahol Máriu k sebe, tvárou sa jej zabořil do krku. O láske rozprával málokedy, no ona vedela, že je za ňu vďačný do bezvedomia. Preto, že neodišla, preto, že ho nevymenila za zdravého, preto, že mu dala šťastie. V šestnástich Boris prekonal príušnice – hanbil sa mame povedať, že mu vtedy napuchli a boleli… A keď už povedal, bolo neskoro. Komplikácie znamenali takmer stopercentnú sterilitu. – Mama volala, – povedal Boris tlmeným hlasom, ruky zo zovretia neuvoľňoval. Mária stuhla. – A čo chce pani Alžbeta? – Príde. Poobede tu bude. Vraj napiekla koláče a veľmi sa jej cnie. Mária si vzdychla, vymanila sa z jeho objatia. – Boris, možno by nemala chodiť. Minule ma dohnala do hystérie tými jej radami o vyplachovaní sódou. – Mári, je to predsa mama… Chce vidieť vnučku. Rok ju nevidela nič, len fotky. Stále je to babka. – Babka, – Mária sa trpko pousmiala. – Ktorá našu dcéru nazýva „zrůdou“. Aničku si adoptovali pred rokom. Na zdravé novorodeniatka boli také dlhočizné čakacie rady, že by človek dovtedy šedivel. Pomohli kontakty, obálka „na potreby oddelenia“ a rozvážnosť známej pôrodnej asistentky. Dievčatko sa narodilo veľmi mladej, iba šestnásťročnej vystrašenéj školáčke, ktorej by dieťa zničilo život. Mária si ten deň pamätá – drobný balíček vážiaci tri kilo dvesto, a tie modré očká, čo na ňu hľadeli. – No dobre, – Mária sa otočila. – Nech príde. Prežijeme aj to. Ale ak znova začne… – Nezačne, sľubujem, – Boris ju upokojoval. Svokra dorazila na obed. Alžbeta vhupla do bytu, akoby zaplnila celý priestor. Bola to výrazná žena, hlučná, so silnou vidieckou povahou – typ, čo vie zastaviť aj koňa a vytelefonovať každému mozog. – Ježisi! – začala vo dverách a posadila károvanú kabelu do predsiene. – To bola cesta! V električke dusno, v MHD tlačenica. – Prečo bývate tak vysoko? Výťah hučí, trasie sa, myslela som, že vypustím dušu! – Dobrý deň, mama, – Boris ju pobozkal na líce, pobral ťažkú kabelu. – Poďte, umyte si ruky. Alžbeta zložila kabát, ukázala kvetovaným šatám svoju výraznú silu a hneď sa zamerala na Máriu. Prezrela ju od hlavy k päte ako kobylu na jarmoku. – Dobrý deň, pani Alžbeta, – usmiala sa Mária. – No, no… – svokra si pevne stisla pery. – Si nejaká priesvitná, Mári. Samé kosti ti trčia. Čo má muž za čo chytiť? Boris je seeeeem vychudnutý! Nechávaš ho hladovať? Sama si na tráve a muža nechávaš hladovať? – Boris má v pohode stravu, – ostro odvetila Mária a cítila, ako jej horia líca. – Poďte ku stolu. V kuchyni sa Alžbeta pustila do kabely – vybrala domáce koláče, pohár nakladanej uhorky, kus slaniny. – Tu, jedzte. U vás je samá chémia. Plasty žujete. Sadla si, ťažko sa oprela o stôl. – Tak rozprávajte. Ako žijete? Už ste splatili všetko za tie vaše… experimenty? Mária stisla vidličku. Experimenty! Tak nazývala šesť rokov bolesti, nádeje a zúfalstva. – Takmer, mama, – zamumlal Boris, sťahujúc si šalát. – Nechajme peniaze. – A o čom sa rozprávať? Počasie? U nás na dedine, u Kolínho, sa narodilo tretie dieťa. Dievča, zdravé! Štyri kilá! Aj Tereza, sestra, čaká dvojičky… To je poriadok, to je naša rodina! Naša rodina, Boris, je silná. Sme plodní. Pozrela na Máriu. – Keď sa gény nepokazia… Mária pomaly položila vidličku. – Pani Alžbeta, túto tému sme preberali už stokrát. Problém nie je vo mne. Máme lekársku správu. – Ale daj pokoj! – mávla rukou svokra. – Papier všetko znesie, len aby vytiahli peniaze. Príušnice… Nehovor mi! U nás na dedine ich mal skoro každý chlap, sedem detí po laviciach. – Tvoj žena ti naplácal na uši, Boris, len aby zakryla svoju „poruchu“. – Mama! – Boris silno plesol po stole. – Dosť! Alžbeta si dramaticky chytila srdce. – Na matku nezvyšuj hlas! Päť detí som vychovala, viem, čo je život. Vidím – je úzka, detské boky… Kde tam vziať deti? Pustý kvet. – Sme šťastní, mama, – Boris nežne povedal. – Máme dcérku Aničku. – Dcérku? – vzdychla Alžbeta. – Ukážte ju aspoň. Prešli do detskej. Anička sa už zobudila, sedela v postieľke a hrala sa s plyšovým medveďom. Pri pohľade na neznámu tetu sa zamračila, no neplakala – bola pokojná povaha. Alžbeta prišla k postieľke, Mária stála bokom, pripravená v prípade potreby chrániť dieťa. Žena sa dlho na Aničku dívala,žmúrila oči, potom natiahla ruku, pohladila jej líčko. Anička sa odtiahla. – Po kom taká? – spýtala sa nespokojne svokra. – Oči má čudné, tmavé. Náš rod má svetlé oči. – Má modré oči, – opravila Mária. – Tmavo-modré. – Nos? Ako zemiačik. Ty máš rybý, Boris rovný. Tu… Vstala, otrepala si ruky, akoby sa zašpinila. – Cudzia krv, cudzia zostane! Vrátili sa späť do kuchyne. Boris si nalial vodu, ruky sa mu triasli. – Mama, počúvaj, – začal mäkko. – Milujeme Aničku! Je naša! Papiermi aj srdcom, vo všetkom. – Ešte sa pokúsime vlastné. Lekári hovoria, že šanca je malá, ale ak to nevyjde – máme rodinu. Alžbetu to roztrháva. Päť detí, dvanásť vnúčat – bolelo ju vidieť, ako jej syn plytvá čas na „cudziu“. – Si hlupák, Boris, – vydýchla nakoniec. – Hlupák, tridsaťpäť rokov, muž v rozkvete – staráš sa o nejakú podstrčenú! – Nehovor jej tak! – zarevala Mária. – Ako ju mám volať? Princezná? Ty radšej mlč! Sama nevieš porodiť, muža si zblbla. Úplatok dali… Kúpili ste si, ako mačku na trhu! – Je to naše dieťa! – Dieťa je, keď je vlastné! Keď nocuješ, keď je toxikóza, keď porodíš v mukách! – A to… – prehodila rukou k detskej izbe. – Hra na mamu a dcérku. Zobrali ste hotové. Po nejakej mladistej pobehlici. – Myslíte, že gény sekera vytnie? Vyrastie – a uvidíte, čo je zač. Skončí ako matka! Zbavte sa jej, kým je čas! Mária videla oči svojho muža. Boris vstal pomaly. – Preč, – povedal potichu. Alžbeta sa prekvapila. – Čože? – Vypadni odtiaľto! – zakričal Boris. Mária sa strhla – za šesť rokov nikdy tak nekričal. – Čo to robíš, synček… – svokra sa začala dvíhať, držiac sa stola. – Ja nie som tvoj syn! – Boris schmatol jej kabelu a hodil ju do chodby. – Ani stopy po tebe tu nechcem! Zbaviť sa dieťaťa?! Odvahu si pletieš s vecami? Je to moja dcéra! Moja! A ty… ty… Lapol po dychu. – Ty si obluda, nie matka! Chod späť na svoju dedinu, rátaj si „čistých“. Nám daj pokoj! Navždy! Z detskej izby sa ozval detský plač. Mária letela k dverám, no zastavila sa pri zmene v svokrinej tvári. Červený odtieň prešiel do šeda. Alžbeta otvorila ústa, lapala vzduch ako ryba vyhodená na breh. Rukou si zvierala šaty. – Boris… – zachrapčala. – Páli… Páli… Začala padať. Ťažká ako vrece, zrútila sa na bok, žiarivý rám preletel kuchyňou. Hluk pádu sa miešal s plačom dieťaťa. Mária ihneď volala záchranku. Boris kľakol vedľa matky, trasúcimi rukami jej rozopínal golier šiat. – Mama, čo je, mama, dýchaj! Alžbeta chrčala. Lekári dobehli rýchlo. Zverák zakričal od dverí: – Infarkt! Ťažký! Nosidlá! Rýchlo! Keď dvere za lekármi zapadli, Boris sa zosunul na podlahu do predsiene, chrbtom sa oprel o stenu. Díval sa na matkin zabudnutý šatku. – Ja som ju dovedol? – opýtal sa. Mária si sadla, chytila ho za ľadovú ruku. – Nie. To ona sama. Svojou zlosťou. – Ale ona je mama, Mári. – Chcela vyhodiť našu dcéru ako vadný tovar. Boris, zobuď sa! Bránil si svoju rodinu. Mobil v Borisovej vrecku vibroval po hodine. Volala sestra Tereza. Potom brat Kolín. Boris nebral telefón. Potom prišla správa od tety: – Mama je na JISke. Lekári hovoria, že šanca je slabá. Zabil si ju, kat? Prekliatie celej rodiny! Ani nechoď! – Tak je koniec. Nemám už rodinu. Mária ho chytila okolo ramien, cítila, ako sa celý trasie. – Máš, – povedala pevne. – Máš mňa. Máš Aničku. My sme tvoja rodina! Ozajstná! Taká, čo nikdy nezradí. Vstala, vzala ho za ruku. – Poď. Aničku treba nakŕmiť. Bojí sa. Večer sedeli v kuchyni. Dcérka mala už pokoj, hrala sa s kockami pri nohách. Boris sa na ňu díval, akoby ju videl po prvýkrát. – Vieš, – povedal zrazu, – mama mala pravdu v jednom. Mária sa napla. – V čom? – Géna neroztlačíš prstom. Ale gény, to nie je len farba očí, nosu. Gény sú aj schopnosť milovať. Mama má päť detí, a lásky v nej… ako v kameňi. Či som ja vlastne adoptovaný? Veď ja milovať viem… Čo povieš, maličká? Zohol sa, zdvihol dcérku na ruky. Dievčatko ho chytilo za nos a rozosmialo sa. – Táta, – povedala zreteľne. Prvýkrát. Doteraz to bolo len nejasné „ba-ba“, „ma-ma“. Boris stuhol. Slzy, čo držal celý deň, stekali po lícach na ružový overal. – Táta, – zopakoval. – Áno, maličká. Som táta. A nikdy ťa nikomu nedám. Matka sa prebrala, ale Boris s ňou už nekomunikuje. Pre rodinu je teraz nepriateľ číslo jeden. Mária sa za to hanbí nahlas povedať, ale je rada, že to takto dopadlo. Život bez večných urážok a ponižovania je ľahší. Načo sú takí príbuzenstvá? Aj bez nich je dobre… Aký máte názor na monológ matky? Napíšte svoje komentáre a dajte like!
Choď preč! zakričal Boris. Čo to robíš, synu…? svokra sa pomaly postavila, držiac sa okraja stola.
След тренировка у дома я чакаше неочаквана домашна изненада: Виктория се връща, за да сготви рибена чорба на мъжа си Леонид, но го заварва замислен с вино в кухнята. Той ѝ признава, че напуска семейството заради секретарката Катя, която чака дете от него и иска да ѝ остави бизнеса си. Виктория приема новините със спокойствие, оставяйки квартирата, колата и благодарността си. Започва нов живот – танци, музеи, компанията на съседката Ирена, занимания само за себе си, докато синът ѝ Игнато учи в друг град. След година Виктория случайно среща Леонид, който ѝ разкрива, че е бил измамен – Катя се оказва пратена от конкурент, изнася бизнеса, а детето дори не е негово. Въпреки всичко, тя го кани на рибена чорба. Двамата остават приятели, а Виктория намира щастието си в нов брак, а Леонид – на сватбата ѝ, където започва нова връзка. Животът е непредсказуем и винаги има шанс за ново начало!
След тренировка Мария изтича към вкъщи беше обещала на мъжа си рибена чорба. Щом влезе в апартамента